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Alberto
da Silva Lança Lopes, Capitão SG
Pára-Quedista
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos castrenses cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |
Faleceu no dia 18 de Abril de 2023 o
veterano
António da Silva Lança Lopes
Capitão do Serviço Geral Pára-Quedista

Angola: 27Mai1961 a 16Fev1962
3.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª
Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
Moçambique: 10Fev1964 a 16Nov1965
Companhia de Caçadores Especiais 313
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»
Companhia de Materiais e
Infra-estruturas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
Guiné: 13Dez1966 a 23Mai1968
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
122
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Moçambique: 24Set1970 a 24Out1972
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32
«FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
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Membro
Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do
Valor, Lealdade e Mérito Colectiva |
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Medalha da Cruz de
Guerra de 1.ª Classe Colectiva |
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Cruz de Guerra
de 2.ª classe |
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Medalha
de
Cobre de
Comportamento Exemplar |
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Louvor
Individual (CCE313) |
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2 Medalhas Comemorativas das
Campanhas das Forças
Armadas
com as legendas “Guiné 1966 - 68” e
“Moçambique 1970 - 72” |

Alberto da Silva Lança Lopes, Capitão do
Serviço Geral Pára-Quedista, nascido no
dia 03 de Outubro de 1937, na freguesia
de Baleizão, concelho de Beja;
Em 13 de Abril de 1958, incorporado na
1.ª Escola de Recrutas do
Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas (BCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;

No
período de 13 de Outubro a 18 de
Novembro de 1958, frequentou o 5.º Curso
de Paraquedismo Militar, após a sua
conclusão foi-lhe atribuído o brevet n.º
427;

Em 27
de Maio de 1961, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província
Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(3ªCCP) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E
GRANDEZA»;
Em 16 de Fevereiro de 1962, regressa à
Metrópole e ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
No ano de 1962, frequenta naquele
Regimento o Curso de Furriéis
Paraquedistas n.º 1/62;
Agraciado
com a Medalha de Cobre de Comportamento
Exemplar, publicado na Ordem de Serviço
n.º 169, de 30 de Maio de 1962, do
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Em
10 de Agosto de 1962, promovido a
Furriel Pára-Quedista;
Em 10 de Fevereiro de 1964, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na Companhia de
Materiais e Infra-estruturas (CMI) do
Batalhão de Caçadores Pára- Quedistas
31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE», da 3.ª Região Aérea (3ªRA -
Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA», no
entanto, naquele mês de
Fevereiro,
é colocado em diligência na Companhia de
Caçadores Especiais 313 (CCE313) «SEMPRE
EXCELENTES E VALOROSOS», na Naamacha,
juntamente com mais três Praças
Paraquedistas, onde, no período de 13 de
Fevereiro a 07 de Julho de 1964,
frequenta o 1.º Curso de Comandos
ministrado pelo Exército, na Região
Militar de Moçambique;


Em 07
de Julho de 1964:
“Os
novos Comandos receberam na Namaacha os
crachás, a boina vermelha amaranto e o
punhal Kris (arma malaia de lâmina
ondulada).”

“6.º -
TRANSCRIÇÕES:
a)
- Que da Ordem de Serviço n.º 153 da
Companhia do Caçadores Especiais n.º 313
de 1 de Julho de 1964, se transcreve o
art.º 3.º, que é do seguinte teor:
APROVEITAMENTO DE INSTRUÇÃO CO CURSO DE
COMANDOS
"Que em anexo à presente ordem de
serviço se publica a relação dos
senhores oficiais, sargentos e praças
que terminaram com aproveitamento a
instrução do Curso do Comandos que
funcionou nesta Companhia.
b) - Que a seguir se transcreve o anexo
à 0.S. n.º 153 da C.C.E. n.º 313 no que
interessa a este Batalhão:
"Que ontem terminaram com aproveitamento
a instrução do Curso de Comandos que
vieram frequentar a esta Companhia, os
Srs. Oficiais, Sargentos e praças abaixo
designados:
Furriel Páraq. -
ALBERTO
DA SILVA LANÇA LOPES
1.º Cabo Páraq. n.º 45/RD - JOAQUIM DA
COSTA OLIVEIRA
Soldado Páraq. n.º 34/61 - CELESTINO
RODRIGUES FERREIRA
Soldado Páraq. n.º 16/62 - FRANCISCO
ANTUNES FERREIRA”

LOUVOR
“JUSTIÇA E DISCIPLINA
Aprovo o louvor proposto pelo Comandante
da Companhia de Caçadores Especiais n.º
313 que é do seguinte teor:
Pela sua actuação durante o tempo que
estiveram adidos a esta Companhia,
frequentando o Curso de Comandos.
Disciplinador, correctos, sempre
interessados pela instrução procurando
dar o máximo rendimento, deles se pode
dizer que prestigiaram a unidade que os
enviou,
Furriel Páraq. -
ALBERTO
DA SILVA LANÇA LOPES
1.º Cabo Páraq. - JOAQUIM DA COSTA
OLIVEIRA
Soldado Páraq. - CELESTINO RODRIGUES
FERREIRA
Soldado Páraq. - FRANCISCO ANTUNES
FERREIRA
O
COMANDANTE
RAFAEL FERREIRA DURÃO
TEN. COR. PÁRA”

 Em 16
de Novembro de 1965, regressa à
Metrópole e ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em 13 de Dezembro de 1966, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na
Província Ultramarina da
Guiné, integrado na
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
122 (CCP122) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E
LUTA», da Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de
26 de Janeiro de 1968, publicado na
Ordem à Aeronáutica n.º 5 – 2.ª série,
de 1968:
Primeiro-Sargento
Pára-Quedista
ALBERTO DA SILVA LANÇA LOPES
BCP12
– RCP
Guiné
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe
Por
Portaria de 26 de Janeiro de 1968
Louvado, sob proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, o Primeiro-Sargento Pára-Quedista
Alberto da Silva Lança Lopes, do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º
12, porque, durante o tempo em que tem
servido no Batalhão de Caçadores
Pára-quedistas n.º 12, como adjunto dum
pelotão, mostrou possuir capacidade de
trabalho e competência profissional
excepcionais.
Incansável a desempenhar qualquer função
tanto no quartel, como em combate,
depressa se tornou um exemplo vivo para
os seus subordinados, sendo considerado
pelo seu comandante de pelotão como
adjunto de valor inestimável.
A sua real capacidade de comando,
servida por uma calma e sangue-frio
inabaláveis, pô-lo à prova diversas
vezes; nomeadamente na operação
“Falcão”, em que comandava o grupo de
combate e este foi emboscado,
atravessando um troço de estrada,
fortemente batido pelo fogo inimigo,
manobrou as suas secções de maneira
eficaz e decisiva, desalojando o inimigo
da posição dominante que ocupava no
terreno.
Estoicismo, espírito de sacrifício e
vontade de bem servir, mostrou
sobejamente possuir na operação “FURÃO”,
que executou em manifesta inferioridade
física, a seu insistente pedido, estando
dela dispensado pelos serviços de saúde.
Extremamente correcto e aprumado, franco
e leal no trato, é muito estimado pelos
seus superiores e admirado pelos seus
camaradas e subordinados.
Merece, pois, o Primeiro-Sargento Lança
Lopes ser apontado como exemplo de
Primeiro-Sargento Pára-Quedista.
Por tudo isto, e porque da sua acção
considerada brilhante e altamente
honrosa, resultaram prestígio para a
Força Aérea e admiração e reconhecimento
das outras forças armadas, o
Primeiro- Sargento Alberto da Silva Lança
Lopes merece ser apontado como exemplo.
Agraciado
com a Medalha Comemorativa das Campanhas
das Forças Armadas com a legenda
“Guiné
1966 – 68”, publicado na Ordem de
Serviço n.º 118, de 17 de Maio de 1968,
do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»
Em 1968, considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da
Cruz de Guerra de
1.ª classe, concedida ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA», cuja
concessão foi publicado no Diário do
Governo
n.º 86/1968, Série I, de 10 de Abril de
1968;

Em 23 de Maio de 1968, regressa à
Metrópole;
Em 24 de Setembro de 1970, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na 2.ª Companhia
de
Caçadores
Pára- Quedistas (2.ªCCP) do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32
- Nacala) «FAMOSA GENTE A
GUERRA USADA»,
da 3.ª Região Aérea (3ªRA - Moçambique)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;

Agraciado com Medalha Comemorativa das
Campanhas
das Forças Armadas com a legenda
“Moçambique 1970 – 72”, publicado na
Ordem de Serviço n.º 118, de 19 de Maio
de 1972, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas
32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A
GUERRA USADA»;
Em 24 de Outubro de 1972, regressa à
Metrópole e ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em 01 de Agosto de 1978, promovido a
Alferes do Serviço Geral Pára-Quedista;
Em
01 de Agosto de 1979, promovido a
Tenente do Serviço Geral Pára-Quedista;
Em 01 de Agosto de 1982, promovido a
Capitão do Serviço Geral Pára-Quedista;
Membro Honorário da Ordem Militar da
Torre e Espada, do Valor, Lealdade e
Mérito Colectiva – Corpo de Tropas
Paraquedistas «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE», publicado no Diário da República
n.º 62 – 2.ª série, de 15 de Março de
1985;
Faleceu no dia 18 de Abril de 2023.
Paz à sua Alma

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