|
HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo PQ
Pedro Castanheira
e
Fotos do arquivo do
SMor PQ Serrano Rosa |
José
Manuel Terras Marques
Coronel de
Infantaria Pára-Quedista na situação
de reforma

Guiné:
Dez1968 a Mai1970
Comandante do 2.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 122
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO
E VALOR»
Comandante da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 121
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO
E VALOR»
Guiné:
Dez1972 a Set1974
Comandante da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 122
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO
E VALOR»
Chefe
da Secção de
Informações e Operações
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Cruz de
Guerra de 2.ª classe
Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Guiné 1968 – 70”
Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Guiné 1972 – 74”

José
Manuel Terras Marques, Coronel
de Infantaria Pára-Quedista na
situação de reforma, nascido no
dia 10 de Julho de 1943, na
freguesia de São João Batista,
concelho
de
Abrantes;
Em 16 de Outubro de 1962,
ingressa na Academia
Militar
(AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO
PATRIA MORI», tendo terminado o
Curso de Infantaria no ano de
1966;
Em 01 de Novembro de 1966,
promovido a Alferes de
Infantaria e ingressa nas Tropas
Pára-Quedistas;
Em Fevereiro de 1967, conclui o
39.º Curso de
Pára-
Quedismo
Militar e obtém o brevet n.º
4511;
Em 01 de Dezembro de 1968,
promovido a Tenente de
Infantaria Pára-Quedista;

Em Dezembro de 1968, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP –
Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na Província Ultramarina da
Guiné, como comandante do 2.º
Pelotão da Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 122
(CCP122) «GLORIOSA» do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;



Tinha
aptidão especial para desarmar
Minas Anti pessoais, desactivou
52 minas no trajecto Aldeia
Formosa - Gandembel

Em
28 de Agosto de 1969, promovido
a Capitão de Infantaria
Pára-Quedista;
Em 17 de Dezembro de 1969,
nomeado para comandar a
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 121 (CCP121) do
Batalhão de Caçadores Pára-
Quedistas
12 (BCP12)
«UNIDADE
E LUTA» da Zona Aérea de Cabo
Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E
VALOR»;
Em 20 de Maio de 1970 regressa à
Metrópole;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Guiné 1968 – 70”
Louvado
e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 06 de Maio de
1971:
Capitão
Pára-quedista
JOSÉ MANUEL TERRAS MARQUES
Medalha
da Cruz de Guerra de 2.ª Classe
Por
Portaria de 6 de Maio de 1971
Louvado
por proposta do Comandante da
Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné, o Capitão Pára-quedista,
JOSÉ MANUEL TERRAS MARQUES,
porque, durante a sua
permanência no Batalhão de
Caçadores Para-quedistas N.º 12,
tem demonstrado sempre raras e
excepcionais qualidades de
comando, inigualável espírito de
missão e invulgar coragem moral
e física, nunca desmentidos em
todas as situações de combate em
que tomou parte.
Dotado de vencida personalidade
militar, conseguiu imprimir a
todos os homens sob o seu
comando uma disciplina bem
compreendida, especialmente nas
situações mais difíceis e
perigosas, elevado espírito
ofensivo e agressividade
notável.
Comandando inicialmente um grupo
de combate e, mais tarde, uma
Companhia de Caçadores
Pára-quedistas, tendo tomado
parte em cerca de cinquenta
operações, este oficial
prolongou voluntariamente a sua
comissão de serviço por mais
seis meses, mercê do raro
entusiasmo e determinação que o
animam granjeando a admiração e
respeito dos seus subordinados,
que, devotamente e sem
hesitação, são arrastados e
empolgados pelo seu exemplo.
Reveste especial significado o
seu comportamento na operação
JÚPITER, primeiro período, em
que, com excepcional entusiasmo,
coragem e sangue frio, conduziu
o seu grupo de combate ao
assalto de um acampamento,
provocando ao inimigo pesadas
baixas e captura de importante
armamento, e na operação JOVEM
ZAGAL II, em que, comandando a
companhia revelou
extraordinárias qualidades de
energia, sangue frio e
ponderação debaixo de intenso
fogo adverso, tomando as mais
adequadas decisões e dinamizando
com o próprio exemplo e com o
risco de vida a reacção sobre o
inimigo.
Na referida operação, JÚPITER
demonstrou ainda extraordinária
coragem, sangue-frio e serena
energia no levantamento de
minas.
Igualmente na operação ARGUS
comprovou as suas reais
qualidades de combatente, em
que, depois do contacto com um
grupo inimigo, se lançou em sua
perseguição, debaixo de fogo,
até lhe provocar baixas e
capturar o seu armamento. Também
na operação ORFEU se distinguiu
pelo entusiasmo, determinação,
espírito de sacrifício e ousadia
na progressão para o objectivo
vencendo forte resistência, que
provocou alguns feridos às
nossas tropas apreendendo
armamento e infligindo baixas ao
inimigo.
Revelando sempre em todas as
inúmeras operações em que tomou
parte um excepcional entusiasmo,
decisão, ousadia, espírito de
sacrifício, tenacidade e
indomável vontade de vencer,
contribuiu decisivamente para a
redução do potencial inimigo,
quer pelas baixas infligidas,
quer pelas importantes
qualidades de material
capturadas.
Pelo seu exemplar comportamento
em combate, demonstrando
extraordinárias qualidades de
coragem, sangue-frio, total
desprezo pelo perigo e serena
energia debaixo de fogo, o
capitão TERRAS MARQUES ganhou
direito a ser citado entre
aqueles que melhor honram e
servem a Pátria e as forças
armadas muito dignificando as
tropas Pára-quedistas, pelo que
merece ser elevado ao respeito e
à consideração públicos.

Do
material capturado salienta-se:
4 metralhadoras ligeiras
Degtyarev DP, 1 metralhadora
ligeira Degtyarev RDP, 2
metralhadoras ligeiras Bren, 2
morteiros 60 com prato base, 2
LGF RPG-2, 1 espingarda
automática Kalashniov, 9
espingardas semiautomáticas
Simonov, 10
pistolas-metralhadoras PPSH, 1
pistola Walther 7,65, 8 pistolas
Ceska 7,65, 30 minas A/P, 26
granadas de mão defensivas, 19
granadas de morteiro 82, 7
granadas de morteiro 60, 8
granadas de canhão S/R, 18
granadas de LGF RPG-2, 4550
munições para armas ligeiras,
além de grandes quantidades de
carregadores, equipamento,
fardamento e material diverso.
Em
Dezembro de 1972, mobilizado
pelo Regimento de
Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na Província Ultramarina da
Guiné;
Em 01 de Janeiro de 1973,
nomeado como comandante da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 122 (CCP122)
«GLORIOSA»
do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E
LUTA»
da Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»,
tendo concluído aquelas funções
em 05 de Setembro de 1973;
Em 23 de Maio de 1974, nomeado
como Chefe da Secção de
Informações e Operações do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA» da Zona
Aérea
de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR», cujas funções
terminam no dia 05 de Junho de
1974;
Em Setembro de 1974 regressa à
Metrópole;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Guiné 1972 – 74”
Em
03 de Setembro de 1977,
promovido a Major de Infantaria
Pára-Quedista;
Em 01 de Julho de 1982,
promovido a Tenente-Coronel de
Infantaria Pára-Quedista;
De 1991 a 1995, comandou a Base
Operacional de Tropas
Para-quedistas n.º 2 (BOTP2 - S.
Jacinto) «FAMOSA GENTE A GUERRA
USADA»;
Em 28 de Junho de 1999, passa à
reserva como Coronel de
Infantaria Pára-Quedista


