"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo PQ
Pedro Castanheira |
Manuel
Bação da Costa Lemos
Tenente-General Pára-Quedista na situação de
reforma
Guiné: Jul1967 a Set1969
Comandante do 2.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 122
«GLORIOSA»
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Moçambique: 11Jan1971 a 01Jul1972
Comandante da
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
Medalha de Prata de Valor Militar
com Palma
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Coletiva
Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
Medalha de Ouro de Serviços
Distintos
Medalha Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais com
a legenda "Guiné 1967 - 69"
Medalha Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais com
a legenda "Moçambique 1970 - 71"

Manuel Bação da Costa Lemos,
Tenente-General Pára-Quedista na
situação de reforma, nascido no dia
01 de Dezembro de 1944, na freguesia
de Granja, concelho de Mourão,
distrito de Évora;
Em
08 de Outubro de 1962, ingressa na
Academia Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;

Em 01 de Novembro de 1965, promovido
a Alferes;
Em Março de 1966, no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM», conclui o 33.º Curso de
Paraquedismo Militar e obtêm o
brevet n.º
3536;
Em
Julho de 1967, mobilizado para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, como
comandante de pelotão da Companhia
de Caçadores
Pára-Quedistas
122 (CCP122) «GLORIOSA» do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;

Em 01 de Dezembro de 1967, promovido
a Tenente Pára-Quedista;
Agraciado com
a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
classe Colectiva - Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
-
Decreto n.º
48328, de 10
de Abril de 1968, publicado no Diário do Governo n.º
86/1968, Série I de 10 de Abril de 1968;
Em Setembro de 1969, regressa à
Metrópole e ao
Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR ENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas e
Comissões
de Serviços Especiais com a legenda
"Guiné 1967 - 69";
Em 17 de Maio de 1969, promovido a
Capitão Pára-Quedista;
Louvado pelo Comandante da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR» pelas excepcionais
qualidades demonstradas em campanha,
quer no comando de um pelotão, quer
interinamente no comando da
Companhia de Caçadores
Pára-quedistas n.º 122 (CCP122)
«GLORIOSA».
Pela Portaria de 15 de Janeiro de
1970, agraciado com a Medalha de
Prata de Valor Militar com Palma:
Tenente
Pára-Quedista
MANUEL BAÇÃO DA COSTA LEMOS
Medalha de Prata de Valor Militar
com Palma
Por Portaria de 15 de Janeiro de
1970
Louvado, sob proposta do Comandante
da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné,
o Tenente Pára-Quedista Manuel Bação
da Costa Lemos, do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas n.º 12,
pelas excepcionais qualidades
demonstradas em campanha, quer no
comando de um pelotão, quer
interinamente do comando da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 122.
Dotado de extraordinário espírito de
missão, de uma vontade à prova de
todas as contrariedades, de uma
decisão e conduta exemplares, reúne
em elevado grau as mais destacadas
virtudes militares de capacidade de
comando, espírito de sacrifício,
resistência moral, sangue-frio,
desprezo pelo perigo, abnegação e
coragem.
A sua atuação, em todas as
circunstâncias, revestiu-se de
primordial influência no
comportamento dos homens sob o seu
comando, devido à forma esclarecida
como deu cumprimento às missões que
lhe foram atribuídas, à calma
ponderação com que explorou as
melhores hipóteses de sucesso e ao
impressionante controle de vontade,
mantendo sempre a serena atitude de
quem é dominado pela grandeza da
disciplina e do dever militar.
Durante a sua comissão, este oficial
tomou parte em numerosas operações
em que houve contacto com o inimigo,
escolhendo, por norma para si, os
lugares de maior risco, num
constante exemplo para os seus
homens, tendo o seu comportamento
merecido diversas citações em
relatórios de operações.
Entre as ações de maior relevo em
que tomou parte, destaca-se uma
operação em que, no comando de três
grupos de combate, com a missão de
explorar determinada região, já
depois de cumprida a sua missão
primária, com captura de material
diverso, procedeu à imediata
exploração de indícios de presença
inimiga na área, localizando o seu
acampamento que assaltou, depois de
prévio estudo da situação tática e,
não obstante não dispor, no momento
de apoio aéreo. Da maneira
eficiente, oportuna e voluntariosa
como conduziu a sua manobra e
utilizou o seu fogo, resultou o
aniquilamento do inimigo, de efetivo
calculado num bigrupo, a captura do
respectivo armamento e a destruição
do objetivo. Sustentou ainda, na
fase de reorganização das suas
forças depois do assalto, dois
intensos contra-ataques de grupos
inimigos que acorreram em apoio do
que fora destroçado, os quais
rechaçou pelo fogo e manobra,
produzindo-lhes pesadas baixas e
capturando-lhes mais material.
Durante esta ação, o Ten/Para Bação
evidenciou mais uma vez, debaixo de
intenso fogo inimigo, que provocara
já algumas baixas nas forças que
comandava, as excepcionais
qualidades de coragem, lucidez e
sangue-frio que o caracterizam,
tomando as mais ajustadas decisões,
que conduziram ao aniquilamento das
forças atacantes.
Esta sua acção afetou de tal forma o
inimigo que este não voltou a
manifestar-se significativamente na
área, da qual retirou importantes
efetivos e o material pesado que
aí
tinha instalado.
O Tenente Bação é tido por todos os
que com ele trabalham ou contactam
como um militar de excecional valor,
sendo de considerar que a sua acção
em campanha contribuiu para maior
brilho e glória das Forças Armadas.

Em 11 de Janeiro de 1971, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA POR
VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique,
como comandante da 2.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 10 de Junho
de 1972, perante as Forças Armadas
Portuguesas reunidas em parada na
Praça Mouzinho de Albuquerque, em
Lourenço Marques, na
Província Ultramarina de Moçambique,
foi-lhe imposta a Medalha de Prata
de Valor Militar com Palma;


Em
01 de Julho de 1972, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
"Moçambique 1970 - 71"
Louvado pelo Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Moçambique porque
durante o tempo em que serviu no
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
n.º 31 como comandante de uma
companhia de combate demonstrou
excepcionais qualidades de combate e
de comandante de tropas;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 1.ª classe, publicado no
Diário do Governo n.º 116, 2.ª
Série, de 17 de Maio de 1973:
Capitão
Pára-quedista
MANUEL BAÇÃO DA COSTA LEMOS
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
Classe
Diário do Governo n.º 116, 2.ª
Série de 17 de Maio de 1973
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Moçambique, o capitão
Pára-Quedista Manuel Bação da Costa
Lemos, porque durante o tempo em que
serviu no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 31 como
comandante de uma companhia de
combate demonstrou excepcionais
qualidades de combate e de
comandante de tropas.
A sua actuação em combate
revestiu-se de primordial influência
no comportamento dos homens sob o
seu comando, devido à calma e
ponderação com que decidiu e à forma
como explorou as melhores hipóteses
de êxito, mantendo sempre atitude
serena e impressionante controle da
vontade.
Durante a sua comissão o capitão
Bação tomou parte em numerosas
operações em que houve contacto com
o inimigo, escolhendo por norma os
lugares de maior perigo, num
constante exemplo para o pessoal que
comandava, tendo o seu comportamento
merecido citações nos relatórios das
operações Osires 3 e Banzé 3 e
referências elogiosas do
Comando-Chefe e Comando Operacional
das Forças de Intervenção.
De salientar a sua actuação na
operação Banzé 3, onde, como
comandante do agrupamento que
assaltou o objectivo, desde o início
da progressão e até à entrada da
base inimiga, se colocou à frente
dos seus homens, empolgando-os com a
sua atitude e o seu exemplo,
mostrando ser um oficial corajoso e
destemido.
Levando o inimigo a abandonar as
suas posições em fuga precipitada,
causou-lhe elevadas baixas,
capturando posteriormente grandes
quantidades de material.
Quando o inimigo, depois de
reorganizado, atacou por duas vezes,
e de noite, as suas forças, levou as
suas tropas a uma reacção de tal
forma violenta e agressiva, com
baixas comprovadas e captura de
armamento, demonstrando mais uma vez
as suas excepcionais qualidades de
coragem e capacidade de comando de
homens, mesmo nas situações mais
difíceis.
Um extraordinário espírito de
missão, à prova de todas as
contrariedades, e uma conduta
exemplar, comprovados pelos seus
feitos em combate, demonstraram que
o capitão Bação reúne em elevado
grau as mais destacadas virtudes
morais e militares, espírito de
sacrifício, serena energia debaixo
de fogo, abnegação e coragem, pelo
que a sua acção é considerada
brilhante e altamente honrosa.
Da sua acção resultou prestígio para
as tropas Pára-Quedistas e para a
Força Aérea.
No
período de 15 de Maio de 1974 a 05
de Janeiro de 1975, juntamente com o
Sargento Marcolino Ferreira
frequenta os Cursos de Sobrevivência
na água e Operações Especiais na
Brigada Paraquedista do Exército
Brasileiro.
Em
23 de Setembro de 1976, promovido a
Major Pára-Quedista;
Em 1976, é um dos fundadores do
Centro de Sobrevivência para pilotos
da Força Aérea Portuguesa (FAP)
«ANIMUS MANENDI», onde é até aos
dias de hoje ministrada a instrução
de Sobrevivência e Fuga e Evasão aos
pilotos.
Em 18 de Fevereiro de 1981,
promovido a Tenente-
Coronel
Pára-Quedista;
Em 24 de Setembro de 1988, promovido
a Coronel Pára-Quedista;
No período de 1988 a 1991,
comandante da Base Operacional de
Tropas Pára-Quedistas n.º 2 (BOTP2 -
S.
Jacinto)
«FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»;
Em 21 de Outubro de 1991, nomeado
Chefe do Estado-Maior do
Corpo
de Tropas Pára-Quedistas (CTP)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE;
Em 15 de Julho de 1997, promovido a
Brigadeiro Pára-
Quedista;
Em 15 de Novembro de 1997, pelo
Decreto do Presidente da República
n.º 70/97, é nomeado para o cargo de
comandante da Brigada
Aerotransportada Independente (BAI)
«SE
FIZERAM
POR ARMAS TÃO SUBIDOS»;
Em 10 de Abril de 2001, nomeado para
o cargo de adjunto do Chefe do
Estado-Maior General das Forças
Armadas para o Planeamento,
publicado no Diário da República n.º
103 – II Série, página 7717, de 4 de
Maio de 2001;
Em 16 de Setembro de 2003, louvado
pelo Chefe do Estado-Maior-General
das Forças Armadas – Louvor n.º
549/2003 – publicado no Diário da
República n.º 246/2003 – Série II,
páginas 15951 e 15962:
Louvo o tenente-general Manuel Bação
da Costa Lemos pela forma altamente
competente, de grande
profissionalismo e extraordinária
dedicação como desempenhou o cargo
de adjunto do Chefe do
Estado-Maior-General das Forças
Armadas para o planeamento.
Oficial com sólida formação militar,
vincada personalidade e firmeza de
carácter, cultivando em elevado grau
as virtudes de lealdade, sentido do
dever e espírito de missão, alia a
essas qualidades uma inteligência
arguta, uma elevada cultura militar
diversificada e imaginativa, além de
uma elevada preparação técnica
profissional.
No desempenho das funções inerentes
ao seu cargo, o Tenente-General
Bação da Costa Lemos desenvolveu uma
acção de planeamento constante e com
alto sentido de oportunidade.
Responsável pelo
estado-maior-coordenador conjunto,
prestou apoio significativo ao
exercício do comando operacional das
Forças Armadas Portuguesas pelo
Chefe do Estado-Maior-General nas
áreas muito importantes do
planeamento estratégico-militar, das
comunicações e sistemas de
informação, bem como nas dos
recursos de pessoal, logística e
finanças directamente relacionados
com o emprego operacional das Forças
Armadas.
Tendo tido, ainda, a seu cargo a
direcção dos órgãos de apoio geral,
demonstrou ser um chefe eficaz, com
manifesta capacidade de decisão,
isenta, plena de bom senso e, não
obstante tratar-se de uma área muito
sensível, sempre com respeito pelos
interesses em presença e pelos mais
estritos critérios de legalidade.
Reconhecido por todos com os quais
trabalhou como chefe, prestigiado
pelas suas superiores qualidades
profissionais e pessoais, assumindo
em plenitude as responsabilidades
decorrentes do muito exigente cargo
que exerceu com brilho e com
indiscutível mérito, é da maior
justiça e oportunidade, no momento
em que cessa a sua comissão no
Estado-Maior-General das Forças
Armadas, por ter sido designado para
o exercício de elevadas funções no
seu ramo, conceder ao
Tenente-General Bação da Costa Lemos
este público louvor, considerando os
serviços por ele prestados como
distintíssimos e relevantes.
16 de Setembro de 2003. - O Chefe do
Estado-Maior-General das Forças
Armadas, José Manuel Garcia Mendes
Cabeçadas, Almirante.
Em
11 de Setembro de 2003, o Conselho
Superior da Defesa Nacional
confirmou a nomeação para o cargo de
Vice-Chefe do Estado-Maior do
Exército (VCEME) «DIRIGINDO,
PELEJANDO…», publicado no Diário da
República
– 2.ª série, n.º 224, de 27 de
Setembro de 2003;
Agraciado com a Medalha de Ouro de
Serviços Distintos, publicado na
Ordem do Exército n.º 4, página 123,
de 30 de Abril de 2004;
Em 28 de Maio de 2007, passa à
situação de reserva.
Em 01 de Dezembro de 2009, passa à
situação de reforma, publicado na
Ordem do Exército, n.º 12, página
803, de 31 de Dezembro de 2009;
Em 10 de Junho de 2022, presidiu à
Comissão Executiva do XXIX Encontro
Nacional de Homenagem aos
Combatentes, junto ao Monumento
Nacional aos Combatentes do
Ultramar, em Lisboa.
