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Ismael
Gonçalves Coutinho, 1.º Sargento PQ/DFA
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos castrenses cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |
Ismael
Gonçalves Coutinho
1.º Sargento PQ/DFA

Angola: Out1961 a Set1963
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
Comando da Região Aérea n.º 2
«FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Moçambique: 24Ago1966 a 10Jul1968 (data
em que foi ferido em combate)
4.º Pelotão da
4.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«MORTUUS
SED NON VICTUS»
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
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Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma
Colectiva |
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Cruz de Guerra
de 1.ª classe Colectiva |
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Cruz de Guerra de 4.ª
classe |
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Medalha de
Mérito Militar de 4.ª classe |
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Prémio
Governador-Geral de Moçambique |
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Medalha
Comemorativa das Campanhas com a legenda “Norte
de Angola 1961 – 63” |

Ismael
Gonçalves Coutinho, 1.º Sargento
Pára-Quedista Deficiente das Forças
Armadas, nascido no dia 22 de Janeiro de
1942, na
freguesia
de Salamonde, concelho de Vieira do
Minho, distrito de Braga;
Em Fevereiro de 1961, ingressa como
voluntário no Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em 26 de Junho de 1961, frequenta,
naquele Regimento, o 14.º Curso de
Paraquedismo, o qual conclui com
aproveitamento no dia 20 de Julho de
1961,
pelo que
lhe é atribuído o brevet n.º 1372;

Em Outubro de 1961, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE
NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola, integrado na 2.ª Companhia de
Caçadores Pára- Quedistas
(2ªCCP) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea
(2ªRA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em
Setembro de 1963, regressa à Metrópole e
ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa das
Campanhas com a legenda “Norte de Angola
1961 – 63”, publicado na Ordem de
Serviço n.º 11, de 27 de Novembro de
1963, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea
(2ªRA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em Agosto de 1964, frequenta o Curso de
Cabos Pára-Quedistas;
Em
21 de Outubro de 1964, promovido a 1.º
Cabo Pára-Quedista;
Em 1966, frequenta o curso de Furriéis
Pára-Quedistas;
Em
30 de Abril de 1966, promovido a Furriel
Pára-Quedista;
Em 24 de Agosto de 1966, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»
para
servir Portugal na Província Ultramarina
de Moçambique, integrado no 4.º Pelotão
da 4.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (4ªCCP) «MORTUUS SED
NON
VICTUS» do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª
Região Aérea (3RA - Moçambique)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, pela Portaria de
05 de Setembro de 1967:
Furriel
Pára-quedista
ISMAEL GONÇALVES COUTINHO
4ªCCP
– BCP31
Moçambique
Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe
Por
Portaria de 05 de Setembro de 1967
Louvo o sargento abaixo indicado,
porque, servindo no Batalhão de
Caçadores Pára-quedistas n.º 31 há cerca
de dez meses e tomando parte em todas as
Operações em que se empenhou a sua
companhia, tem revelado possuir
excepcionais qualidades como combatente,
coragem, decisão e energia invulgares.
De salientar ainda, que possuindo
excelentes conhecimentos de enfermagem,
sempre os procurou manter actualizados,
o que lhe tem permitido, por várias
vezes, salvar a vida a camaradas seus
feridos gravemente, não se poupando a
esforços para o conseguir e dando provas
de uma generosidade verdadeiramente
ímpar.
No decorrer da Operação “CENTAURO
TEIMOSO” quando a Companhia em que
estava integrado regressava à base após
o cumprimento da missão que lhe fora
atribuída, o inimigo emboscou as Nossas
Tropas no trilho por onde seguiam,
fazendo fogo de flanco de três direcções
diferentes com armas automáticas,
conjugando esta acção com o rebentamento
de uma mina reforçada com explosivos.
Embora colocado na zona de morte da
emboscada o furriel COUTINHO, demonstrou
coragem e decisão extraordinárias e
serena energia debaixo de fogo,
manteve-se de pé, com enorme sangue-frio
e total desprezo pela vida, fazendo
tiros de bazooka sobre o inimigo até
este debandar.
Com esta acção, de valor e determinação
extraordinários, que muito contribuiu
para a derrota do inimigo, o furriel
Pára-quedista COUTINHO tornou-se digno
de ser apontado como exemplo, muito se
honrando as Forças Armadas e as Tropas
Pára-quedistas, a que pertence, de o
terem nas suas fileiras, o:
116/64/EP/FUR/PARA/4ªCCP - ISMAEL
GONÇALVES COUTINHO

Em 10 de Julho de
1968, ferido com gravidade, no decorrer
da Operação “MILHAFRE 1”, realizada na
região do triângulo da Capoca, no
planalto de Mueda, que teve lugar no
período de 07 a 10 de Julho de 1968;
Distinguido
com o Prémio Governador-Geral de
Moçambique por feitos em combate, por
despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Moçambique, de 03 de Julho de
1968, publicado na Ordem de Serviço n.º
176 – 3.ª série, de 26 de Julho de 1968,
do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3RA -
Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Agraciado com a Medalha de Mérito
Militar de 4.ª classe, pela Portaria de
22 de Novembro de 1968, publicado na
Ordem à Aeronáutica n.º 33 – 3.ª série,
de 30 de Novembro de 1968:
Furriel
Pára-quedista
ISMAEL GONÇALVES COUTINHO
Medalha de Mérito Militar de 4.ª Classe
Por
Portaria de 22 de Novembro de 1968
Louvo o militar abaixo indicado, pela
abnegação e coragem de que deu provas no
desastre de avião ocorrido em 13 de
Março de 1967, durante a operação
“VASSOURADA”. Com desprezo total pela
própria segurança, abeirando-se do avião
em que se encontrava sem acordo de si o
piloto do mesmo, e vencendo, sob a
ameaça permanente do incêndio que
devorava o aparelho, imensas
dificuldades o ajudou a retirar dos
destroços, antes da explosão que veio a
verificar-se, o referido Oficial.
Apesar de não desempenhar funções de
especialista de enfermagem, o Furriel
COUTINHO tentou durante quarenta e cinco
minutos salvar a vida do referido
piloto.
Com o seu gesto deu provas duma
serenidade, camaradagem e dedicação que
importa apontar como exemplo a todos os
militares Pára-quedistas, o:
116/64/EP/FUR/PARA/ 4ª CCP - ISMAEL
GONÇALVES COUTINHO
Em
Julho de 1969, considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da
Cruz de Guerra de
1.ª classe, concedida ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»,
da 3.ª Região Aérea (3RA - Moçambique)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 23 de Julho de 1970, é desligado do
serviço, nos termos da última parte do
artigo 15.º do
Decreto-Lei 28404,
de 31 de Dezembro de 1937 (Diário do
Governo n.º 304/1937, 1.º Suplemento,
Série I de 31Dez1937), o 2.º
Sargento Pára-Quedista Ismael Gonçalves
Coutinho do BCP31, por
ter
sido julgado «INCAPAZ DE TODO O
SERVIÇO», publicado na Ordem à
Aeronáutica n.º 23 – 3.ª série, de 20 de
Agosto de 1970;
Em Fevereiro de 1973, considerado
abrangido com direito ao uso da insígnia
da condecoração colectiva da
Medalha de Ouro de
Valor Militar, com palma, concedida ao
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
da 2.ª Região Aérea (2ªRA - Angola)
«FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em 21 de Agosto de 1975, passou à
reforma extraordinária.

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