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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |
Faleceu no dia 23 de Julho de
2025 o veterano
Claudino Cruz Ferreira
Tenente-Coronel SG/PQ

Moçambique: Jul1966 a Jun1968
Comandante de pelotão da
Companhia de Material e
Infra-Estruturas
e, interinamente, comandante da
1.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
«VINCERE EST VELLE»
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E
CONFIANÇA)
Angola: 17Set1970 a 31Dez1974
Comandante da
Companhia de Material e
Infra-Estruturas
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
Comando da Região Aérea n.º 2
«FIDELIDADE E GRANDEZA»
Medalha de Ouro de Valor Militar
com Palma Colectiva
Cruz de Guerra 1.ª Classe
Colectiva
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
Classe
Medalha de Mérito Militar de 4.ª
Classe
Medalha de Prata de
Comportamento Exemplar
Medalha de Cobre de
Comportamento Exemplar
Medalha Comemorativa das Forças
Armadas com a legenda
“Moçambique 1966 – 68”
Medalha Comemorativa das Forças
Armadas com a legenda “Angola
1970 – 74”

Claudino Cruz Ferreira,
Tenente-Coronel do Serviço Geral
Pára-Quedista, nascido no dia 21
de Outubro de 1933, na cidade do
Porto;
Em
1955, como 1.º Cabo do Batalhão
de Caminhos de Ferro (BCF -
Lisboa) «SEMPRE FIXE» - «SEMPRE
PRONTOS A MORRER PELA PÁTRIA»,
voluntaria-se para
frequentar
o curso de Paraquedismo de
Espanha, sendo um dos 232
voluntários que em Abril de 1955
iniciam o 22.º Curso ministrado
em Alcantarilla (Murcia) na
Escuela “MENDEZ PARADA”;
Em
09 de Julho de 1955, efectua o
último salto, sendo um dos 188
militares a adquirir
o
direito de serem brevetados por
concluírem o Curso de Espanha,
curso dos pioneiros das Tropas
Paraquedistas, pelo que lhe foi
atribuído o brevet 166;
Colocado no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM», onde
frequenta,
no período de 05 de Novembro de
1956 a 04 de Maio de 1957, o 1.º
Curso de Furriéis;
Em 16 de Setembro de 1957,
agraciado com a Medalha
de
Cobre de Comportamento Exemplar,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 222, do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha de
Mérito Militar de 4.ª classe,
pela Portaria de 15 de Abril de
1964, publicado na Ordem à
Aeronáutica n.º 12 – 2.ª série,
de 1964;

Em 01 de Novembro de 1964,
promovido a Alferes do Serviço
Geral Pára-Quedista;
Até 1966, instrutor de cursos de
furriéis, de recrutas e de
pára-quedismo;
Em
Julho de 1966, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na
Província
Ultramarina de Moçambique, como
comandante de pelotão da
Companhia de Material e
Infra-Estruturas do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
e, mais tarde, interinamente,
comandante da 1.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP)
«VINCERE EST VELLE» daquele
Batalhão, da 3.ª Região Aérea
«LEALDADE E CONFIANÇA);


Em Junho de 1968, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos, com
Palma, pela Portaria de 31 de
Agosto de 1968, publicado na
Ordem à Aeronáutica n.º 36 – 2.ª
série, de 1968:
Tenente
do Serviço Geral Pára-quedista
CLAUDINO DA CRUZ FERREIRA
BCP31 - Moçambique
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 31 de Agosto
de 1968
Considerado como dado pelo
Secretário de Estado da
Aeronáutica o louvor concedido
ao Tenente do Serviço Geral
Pára-Quedista Claudino da Cruz
Ferreira, do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas n.º 31,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 86, de 18 de Julho de 1968,
do Comando da 3.ª Região Aérea,
com a seguinte redacção:
Porque, servindo no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas n.º 31
há vinte e quatro meses,
demonstrou excelentes qualidades
de trabalho, dedicação, zelo e
interesse pelo serviço.
No desempenho das funções de
chefe de secretaria, justiça e
arquivo, em período
particularmente difícil da vida
da Unidade, derivado dos
movimentos das subunidades
dentro da província, da chegada
de grande número de pessoal e da
transferência do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas n.º 31
para a Beira, soube manter o
serviço a seu cargo em boa ordem
e sequência, sacrificando para
isso muitas das horas do seu
descanso e exercendo uma acção
de controle e fiscalização
notáveis.
Dotado de excelentes qualidades
de organizador, método e
orientação, procurando manter
sempre actualizados os seus
conhecimentos, e apesar do
excesso de trabalho que recaiu
sobre o serviço a seu cargo e da
falta de pessoal experiente e de
instalações adequadas, soube
imprimir um ritmo dinâmico e
eficiente, por forma a conseguir
um excelente nível de rendimento
e uma estruturação do serviço em
moldes compatíveis com as
necessidades da unidade.
Dadas as características da
actuação das tropas
Pára-Quedistas no teatro de
operações de Moçambique e as
implicações do comando do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 31 em apoio à
actividade operacional no Norte
da Província, foi durante largo
período e pela força das
circunstâncias o elemento que
garantiu a continuidade de
serviço na sede do Batalhão,
mantendo-se sempre a par dos
diversos problemas da unidade,
muitos deles fora do âmbito
específico do serviço de
secretaria, informando
convenientemente os seus chefes
e prestando toda a atenção à
solução dos referidos problemas.
Colocado mais tarde numa
subunidade operacional e
desempenhando interinamente,
numa das operações em que tomou
parte, as funções de comandante
de companhia, demonstrou
assinaláveis qualidades de brio,
ponderação e zelo no integral
cumprimento da missão atribuída.
Muito disciplinado e
disciplinador muito ponderoso,
procurando sempre aumentar o
nível de conhecimentos, o
Tenente do Serviço Geral
Pára-Quedista Claudino Cruz
Ferreira soube granjear a estima
e consideração dos seus chefes,
que nele depositavam inteira
confiança, e tornar-se um
elemento de real valor, que
muito prestigia as tropas
Pára-Quedistas a que pertence,
devendo os seus serviços ser
considerados relevantes,
extraordinários e distintos.
Agraciado
com a Medalha Comemorativa das
Campanhas das Forças Armadas,
com a legenda “Moçambique 1966 –
68”, publicado na Ordem de
Serviço n.º 233, de 03 de
Outubro de 1968, do Batalhão
de
Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE»;
Foi considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da
Cruz de
Guerra de 1.ª classe, concedida
ao Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»,
pelo Decreto n.º 49109, de 9 de
Julho de 1969, publicado no
Diário do Governo n.º 159/1969,
Série I de 9 de Julho de 1969;

Em 17 de Setembro de 1970,
mobilizado
pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na Província Ultramarina de
Angola, como comandante da
Companhia de Material e
Infra-Estruturas do Batalhão
de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS» do Comando da Região
Aérea n.º 2 (COMRA2)
«FIDELIDADE
E GRANDEZA»;
Louvado pelo Comando da 2.ª
Região Aérea (COMRA2)
«FIDELIDADE E GRANDEZA»,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 27, de 06 de Julho de 1972,
daquele Comando, transcrito e
publicado na Ordem de Serviço
n.º 159, página 913, de 11 de
Julho de 1972, do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21):
Louvor:
“Pela
forma muito eficiente como desde
há cerca de dois anos vem
desempenhando as funções de
comandante da Companhia de
Material e Infra-Estruturas.
Oficial dotado de elevadas
qualidades militares e de
trabalho, com uma sólida
formação moral e vincado
espírito de iniciativa,
tenacidade e dinamismo,
contribuiu de forma indelével
para o bom rendimento dos
serviços da unidade,
acompanhando a resolução dos
variadíssimos problemas
inerentes e exercendo
prontamente a sua acção pessoal,
quando e onde se tornasse
necessário, com vistas à melhor
e mais rápida solução.
Muito disciplinado e
disciplinador, evidenciou, a par
de una extraordinária lealdade,
espírito de colaboração e de
camaradagem, uma excelente
preparação profissional, pondo
nas suas múltiplas tarefas
grande dedicação, entusiasmo e
espirito de bem servir.
Perfeito conhecedor dos seus
homens e resolvendo os problemas
de cada um com isenção e justiça
e sabendo ser enérgico e
compreensivo, o Capitão PARA
CLAUDINO conseguiu para a sua
companhia um elevado nível de
disciplina, demonstrando ainda
ser
um
elemento valioso no serviço onde
estiver integrado, pelo que é de
inteira justiça lhe seja dada
testemunhe de público louvor.
Em 1973, considerado abrangido
com direito ao uso da insígnia
da condecoração colectiva da
Medalha de
Ouro de Valor Militar, com
palma, concedida ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», cuja
concessão foi publicada no
Diário
do Governo n.º 43 - 2.ª série,
de 20 de Fevereiro de 1973;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Comportamento Exemplar,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 126, de 29 de Maio de 1973,
do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;

Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas Portuguesas, c om
a legenda “Angola 1970 – 74”,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 146, de 25 de Junho de 1974
do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Agraciado com a Medalha de
Mérito Militar de 3.ª classe,
pela Portaria de 10 de Julho de
1974, publicado na Ordem à
Aeronáutica n.º 13 – 2.ª série,
de 1974:
Capitão
Serviço Geral Pára-quedista
CLAUDINO CRUZ FERREIRA
BCP21 - Angola
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
Classe
Por Portaria de 10 de Julho
de 1974
Por proposta do Comandante do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21, louva o
oficial abaixo mencionado,
porque, ao longo de mais de 3
anos que vem prestando serviço
neste Batalhão, tem demonstrado
possuir, e posto ao serviço das
funções que lhe têm competido,
excepcionais qualidades
militares e pessoais que o
caracterizam e fazem dele um
precioso auxiliar do Comando.
Comandando a Companhia de
Material e Infra-Estruturas,
desempenhou as suas funções com
o mesmo zelo e competência que
pôe e sempre tem posto em todas
as tarefas que lhe incumbem, e
lhe têm permitido conquistar
diversos e sempre merecidos
louvores dos seus superiores.
Oficial ponderado, muito
dedicado ao serviço e muito
consciencioso, tem conseguido
elevado rendimento de todos os
serviços dependentes da sua
Companhia, quer pela boa
organização e perfeito controle
exercido, quer ainda pela sua
acção pessoal sempre que tal tem
sido necessário.
Nunca regateando esforços nem
trabalho para além das horas
normais de serviço, a sua acção
tem sido firme, segura e
absolutamente apta em relação às
responsabilidades que lhe
competem.
Oficial muito correcto e
aprumado, disciplinado e
disciplinador, dotado de elevado
sentido do dever e apurada noção
de responsabilidade, o Capitão
CLAUDINO FERREIRA conquistou a
estima e consideração dos seus
chefes, que nele depositam
inteira confiança, devendo ser
considerado um elemento
prestigiante da Unidade a que
pertence.
Em 31 de Dezembro de 1974,
regressa à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em 1978, passou à situação de
reserva;
Em 2024, em Tancos, no
encontro dos Grifos 63, onde
fazia questão de estar presente
apesar da idade avançada. No seu
peito, exibe orgulhosamente, os
Brevet’s Português e Espanhol:

Foto cedida pelo SMor PQ
Serrano Rosa
Faleceu no dia 23 de Julho de
2025.
Paz à sua Alma
