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Condecoração

Jorge dos Anjos, Sargento Mor Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos e imagens cedidas pelo PQ Pedro Castanheira

 

Jorge dos Anjos Martins

 

Sargento Mor Pára-Quedista na situação de reforma

 

 

Para visualização de conteúdos clique nos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Angola: 22Jun1961 a 07Ago1963
 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Moçambique: 05Out1966 a 24Nov1968
 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas «VINCERE EST VELLE»
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
 

Comando da Região Aérea 3 «LEALDADE E CONFIANÇA»
 

Moçambique:03Nov1970 a 16Nov1973
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Companhia de Materiais e Infraestruturas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
 

Comando da Região Aérea 3 «LEALDADE E CONFIANÇA»


Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma Colectiva
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

 

Cruz e Guerra de 1.ª classe Colectiva

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»


Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma


Medalha de Cobre de Serviços Distintos com palma


Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe


Medalha de Prata de Comportamento Exemplar


Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais, com a legenda “Angola 1961 – 63”


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais, com a legenda “Moçambique 1966 – 68”


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais, com a legenda “Moçambique 1970 – 73”

 


 

Jorge dos Anjos Martins, Sargento Mor Pára-Quedista na situação de reforma, nascido no dia 01 de Janeiro de 1939, na freguesia de Edrosa, concelho de Vinhais, distrito de Bragança;


Em 04 de Abril de 1960, incorporado no Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS»;
 

Em 01 de Agosto de 1960, transferido para a Força Aérea Portuguesa (FAP) «EX MERO MOTU» e colocado na Base Aérea n.º 6 (BA6 – Montijo) «FORÇA E GRANDEZA DE ÂNIMO»;

Ingressa, como voluntário, no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 20 de Fevereiro de 1961, inicia o 11.º Curso de Paraquedismo Militar, o qual veio a concluir no dia 17 de Março de 1961, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 818;

Em 22 de Junho de 1961, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

Em 25 de Agosto de 1961, participou na Operação "AUTA" onde os Paraquedistas saltaram na Serra da Canda;

Em 07 de Agosto de 1963, regressa à Metrópole;

Em 20 de Outubro de 1964, promovido a Furriel;

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1961 – 63”;

Agraciado com a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar;

Em 10 de Agosto de 1966, promovido a Segundo Sargento;

Em 05 de Outubro de 1966, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «VINCERE EST VELLE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea 3 (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Louvado por feitos em combate na Província Ultramarina de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 80 de 04 de Julho de 1968, do Comando da 3.ª Região Aérea;

Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, pela Portaria de 14 de Maio de 1968:


Segundo Sargento Pára-Quedista
JORGE DOS ANJOS MARTINS
 

1ªCCP/BCP31
Moçambique


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Por Portaria de 14 de Maio de 1968


Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica (SEA), o louvor concedido ao 2.º Sargento Pára-Quedista Jorge dos Anjos Martins, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedista 31, publicado na Ordem de Serviço n.º 80 de 04 de Julho de 1968, do Comando da 3.ª Região Aérea, com a seguinte redacção:


Porque servindo na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31, há 18 meses, tomando parte em todas as missões efectuadas pela Companhia, no Norte da Província, durante aquele período de tempo demonstrou, continuamente, possuir qualidades natas de militar.


Excepcional comandante de secção, totalmente dedicado aos homens que comanda com vincado espírito de disciplina sempre cumpriu e fez cumprir, integralmente todas as missões que lhe foram confiadas, evidenciando possuir em qualquer situação, sangue-frio, coragem e desprezo pelo perigo. Galvanizando com o seu exemplo e comandando a sua secção com grande determinação, zelo e inteligência tornou-se pedra basilar do grupo de combate a que pertence.


As qualidades apontadas evidenciaram-se sobremaneira nas emboscadas sofridas pelas nossas tropas, incidindo principalmente sobre a sua secção, durante a exploração de uma importante base inimiga e na operação “LINCE” em que deu aos seus homens, às ordens e exemplo necessários à recção pronta e eficaz da sua secção contribuindo altamente para desbaratar o inimigo com baixas em pessoal e material, executando seguidamente uma completa batida ao terreno e uma aturada perseguição do mesmo inimigo.

 

Combatente experiente intrépido e extraordinariamente dedicado ao serviço, credenciou-se como um valioso elemento auxiliar dos seus chefes, inteiramente digno da confiança, estima e consideração que lhe são dispensadas tanto pelos seus superiores como pelos seus camaradas e inferiores, merecendo ser apontado como exemplo a seguir, honrando as Forças Armadas e a Tropas Paraquedistas a que pertence e que se orgulham de ter nas suas fileiras servidores de tal valor, reconhecendo que os serviços prestados por este sargento são extraordinários, relevantes e distintos.

Em 24 de Novembro de 1968, regressa à Metrópole;

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea 3 (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA», pelo Decreto n.º 49109, publicado no Diário do Governo n.º 159, Série I, de 09 de Julho de 1969;

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Moçambique 1966 – 68”;

Em 03 de Novembro de 1970, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da Região Aérea 3 (COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Nos períodos de 02 a 23 de Dezembro de 1970 e de 06 a 26 de Janeiro de 1971, frequenta no Centro de Instrução de Vila Perry o Curso de Pisteiro de Combate obtendo a classificação de BOM, sendo requisitado pelo Comandante-Chefe de Moçambique para ser Instrutor de Curso de Pisteiro em Vila Perry;

Em 10 de Junho de 1971, promovido a Primeiro-Sargento;

Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma Colectiva - do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA», publicado no Diário de Governo n.º 43 – 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973;

Em Março de 1973, passa a exercer funções na Companhia de Materiais e Infraestruturas (CMI) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da Região Aérea 3 (COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Em 1973, agraciado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar;

Em 16 de Novembro de 1973, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Moçambique 1970 – 73”;

Agraciado com a Medalha de Cobre de Serviços Distintos com palma, pela Portaria de 18 de Janeiro de 1974:
 

Primeiro-Sargento Pára-Quedista
JORGE DOS ANJOS MARTINS
 

2ªCCP/BCP31
Moçambique


Medalha de Cobre de Serviços Distintos com Palma


Diário do Governo nº 15, 2ª Série de 18 de Janeiro de 1974


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar por proposta do Comandante Chefe das Forças Armadas de Moçambique, o PRIMEIRO-SARGENTO PÁRA-QUEDISTA/011309 JORGE DOS ANJOS MARTINS, do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas, porque, servindo na 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31, durante dezassete meses, tomando parte em inúmeras operações em que a companhia se empenhou, evidenciou sempre valentia, sangue frio, bom senso e excelente critério na condução dos seus homens, qualidades que o creditam como excelente combatente.


À sua experiência e conhecimentos deste tipo de guerra e intuição como pisteiro, se ficou a dever a captura de material de guerra durante as operações “Banzé 3” e “Ferradura 2” abandonado pelo inimigo em fuga precipitada pelo avanço das nossas tropas.


Chamado a desempenhar as funções de adjunto do chefe de secção de subsistências da Unidade, igualmente evidenciou espírito de iniciativa e entusiasmo na execução das tarefas de que era incumbido, não se poupando a trabalhos para a procura e obtenção dos géneros necessários à confecção das ementas.


A sua dedicação ao serviço e as qualidades referidas fazem com que o PSAR/MARTINS seja considerado um graduado muito valioso, inteiramente digno de confiança, estima e consideração que lhes são dispensadas, merecendo os seus serviços ser considerados extraordinários e importantes.

Em 29 de Outubro de 1979, promovido a Sargento-Ajudante;

Em 07 de Março de 1983, promovido a Sargento-Chefe;

Agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe, pela Portaria de 29 de Abril de 1986;

Em 23 de Fevereiro de 1987, promovido a Sargento-Mor;

Exímio Atirador, participou em vários campeonatos de tiro de Espingarda Militar, ao longo da sua carreira militar, conquistando vários títulos.

Instrutor muito respeitado e conceituado, o "Muleta Negra" como é conhecido no seio da Família Para-Quedista, foi na década de 80 responsável pela carreira de tiro da Base Escola de Tropas Paraquedistas (BETP) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde terminou a sua carreira.

Em 1989, passou à situação de reserva.

 

 

 

 

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