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Falecimento

Carlos Alberto Pedro da Cunha, 1.º Cabo Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo

PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu no 08 de Julho de 2015 o veterano

 

Carlos Alberto Pedro da Cunha

 

1.º Cabo Pára-Quedista
 

 

Guiné: 16Nov1966 a 18Abr1968
 

Base Aérea n.º 12
 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»
 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR
 

Moçambique: 12Nov1969 a 04Ago1972


2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31

«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»


3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
 

Moçambique: 04Ago1972 a 03Mar1975


Organização Provincial Voluntários Defesa Civil de Moçambique


Cruz de Guerra de 1.ª Classe Colectiva
 

Cruz de Guerra de 3.ª Classe


Cruz de Guerra de 4.ª Classe


Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar


2 Medalhas Comemorativas das Campanhas das Forças Armadas com as legendas “Guiné 1966 – 68” e “Moçambique 1969 – 71”
 

Medalha de Prata de Serviços no Ultramar de Dedicação e Mérito

 


Carlos Alberto Pedro da Cunha, 1.º Cabo Pára-Quedista, nascido no dia 29 de Junho de1946, na freguesia de Moita dos Ferreiros, concelho da Lourinhã;


Em 05 de Fevereiro de 1966, incorporado como voluntário no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde frequenta a Escola de Recrutas 1/66, que veio a concluir no dia 17 de Junho de 1966;


No período de 27 de Junho a 05 de Agosto de 1966, frequenta com aproveitamento o 34.º Curso de Paraquedismo Militar, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 3907;


Em 16 de Novembro de 1966, mobilizado Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, pelo que marcha, por via aérea, para aquela Província Ultramarina, sendo colocado na Base Aérea n.º 12 (BA12 - Bissalanca) da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em 15 de Dezembro de 1966, colocado no recém-criado Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» e integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 (CCP121), daquela zona aérea;


 

 

Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 19 de Março de 1968:


Soldado Pára-Quedista
CARLOS ALBERTO PEDRO DA CUNHA
 

CCP121/BCP12 – RCP
Guiné


Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª Classe


Por despacho de 19 de Março de 1968 do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné:


“Louvo a praça abaixo indicada, porque, servindo há cerca de 14 meses na Guiné, tem demonstrado ser um militar possuidor de excepcionais condições físicas e de uma coragem fora do comum.

 

Decidido e calmo, sempre voluntário para todo o tipo de missões.

 

Tem demonstrado em Operações às suas qualidades de combatente.


Em todos os actos de serviço tem sido um militar muito educado, cumpridor e aprumado.


De salientar durante a Operação “PHOENIX-I” a sua pronta reacção a um ataque inimigo desencadeado a curta distância e com violência, ao qual o soldado CUNHA imediatamente reagiu mesmo desabrigado, libertando os seus camaradas da pressão a que estavam sujeitos.


Durante a Operação “FURÃO”, apesar de ter sido avisado de que a picada estava armadilhada, não teve qualquer hesitação em se lançar na frente da coluna sobre o objectivo.


Por tudo isto, este militar deve ser considerado um elemento que honra as tropas Pára-Quedistas pelo seu exemplo de coragem, disciplina e determinação”, o:


91/66/SOLD/PARA CARLOS ALBERTO PEDRO DA CUNHA”


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Guiné 1966 – 68”;


Em 18 de Abril de 1968, regressa à metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em 1968, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Cruz de Guerra de 1.ª classe, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», cuja concessão foi publicado no Diário do Governo n.º 86/1968, Série I, de 10 de Abril de 1968;


Em 08 de Novembro de 1968, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», concluiu o Curso de Primeiros Socorros;


Em 11 de Novembro de 1968, inicia naquele Regimento o Curso de Cabos Paraquedistas;


Em 15 de Novembro de 1968, passa à condição de readmitido nas Tropas Pára-Quedistas;


Em 29 de Abril de 1969, promovido a Segundo-Cabo Pára-Quedista;


Em 26 de Agosto de 1969, promovido a Primeiro-Cabo Pára-Quedista;


No Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», transferido para a 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP), onde exerce as funções de Monitor;


Em 12 de Novembro de 1969, oferece-se como voluntário para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, pelo que segue, por via aérea, com destino à 3.ª Região Aérea (3ªRA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

 

Em 14 de Novembro de 1969, colocado 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Por despacho de 01 de Junho de 1971, graduado em Furriel Miliciano Paraquedista, nos termos do Artigo 43.º da Lei n.º 2135, de 11 de Agosto de 1968, publicado na Ordem de Serviço n.º 17, de 05 de Junho de 1971, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique (CCFAM), colocado no Centro de Instrução dos Grupos Especiais (CIGE) «VENCEREMOS» e integrado no Grupo Especial Paraquedista (GEP), em diligência;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe por feitos em combate nop teatro de operações de Moçambique, pela Portaria de 26 de Julho de 1971:


Primeiro Cabo Pára-quedista
CARLOS ALBERTO PEDRO DA CUNHA


2ªCCP/BCP31 – RCP
Moçambique


Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª Classe


Por Portaria de 26 de Julho de 1971


“Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica (SEA), por proposta do comandante da 3.ª Região Aérea, o louvor concedido ao 1.º Cabo Pára-Quedista 205/Rd Carlos Alberto Pedro da Cunha, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31, porque durante o período em que serviu a 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas e tomado parte em quase todas as operações da Companhia, sempre demonstrou ser um combatente valente, decidido e disciplinado.


Aliando a estas qualidades coragem e determinação, possui ainda o 1.º Cabo Cunha, uma personalidade forte, elevada noção do dever e um vincado sentido de camaradagem que fazem com que seja prontamente obedecido nas suas ordens ou simples sugestões, impondo-se aos demais camaradas como chefe.


Durante a operação “NÓ GORDIO”, mais uma vez ficou realçada a sua coragem, desprezo pelo perigo, espírito de sacrifício e noção do dever, foi quando a sua Secção, que seguia na testa da coluna, foi fortemente emboscada pelo inimigo, prontamente o referido militar obedeceu à ordem do seu chefe, arrancando debaixo de fogo a peito descoberto para o local onde o mesmo era mais sentido e certeiro, arrastando consigo na sua coragem toda a equipa e pondo o inimigo em debanda, contribuindo assim para que este não houvesse causado baixas.


Os factos apontados, permitem apontá-lo como um Pára-Quedista exemplar que honra, com a sua conduta às tropas a que pertence”
;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1969 – 71”, publicado na Ordem de Serviço n.º 117, de 28 de Setembro de 1971, do Comando da Região Aérea n.º 3;


Agraciado com a com a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar, publicado na Ordem de Serviço n.º 135, de 09 de Novembro de 1971, do Comando da Região Aérea n.º 3;


Em 01 de Agosto de 1972, desgraduado do posto de Furriel Miliciano, publicado na ordem de Serviço n.º 124, de 07 de Agosto de 1972, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira);


Em 04 de Agosto de 1972, passa a disponibilidade, fica a viver na Província Ultramarina de Moçambique e voluntaria-se para exercer funções na Organização Provincial Voluntários Defesa Civil de Moçambique (OPVDCM);


Em 31 de Março de 1975, regressa à Metrópole;


Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços no Ultramar de Dedicação e Mérito, pelas funções exercidas na Organização Provincial Voluntários Defesa Civil de Moçambique (OPVDCM);


Faleceu no dia 08 de Julho de 2015.


Paz à sua Alma

 

 

 

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