.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Nota de óbito

Francisco Maria Medeiros Ragageles, Sargento-Mor Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Francisco Maria Medeiros Ragageles

 

Sargento-Mor Pára-Quedista

 

Guiné: Mai1968 a Mai1970

 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»

 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»

 

Guiné: 08Mai1972 a 10Set1973

 

2.º Pelotão «OS TIGRES» da

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»

 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»

 

Angola: 11Jul a 10Nov1975

 

4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Distintivo Especial da Ordem Militar da Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito Colectivo

 

Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe

 

Medalha de Ouro de Serviços Distintos Colectiva

 

Medalha de Prata de Comportamento Exemplar

 

Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar

 

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Guiné 1968 – 69”

 

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Guiné 1972 – 73”

 

 

Francisco Maria Medeiros Ragageles, Sargento-Mor Pára-Quedista, nascido no dia 06 de Junho de 1948, na freguesia de Santa Maria, concelho de Serpa, distrito de Beja;

 

Em 06 de Janeiro de 1967, incorporado como voluntário no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

Em 16 de Outubro de 1967, frequenta o 43.º Curso de Paraquedismo, o qual vem a concluir no dia 10 de Novembro de 1967, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 5350;

 

Em Maio de 1968, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 (CCP122) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;

 

Em 02 de Abril de 1969, promovido por distinção a 1.º Cabo Pára-Quedista;

 

No período de 16 a 19 de Novembro de 1969, na operação “JOVE”, que teve lugar na região do Corredor do Guileje, onde teve acção destacada, que tinha como missão Interceptar os movimentos IN, no corredor do Guilege, captura ou aniquilamento do maior número de elementos IN possível, e apreender-lhes o material e armamento - Aniquilar ou repelir e perseguir os elementos IN que se revelem.;

 

Aquela operação (“JOVE”), culminou com a captura do Capitão Cubano Pedro Peralta, o qual foi ferido pelo 1.º Cabo Párquedista Francisco Maria Medeiros Ragageles;

 

 

Em Dezembro de 1969, solicita a prorrogação da comissão de serviço por mais 6 meses, mantendo-se ao serviço da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 (CCP122) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;

 

 

 

 

Em 10 de Dezembro de 1969, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Guiné 1968 – 69”;

 

No período de 29 a 31 de Dezembro de 1969, durante a operação “JOVEM ZAGAL II”, que teve lugar na região de Bula, foi ferido em combate;

 

No período de 17 a 18 de Janeiro de 1970, durante a operação “CROCODILO NEGRO”, que teve lugar na região de Porto Balana – Corredor do Guilege, novamente ferido em combate;

 

Em Maio de 1970, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz Guerra de 1.ª classe por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, pela Portaria de 11 de Maio de 1971, publicada na Ordem à Aeronáutica n.º 14 – 3.ª série, de 1971:

 

Primeiro Cabo Pára-Quedista

FRANCISCO MARIA MEDEIROS RAGAGELES

 

CCP122 – BCP12

ZACVG (Guiné)

 

Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe

 

Por Portaria de 11 de Maio de 1971

 

Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica (SEA, por proposta do Comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG), o louvor concedido ao 1.º Cabo Pára-Quedista n.º 13/67 Francisco Maria Medeiros Ragageles, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12), por no decorrer duma operação ter praticado actos de extraordinário valor demonstrativos de excepcional coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo, sangue-frio, arrojo e rara abnegação e espírito de sacrifício.

 

Desempenhando funções de apontador de metralhadora ligeira durante uma emboscada feita por um grupo inimigo, forte, aguerrido e bem armado, que causou várias baixas às Nossas Tropas, este militar actuou com excepcional ousadia e coragem, acorrendo imediatamente aos locais onde o fogo adverso era mais intenso, enfrentando o inimigo de pé e contribuindo decisivamente com a sua acção decidida, arrojada e empolgante e com a execução de nutrido e eficiente tiro para pôr o inimigo em debandada. Servindo como elemento de ligação do Comando na transmissão das ordens adequadas à manobra, evidenciou uma perfeita e completa noção do dever militar, deslocando-se com excepcional decisão, sangue-frio, com evidente desprezo pelo perigo e com risco da própria vida em zona fortemente batida e muito exposta.

 

Tendo sido ferido por um estilhaço no decorrer da acção em que teve papel preponderante na captura de um oficial cubano, ferindo este e abatendo um elemento que o acompanhava.

 

Militar extremamente modesto, dotado de grande personalidade e qualidades de chefia, agiganta-se em combate pelo entusiasmo contagiante, agressividade, espírito ofensivo, abnegação, coragem e serenidade, impondo-se naturalmente à admiração de todos só seus camaradas e merecendo toda a consideração e confiança dos seus superiores, pelo que é sempre desejado e escolhido para as missões que exigem maior coragem moral e física e que mais perigo e dificuldades exigem.

 

Pelo seu comportamento em operações demonstrativo de excepcional valor, pelas qualidades morais e militares largamente evidenciadas em todos os seus actos, dignifica as Tropas Para-quedistas e as Forças Armadas, merecendo o seu exemplo e virtudes serem especialmente apontadas ao respeito e consideração pública.

 

Em 1971, frequenta o Curso de Furriéis Pára-Quedistas;

 

Em 20 de Agosto de 1971 promovido a Furriel Pára-Quedista;

 

Em 08 de Maio de 1972, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado no 2.º Pelotão «OS TIGRES» da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 (CCP122) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;

 

É mencionado em vários relatórios de operações na Província Ultramarina da Guiné, com acção destacada nas operações “JOVEM ZAGAL II”, “LEÃO JOVIAL”, entre outras.

 

Em 05 de Setembro de 1972, agraciado com a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar;

 

Em 16 de Agosto de 1973, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Guiné 1972 – 73”;

 

Em 20 de Agosto de 1973, promovido a 2.º Sargento Pára-Quedista;

 

Em 10 de Setembro de 1973, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

Em 11 de Julho 1975, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA», nesta altura, além da 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP) foi também criada a 5.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (5ªCCP), ficando o  Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» com cinco companhias operacionais;

 

Em 10 de Novembro de 1975, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

Em 20 de Agosto de 1977, promovido a 1.º Sargento Pára-Quedista e foi instrutor de vários cursos de paraquedismo militar;

 

Em 11 de Maio de 1983, agraciado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar;

 

Em 13 de Dezembro de 1985, considerado abrangido com direito ao uso do distintivo especial correspondente à Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito Colectivo, com que foi conferido ao Corpo das Tropas Pára-Quedistas (ComCTP – Monsanto, Lisboa) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE, publicado no Diário da República n.º 62 – II série, de 15 de Março de 1985, por se ter distinguido durante a Guerra do Ultramar:

 

Alvará de concessão.

 

Considerando que os pára-quedistas cuja primeira unidade foi constituída em 1956 — se distinguiram durante a guerra no ultramar actuando nos 3 teatros de operações, com honroso comportamento em combate, como atestam as numerosas condecorações individuais que os seus elementos receberam;

 

Considerando os efeitos de heroísmo praticados em campanha por estes e por unidades do mesmo corpo militar: António dos Santos Ramalho Eanes, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honorificas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei 44 721, de 24-11-62, confere ao Corpo de Trpas Pára-Quedistas o título de membro honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

 

Por firmeza do que se lavrou o presente alvará que vai ser devidamente assinado.

 

Publique-se.

3-1-85. O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

 

Em 01 de Outubro de 1986, promovido a Sargento-Ajudante Pára-Quedista;

 

Em 21 de Dezembro de 1987, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Serviços Distintos, concedida à Base Escola de Tropas Paraquedistas (BETP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», pela Portaria n.º 230/87, publicado no Diário da República n.º 281, 2.ª série, de 7 de dezembro de 1987:

 

Ao longo dos 31 anos da sua existência, a Base Escola de Tropas Pára-Quedistas, inicialmente designada por Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas e depois por Regimento de Caçadores Pára-Quedistas, vem formando e especializando militares que souberam provar em combate o seu valor e, posteriormente, na vida civil, cidadãos melhorados pelo sentido cívico que uma sã disciplina militar alimenta, e pela formação física e técnica de um serviço militar bem cumprido.

 

As tropas pára-quedistas têm tido, ao longo destes mais de 30 anos da sua história, naquela unidade a fonte dos seus homens, da sua força, a matriz do seu espírito e do seu morai. Pode-se, portanto, afirmar que a Base Escola de Tropas Pára-Quedistas se deve uma parte importante do prestígio que as tropas para-quedistas, com muito mérito, conquistaram e que com justiça lhes é reconhecido.

 

Nestes termos considero que a Base Escola de Tropas Para-Quedistas, como continuadora do Batalhão e do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas, pela sua acção na formação militar, instrução de pára-quedismo e especialização técnica, bem como no desenvolvimento do espíirito cívico e das qualidades físicas e morais de muitos milhares de cidadãos portugueses, tem desempenhado serviços patrióticos considerados relevantes, extraordinários e muito distintos, do que resultou honra e lustre para a Forca Aérea.

 

Assim sendo:

 

Manda o Governo da República Portuguesas, pelo Ministro da Defesa Nacional, ao abrigo do Art.º 31.º e de acordo o Art.º 24.º do Regulamento da Medalha Militar, condecorar com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos a Base Escola de Tropas Pára-Quedistas.


Aos 7 dias do mês de Dezembro de 1987 – O Ministro da Defesa Nacional, Eurico Silva Teixeira de Melo

 

Em 01 de Novembro de 1992, promovido a Sargento-Chefe Pára-Quedista;

 

Em 01 de Janeiro de 1994, a Base Escola de Tropas Para-Quedistas (BETP) passou a designar-se Escola de Tropas Aerotransportadas (ETAT), no âmbito da transferência das Tropas Paraquedistas da Força Aérea Portuguesa para o Exército Português, por via do Decreto-Lei n.º 27/94, de 05 de Fevereiro;

 

Em 01 de Novembro de 1996, promovido a Sargento Mor Pára-Quedista;

 

De 1997 a 1998, exerceu as funções de Adjunto do Comandante;

 

Em 12 de Janeiro de 1998, passou à situação de reserva.

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo