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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |

Adélio
Pinto de Sousa
Soldado
Pára-Quedista, n.º
51/69/A
2.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedista 121
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Guiné: 01Jun 29Dez1969 (data
do falecimento)
Medalha de Cobre de Serviços
Distintos com Palma
(a título póstumo)
Louvor Individual
(a título póstumo)
Adélio Pinto de Sousa,
Soldado Pára-Quedista, n.º
51/69/A, nascido no
dia
25 de Julho de 1947, na
freguesia de Ermesinde, concelho
de Valongo;
Em Setembro de 1968, incorporado
como voluntário no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
De Janeiro a 13 de Fevereiro de
1969, frequenta naquele
Regimento o 49.º Curso de
Paraquedismo, pelo que no final
foi-lhe concedido o brevet n.º
6547;

Em 01 de Julho de 1969,
mobilizado para servir Portugal
na Província ultramarina da
Guiné, integrado no 2.º
Pelotão
da Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 121 (CCP121) do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA» da Zona
Aérea
de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Faleceu no dia 29 de Dezembro de
1969, em consequência de
ferimentos em combate, ocorrido
durante a operação “JOVEM
ZAGAL
II”, realizada na zona de Bula,
no período de 25 de Dezembro a
31 de Dezembro de 1969, por 4
Grupos de Combate das Companhias
de Caçadores Pára-Quedistas 121
e 122;
No relatório da operação consta:
”Sold.
Pqt. 51/69/A ADÉLIO PINTO DE
SOUSA pela voluntariedade sem
limites procurando resultados
com um esforço espontâneo e
ilimitado, com verdadeiro
desprezo pelo perigo.”
Tinha 22 anos de idade.
Paz à sua Alma
Louvado e agraciado com a
Medalha de Cobre de Serviços
Distintos Com Palma, a título
póstumo, por feitos em combate
no teatro de operações da Guiné,
pela Portaria de 11 de Maio de
1971, publicado na Ordem de
Serviço n.º 182, de 04 de Agosto
de 1971, do Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»:
Soldado
Pára-Quedista, n.º 51/69/A
ADÉLIO PINTO DE SOUSA
2.ºPel/CCP121/BCP12 – RCP
Guiné
Medalha de Cobre de Serviços
Distintos com Palma, a título
póstumo
Por Portaria de 11 de Maio de
1971
Considerado como dado pelo
Secretário de Estado da
Aeronáutica (SEA), por proposta
do Comandante da Zona Aérea de
Cabo Verde e Guiné (ZACVG), o
louvor concedido a TÍTULO
PÓSTUMO, ao Soldado
para-Quedista 51/69/A (142/68 do
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
ADÉLIO PINTO DE SOUSA, por, no
decorrer de uma operação, ter
praticado actos de
extraordinária bravura,
demonstrativos de excepcional
coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo e sangue-frio,
com evidente risco de vida.
Tendo as Nossas Tropas sido
emboscadas por um inimigo
numeroso e muito bem armado,
este militar, desempenhando
funções de apontador de
metralhadora ligeira, realizou
acção preponderante na reacção à
emboscada, contribuindo
decisivamente para anular o
ataque inimigo, que retirou com
baixas.
Este militar, num local muito
exposto e batido pelo fogo,
realizou sempre extraordinária
actividade de reacção com
inalterável serenidade,
ponderação, sangue-frio e
coragem, protegendo e reforçando
o fogo dos seus camaradas até
ser atingido mortalmente, quando
procedia à reparação de uma
avaria da sua arma.
Já verificada anteriormente a
excelência da sua actuação em
outras operações, em que sempre
demonstrou elevados dotes de
entusiasmo, abnegação e coragem,
este militar confirmou de forma
excepcional todas as qualidades
revelando valentia e ardor
combativo extraordinário e
desprezo pela própria vida, que
ilustram as virtudes do soldado
português.
Militar muito dedicado e muito
trabalhador, disciplinado e
educado, possuindo elevados
dotes de camaradagem, muito
sóbrio nas suas exteriorizações,
soube impor-se à consideração e
respeito de todos os seus
superiores e camaradas, sendo
pelas qualidades de chefia e
capacidade de comando,
normalmente chamado a
desempenhar as funções
correspondentes ao posto
imediato.
Pelo seu comportamento heroico,
valente e abnegado demonstrado
em operações e pelas relevantes
qualidades sempre reveladas
durante o período em que prestou
serviço no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12), este
soldado, morrendo em combate na
execução de actos de excepcional
valor, tornou-se um símbolo do
verdadeiro militar, bravo,
ousado e de coragem indómita,
elevando com o seu exemplo o
nome das Tropas Pára-Quedistas e
o prestígio das Forças Armadas,
pelo que os serviços por si
prestados devem ser considerados
extraordinários, relevantes e
distintos.
