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Francisco da Silva Matos,
1.º Cabo Radiotelegrafista, n.º 2825/61,
do BCE357
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Francisco da Silva Matos
1.º Cabo Raiotelegrafista, n.º
2825/61
Batalhão de Caçadores
Especiais 357
«SÓBRIOS E EFICIENTES»
Angola: 12Mai a 10Jul1962
Medalha de Cobre de Valor Militar com
palma
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texto que se segue:
Francisco da Silva
Matos, 1.º Cabo Radiotelegrafista, n.º
2825/61;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria
2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E
VALOROSO» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola;
No dia 24 de Abril de 1962, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Quanza’,
integrado numa das companhias do
Batalhão de Caçadores Especiais 357
«SÓBRIOS E EFICIENTES», rumo ao porto de
Luanda, onde desembarcou no dia 12 de
Maio de 1962;
Após o desembarque, a sua unidade de
infantaria
desfilou na Avenida Paulo Dias de Novais;

No dia 10 de Julho de 1962, durante uma
operação que decorria na estrada Buela –
Pangala, foi gravemente ferido por
efeito do rebentamento de uma mina
anti-carro;
Agraciado com a Medalha de Cobre de
Valor Militar, com palma, pela Portaria
de 2 de Novembro de 1962, publicada na
Ordem do Exército n.º 34 – 3.ª série, de
1962, e no Jornal do Exército n.º 37,
página 12, de Janeiro de 1963.
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Medalha de Cobre de Valor Militar com
palma
1.º Cabo
Radiotelegrafista, n.º 2825/61
FRANCISCO DA SILVA MATOS
BCE357 – RI2
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma
Transcrição
da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 34 - 3.ª série de 1962:
Por Portaria de 2 de Novembro de 1962:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar
com a Medalha de Cobre de Valor Militar,
com palma, nos termos do artigo 7.º com
referência ao parágrafo 1.º do artigo
51.º do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946:
O Primeiro-Cabo Radiotelegrafista n.º
2825/61, Francisco da Silva Matos, do
Batalhão de Caçadores Especiais n.º 357,
porque no dia 10 de Julho de 1962, pelas
dezassete horas, tendo sido gravemente
ferido por efeito do rebentamento de uma
mina anti-carro, quando andava em
operações na estrada de Buela - Pangala,
fazendo parte, como condutor auto, duma
patrulha de reconhecimento e tendo
ficado com o braço direito esfacelado e
com outros ferimentos na face, deu
provas de extraordinária coragem física
e moral, conseguindo reunir forças para
andar alguns metros e avisar os
restantes camaradas do ocorrido, até
cair exausto.
De realçar, ainda, que durante a noite e
enquanto se aguardava a evacuação aérea
para o Hospital Militar de Luanda, só
possível na manhã seguinte, tendo-se o
seu estado agravado a ponto de se tornar
necessário proceder à amputação do
braço, que se fez com meios cirúrgicos
improvisados e praticamente sem
anestesia, suportou o período
preparatório da operação e a própria
operação, com a mesma força de ânimo e
sangue frio, apesar das dores que devia
sofrer, demonstrando uma coragem e
espírito de sacrifício extraordinários,
aliados a uma perfeita e lúcida
compreensão da situação, impressionando
de forma notável todos os que
intervieram ou assistiram à operação.
Mostrou com a sua corajosa atitude ser
um valente e digno soldado do Exército
Português.

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