Jorge
dos Anjos Martins, Sargento Mor
Pára-Quedista na situação de
reforma, nascido
no
dia 01 de Janeiro de 1939, na
freguesia de Edrosa, concelho de
Vinhais, distrito de Bragança;

Em 04 de Abril de 1960,
incorporado no Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» -
«REGIMENTO DO CAIS»;
Em 01
de Agosto de 1960, transferido
para a Força Aérea Portuguesa
(FAP) «EX MERO MOTU» e colocado
na Base Aérea n.º 6 (BA6 –
Montijo)
«FORÇA E GRANDEZA DE
ÂNIMO»;
Ingressa, como voluntário, no
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas (BCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em 20 de Fevereiro de 1961,
inicia o 11.º Curso de
Paraquedismo Militar, o qual
veio a concluir no dia 17 de
Março de 1961, pelo que lhe foi
atribuído o
brevet
n.º 818;

Em 22 de Junho de 1961,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE
NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado
na 3.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (3ªCCP) do
Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E
GRANDEZA»;
Em 25 de Agosto de 1961,
participou na Operação "AUTA"
onde os Paraquedistas saltaram
na Serra da Canda;

Em 07 de Agosto de 1963,
regressa à Metrópole;
Em 20 de Outubro de 1964,
promovido a Furriel;

Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Angola 1961 –
63”;
Agraciado com a Medalha de Cobre
de Comportamento Exemplar;
Em 10 de Agosto de 1966,
promovido a Segundo Sargento;

Em 05 de Outubro de 1966,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE
CONHEÇAM»
para servir Portugal na
Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na 1.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (1ªCCP) «VINCERE
EST VELLE» do Batalhão
de
Caçadores Pára-Quedistas 31
(BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea 3
(3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Louvado por feitos em combate na
Província Ultramarina de
Moçambique, publicado na Ordem
de Serviço n.º 80 de 04 de Julho
de 1968, do Comando da 3.ª
Região Aérea;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com palma,
pela Portaria de 14 de Maio de
1968:
Segundo
Sargento Pára-Quedista
JORGE DOS ANJOS MARTINS
1ªCCP/BCP31
Moçambique
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por
Portaria de 14 de Maio de 1968
Considerado como dado pelo
Secretário de Estado da
Aeronáutica (SEA), o louvor
concedido ao 2.º Sargento
Pára-Quedista Jorge dos Anjos
Martins, do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedista 31,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 80 de 04 de Julho de 1968,
do Comando da 3.ª Região Aérea,
com a seguinte redacção:
Porque servindo na 1.ª Companhia
de Caçadores Pára-Quedistas do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31, há 18 meses,
tomando parte em todas as
missões efectuadas pela
Companhia, no Norte da
Província, durante aquele
período de tempo demonstrou,
continuamente, possuir
qualidades natas de militar.
Excepcional comandante de
secção, totalmente dedicado aos
homens que comanda com vincado
espírito de disciplina sempre
cumpriu e fez cumprir,
integralmente todas as missões
que lhe foram confiadas,
evidenciando possuir em qualquer
situação, sangue-frio, coragem e
desprezo pelo perigo.
Galvanizando com o seu exemplo e
comandando a sua secção com
grande determinação, zelo e
inteligência tornou-se pedra
basilar do grupo de combate a
que pertence.
As qualidades apontadas
evidenciaram-se sobremaneira nas
emboscadas sofridas pelas nossas
tropas, incidindo principalmente
sobre a sua secção, durante a
exploração de uma importante
base inimiga e na operação
“LINCE” em que deu aos seus
homens, às ordens e exemplo
necessários à recção pronta e
eficaz da sua secção
contribuindo altamente para
desbaratar o inimigo com baixas
em pessoal e material,
executando seguidamente uma
completa batida ao terreno e uma
aturada perseguição do mesmo
inimigo.
Combatente experiente intrépido
e extraordinariamente dedicado
ao serviço, credenciou-se como
um valioso elemento auxiliar dos
seus chefes, inteiramente digno
da confiança, estima e
consideração que lhe são
dispensadas tanto pelos seus
superiores como pelos seus
camaradas e inferiores,
merecendo ser apontado como
exemplo a seguir, honrando as
Forças Armadas e a Tropas
Paraquedistas a que pertence e
que se orgulham de ter nas suas
fileiras servidores de tal
valor, reconhecendo que os
serviços prestados por este
sargento são extraordinários,
relevantes e distintos.
Em 24 de Novembro de 1968,
regressa à Metrópole;

Agraciado com a
Medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Colectiva - Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31
(BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE» da 3.ª
Região Aérea 3 (3ªRA) «LEALDADE
E CONFIANÇA», pelo Decreto n.º
49109, publicado no Diário do
Governo n.º 159, Série I, de 09
de Julho de 1969;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Moçambique 1966 –
68”;
Em
03 de Novembro de 1970,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE
CONHEÇAM»
para servir Portugal na
Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na 2.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (2ªCCP) do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A
PÁTRIA
DE TAL GENTE» do Comando da
Região Aérea 3 (COMRA3)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;

Nos períodos de 02 a 23 de
Dezembro de 1970 e de 06 a 26 de
Janeiro de 1971, frequenta no
Centro de Instrução de Vila
Perry o Curso de Pisteiro de
Combate obtendo a classificação
de BOM, sendo requisitado pelo
Comandante-Chefe de Moçambique
para ser Instrutor de Curso de
Pisteiro em Vila Perry;
Em 10 de Junho de 1971,
promovido a Primeiro-Sargento;
Agraciado com a
Medalha de
Ouro de Valor Militar com palma
Colectiva - do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»,
publicado no Diário de Governo
n.º 43 – 2.ª série, de 20 de
Fevereiro de 1973;

Em
Março de 1973, passa a exercer
funções na Companhia de
Materiais e Infraestruturas
(CMI) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
do Comando da Região Aérea 3
(COMRA3)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em
1973, agraciado com a Medalha de
Prata de Comportamento Exemplar;
Em 16 de Novembro de 1973,
regressa à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Moçambique 1970 –
73”;
Agraciado com a Medalha de Cobre
de Serviços Distintos com palma,
pela Portaria de 18 de Janeiro
de 1974:
Primeiro-Sargento
Pára-Quedista
JORGE DOS ANJOS MARTINS
2ªCCP/BCP31
Moçambique
Medalha de Cobre de Serviços
Distintos com Palma
Diário do
Governo nº 15, 2ª Série de 18 de
Janeiro de 1974
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da
Defesa Nacional, louvar por
proposta do Comandante Chefe das
Forças Armadas de Moçambique, o
PRIMEIRO-SARGENTO
PÁRA-QUEDISTA/011309 JORGE DOS
ANJOS MARTINS, do Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas,
porque, servindo na 2.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31,
durante dezassete meses, tomando
parte em inúmeras operações em
que a companhia se empenhou,
evidenciou sempre valentia,
sangue frio, bom senso e
excelente critério na condução
dos seus homens, qualidades que
o creditam como excelente
combatente.
À sua experiência e
conhecimentos deste tipo de
guerra e intuição como pisteiro,
se ficou a dever a captura de
material de guerra durante as
operações “Banzé 3” e “Ferradura
2” abandonado pelo inimigo em
fuga precipitada pelo avanço das
nossas tropas.
Chamado a desempenhar as funções
de adjunto do chefe de secção de
subsistências da Unidade,
igualmente evidenciou espírito
de iniciativa e entusiasmo na
execução das tarefas de que era
incumbido, não se poupando a
trabalhos para a procura e
obtenção dos géneros necessários
à confecção das ementas.
A sua dedicação ao serviço e as
qualidades referidas fazem com
que o PSAR/MARTINS seja
considerado um graduado muito
valioso, inteiramente digno de
confiança, estima e consideração
que lhes são dispensadas,
merecendo os seus serviços ser
considerados extraordinários e
importantes.
Em
29 de Outubro de 1979, promovido
a Sargento-Ajudante;
Em 07 de Março de 1983,
promovido a Sargento-Chefe;
Agraciado com a Medalha de
Mérito Militar de 4.ª classe,
pela Portaria de 29 de Abril de
1986;
Em 23 de Fevereiro de 1987,
promovido a Sargento-Mor;
Exímio Atirador, participou em
vários campeonatos de tiro de
Espingarda
Militar, ao longo da sua
carreira militar, conquistando
vários títulos.
Instrutor muito respeitado e
conceituado, o "Muleta Negra"
como é conhecido no seio da
Família Para-Quedista, foi na
década de 80 responsável pela
carreira de tiro da Base Escola
de Tropas Paraquedistas (BETP)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM», onde terminou a sua
carreira.
Em 1989, passou à situação de
reserva.
