
Francisco Maria Medeiros
Ragageles, Sargento-Mor
Pára-Quedista,
nascido
no dia 06 de Junho de 1948, na
freguesia
de
Santa
Maria, concelho
de Serpa, distrito de
Beja;
Em 06
de Janeiro de 1967, incorporado
como voluntário no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Em 16
de Outubro de 1967, frequenta o
43.º Curso de Paraquedismo, o
qual vem a concluir no dia 10 de
Novembro de 1967, pelo que lhe
foi atribuído o brevet n.º 5350;
Em
Maio de 1968, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»,
para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné,
integrado na Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 122
(CCP122) do Batalhão
de
Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;
Em 02
de Abril de 1969, promovido por
distinção a 1.º Cabo
Pára-Quedista;

No
período de 16 a 19 de Novembro
de 1969, na operação “JOVE”, que
teve lugar na região do Corredor
do Guileje, onde teve acção
destacada, que tinha como missão
“Interceptar
os movimentos IN, no corredor do
Guilege, captura ou
aniquilamento do maior número de
elementos IN possível, e
apreender-lhes o material e
armamento - Aniquilar ou repelir
e perseguir os elementos IN que
se revelem.”;
Aquela
operação (“JOVE”), culminou com
a captura do Capitão Cubano
Pedro Peralta, o qual foi ferido
pelo 1.º Cabo Párquedista
Francisco Maria Medeiros
Ragageles;

Em
Dezembro de 1969, solicita a
prorrogação
da
comissão
de serviço por
mais
6
meses, mantendo-se ao
serviço da Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 122
(CCP122) do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em
10 de Dezembro de 1969,
agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas com a legenda
“Guiné 1968 – 69”;
No
período de 29 a 31 de Dezembro
de 1969, durante a operação
“JOVEM ZAGAL II”, que teve lugar
na região de Bula, foi ferido em
combate;
No
período de 17 a 18 de Janeiro de
1970, durante a operação
“CROCODILO NEGRO”, que teve
lugar na região de Porto Balana
– Corredor do Guilege, novamente
ferido em combate;
Em Maio
de 1970, regressa à Metrópole e
ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha da Cruz
Guerra de 1.ª classe por feitos
em combate no teatro de
operações da Guiné,
pela Portaria de 11 de Maio de
1971, publicada na Ordem à
Aeronáutica n.º 14 – 3.ª série,
de 1971:
Primeiro
Cabo Pára-Quedista
FRANCISCO
MARIA
MEDEIROS
RAGAGELES
CCP122 – BCP12
ZACVG (Guiné)
Medalha
da
Cruz
de
Guerra
de
1.ª
Classe
Por
Portaria
de
11 de Maio
de
1971
Considerado
como
dado
pelo Secretário de Estado
da Aeronáutica
(SEA,
por
proposta
do
Comandante
da
Zona Aérea de Cabo Verde
e Guiné (ZACVG),
o
louvor
concedido
ao
1.º Cabo Pára-Quedista
n.º 13/67 Francisco Maria
Medeiros Ragageles, do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12), por no decorrer duma
operação ter praticado actos de
extraordinário valor
demonstrativos de excepcional
coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo, sangue-frio,
arrojo e rara abnegação e
espírito de sacrifício.
Desempenhando
funções
de
apontador
de
metralhadora
ligeira
durante
uma
emboscada feita por
um grupo inimigo, forte,
aguerrido e bem armado, que
causou várias baixas às Nossas
Tropas, este militar actuou com
excepcional ousadia e coragem,
acorrendo imediatamente aos
locais onde o fogo adverso era
mais intenso, enfrentando o
inimigo de pé e contribuindo
decisivamente com a sua acção
decidida, arrojada e empolgante
e
com
a
execução
de
nutrido
e
eficiente
tiro
para
pôr
o
inimigo
em
debandada. Servindo como
elemento de ligação do Comando
na transmissão das ordens
adequadas à manobra, evidenciou
uma perfeita e completa noção do
dever militar, deslocando-se com
excepcional decisão,
sangue-frio, com evidente
desprezo pelo perigo e com risco
da própria vida em zona
fortemente batida e muito
exposta.
Tendo
sido
ferido
por
um
estilhaço no decorrer
da
acção
em
que
teve
papel
preponderante na captura de um
oficial cubano, ferindo este e
abatendo um elemento que o
acompanhava.
Militar
extremamente modesto, dotado
de
grande
personalidade e qualidades
de
chefia,
agiganta-se em combate
pelo entusiasmo contagiante,
agressividade, espírito
ofensivo, abnegação, coragem e
serenidade,
impondo-se naturalmente à
admiração de
todos
só seus camaradas
e merecendo toda
a consideração e
confiança dos seus superiores,
pelo que é sempre desejado e
escolhido para as missões que
exigem maior coragem moral e
física e que mais perigo e
dificuldades exigem.
Pelo
seu
comportamento
em
operações
demonstrativo de excepcional
valor,
pelas
qualidades
morais e militares
largamente evidenciadas em todos
os seus actos, dignifica as
Tropas Para-quedistas e as
Forças Armadas, merecendo o seu
exemplo e virtudes serem
especialmente apontadas ao
respeito e consideração pública.
Em 1971, frequenta o Curso de
Furriéis Pára-Quedistas;

Em
20 de Agosto de 1971 promovido a
Furriel Pára-Quedista;
Em 08
de Maio de 1972, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM», para servir Portugal
na Província Ultramarina da
Guiné, integrado no 2.º Pelotão
«OS TIGRES» da Companhia de
Caçadores
Pára-Quedistas
122 (CCP122) do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;
É
mencionado em vários relatórios
de operações na Província
Ultramarina da Guiné, com acção
destacada nas operações “JOVEM
ZAGAL II”, “LEÃO JOVIAL”, entre
outras.
Em 05 de Setembro de 1972,
agraciado com a Medalha de Cobre
de Comportamento Exemplar;

Em 16 de Agosto de 1973,
agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas com a legenda
“Guiné 1972 – 73”;
Em 20
de Agosto de 1973, promovido a
2.º Sargento Pára-Quedista;
Em 10
de Setembro de 1973, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em 11
de Julho 1975, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas
(RCP
- Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado
na 4.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (4ªCCP) do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª
Região Aérea (2ªRA - Angola)
«FIDELIDADE E GRANDEZA», nesta
altura, além da 4.ª Companhia de
Caçadores
Pára-Quedistas (4ªCCP) foi
também criada a 5.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas
(5ªCCP), ficando o Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS» com cinco companhias
operacionais;
Em
10 de Novembro de 1975, regressa
à Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Em 20
de Agosto de 1977, promovido a
1.º Sargento Pára-Quedista e foi
instrutor de vários cursos de
paraquedismo militar;
Em 11 de Maio de 1983, agraciado
com a Medalha de Prata de
Comportamento Exemplar;
Em 13 de Dezembro de 1985,
considerado abrangido com
direito ao uso do distintivo
especial correspondente à Ordem
Militar da Torre e Espada do
Valor, Lealdade e Mérito
Colectivo, com que foi conferido
ao Corpo das Tropas
Pára-Quedistas (ComCTP –
Monsanto, Lisboa) «HONRA-SE A
PÁTRIA DE TAL GENTE, publicado
no Diário da República n.º 62 –
II série, de 15 de Março de
1985, por se ter
distinguido
durante a Guerra do Ultramar:
Alvará de concessão.
Considerando que os
pára-quedistas cuja primeira
unidade foi constituída em 1956
— se distinguiram durante a
guerra no ultramar actuando nos
3 teatros de operações, com
honroso comportamento em
combate, como atestam as
numerosas condecorações
individuais que os seus
elementos receberam;
Considerando os efeitos de
heroísmo praticados em campanha
por estes e por unidades do
mesmo corpo militar: António dos
Santos Ramalho Eanes, Presidente
da República e Grão-Mestre das
Ordens Honorificas Portuguesas,
faz saber que, nos termos do
Decreto-Lei 44 721, de 24-11-62,
confere ao Corpo de Trpas
Pára-Quedistas o título de
membro honorário da Ordem
Militar da Torre e Espada, do
Valor, Lealdade e Mérito.
Por firmeza do que se lavrou o
presente alvará que vai ser
devidamente assinado.
Publique-se.
3-1-85. O Presidente da
República, ANTÓNIO RAMALHO
EANES.
Em 01
de Outubro de 1986, promovido a
Sargento-Ajudante Pára-Quedista;
Em
21 de Dezembro de 1987,
considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da Medalha
de Ouro
de
Serviços Distintos,
concedida à Base Escola de
Tropas Paraquedistas (BETP -
Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS
SE CONHEÇAM»,
pela Portaria n.º 230/87,
publicado no Diário da República
n.º 281, 2.ª série, de 7 de
dezembro de 1987:
“Ao
longo dos 31 anos da sua
existência, a Base Escola de
Tropas Pára-Quedistas,
inicialmente designada por
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas e depois por
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas, vem formando e
especializando militares que
souberam provar em combate o seu
valor e, posteriormente, na vida
civil, cidadãos melhorados pelo
sentido cívico que uma sã
disciplina militar alimenta, e
pela formação física e técnica
de um serviço militar bem
cumprido.
As tropas pára-quedistas têm
tido, ao longo destes mais de 30
anos da sua história, naquela
unidade a fonte dos seus homens,
da sua força, a matriz do seu
espírito e do seu morai.
Pode-se, portanto, afirmar que a
Base Escola de Tropas
Pára-Quedistas se deve uma parte
importante do prestígio que as
tropas para-quedistas, com muito
mérito, conquistaram e que com
justiça lhes é reconhecido.
Nestes termos considero que a
Base Escola de Tropas
Para-Quedistas, como
continuadora do Batalhão e do
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas, pela sua acção
na formação militar, instrução
de pára-quedismo e
especialização técnica, bem como
no desenvolvimento do espíirito
cívico e das qualidades físicas
e morais de muitos milhares de
cidadãos portugueses, tem
desempenhado serviços
patrióticos considerados
relevantes, extraordinários e
muito distintos, do que resultou
honra e lustre para a Forca
Aérea.
Assim sendo:
Manda o
Governo da República
Portuguesas, pelo Ministro da
Defesa Nacional, ao abrigo do
Art.º 31.º e de acordo o Art.º
24.º do Regulamento da Medalha
Militar, condecorar com a
Medalha de Ouro de Serviços
Distintos a Base Escola de
Tropas Pára-Quedistas.
Aos 7 dias do mês de Dezembro de
1987 – O Ministro da Defesa
Nacional, Eurico Silva Teixeira
de Melo”
Em 01 de Novembro de 1992,
promovido a Sargento-Chefe
Pára-Quedista;

Em
01 de Janeiro de 1994, a Base
Escola de Tropas Para-Quedistas
(BETP) passou a designar-se
Escola de Tropas
Aerotransportadas (ETAT), no
âmbito da transferência das
Tropas Paraquedistas da Força
Aérea Portuguesa para o Exército
Português, por via do
Decreto-Lei n.º 27/94, de 05 de
Fevereiro;
Em 01 de Novembro de 1996,
promovido a Sargento Mor
Pára-Quedista;
De 1997 a 1998, exerceu as
funções de Adjunto do
Comandante;
Em 12 de Janeiro de 1998, passou
à situação de reserva.
