Mário José de Oliveira, Soldado de
Cavalaria, n.º n.º 2510/63, da CCS/BCav1851
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Mário
José de Oliveira
Soldado de Cavalaria, n.º 2510/63
Companhia de Comando e Serviços
Batalhão de Cavalaria 1868
«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Angola: 02Ago1965 a 22Ago1967
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Mário José de Oliveira, Soldado de
Cavalaria, n.º 2510/63;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES
DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;
No dia 24 de Julho de 1965, na Gare Marítima da
Rocha
do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’,
integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do
Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851) «…NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTE» [síntese
operacional], rumo ao porto
de
Luanda, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1965;

A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão do
Serviço Geral do Exército Carlos Francisco, foi colocada
em Zala, onde rendeu a Companhia de Comando e Serviços
(CCS)
do Batalhão de Cavalaria 745 (BCav745) «NÓS QUEREMOS» -
«NA GUERRA
CONDUTA
MAIS BRILHANTE»; em 23 de Setembro de 1966, rodou para
Henrique de Carvalho, onde rendeu a Companhia de Comando
e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 670 (BCac670)
«FRONTEIROS DA CANDA», onde se manteve até final da
comissão de
serviço;
em 14 de Agosto de 1967, foi rendida pela Companhia de
Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 1892
(BCac1892) «RAPOSAS»;
Louvado por feitos em combate na Província
Ultramarina
de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 12, de 10
de Fevereiro de 1967, do Quartel-General da Região
Militar de Angola e na Revista da Cavalaria do ano de
1967, página 154;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Angola, de 14 de Março de 1967, publicado na Ordem do
Exército n.º 11 – 3.ª série, de 20 de Abril de 1967;
Em 22 de Agosto de 1967, no porto de Luanda, embarcou no
NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde
desembarcou no dia 3 de Setembro de 1967.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 2510/63
MÁRIO JOSÉ DE OLIVEIRA
CCS/BCav1851 - RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 3.ª série, de 20
de Abril de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de
1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 14 de Março findo:
O Soldado n.º 2510/63, Mário José de Oliveira, da
Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria
n.º 1851 - Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 12, de 10 de
Fevereiro de 1967, do Quartel-General da Região Militar
de Angola):
Louvado o Soldado n.º 2510/63 Mário José de Oliveira, da
Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria
n.º 1851 - Regimento de Cavalaria n.º 3, por, em
combate, no dia 27 de Junho de 1966, ter demonstrado
possuir invulgares e extraordinárias qualidades de
heroísmo, coragem, decisão, sangue-frio, desprezo pela
vida e a mais firme determinação no cumprimento do dever
militar, sob intenso fogo inimigo.
Ao desencadear-se o ataque, reagiu imediatamente sobre
as posições donde o inimigo batia a coluna, com
extraordinária coragem e dinamismo, numa incessante
procura dos melhores locais para o fazer,
movimentando-se ao longo da coluna, incitando os seus
companheiros e protegendo-os com o fogo da sua arma.
Sendo necessário a destruição duma posição de
metralhadora, situada num pequeno morro, de onde o
inimigo varria grande parte da coluna, ofereceu-se
voluntariamente para, conjuntamente com outro camarada,
seguir à frente de um pequeno grupo de assalto, o qual,
internando-se num palmar cheio de capim, pôs o inimigo
em debandada, causando-lhe sensíveis baixas.
Esta acção, fê-la a peito descoberto, indiferente aos
tiros da metralhadora inimiga, que cortava o capim à sua
volta, progredindo sempre em direcção ao inimigo e
protegendo pelo fogo da sua arma, os seus camaradas que
seguiam à retaguarda, revelando assim grande espírito
agressivo e muita coragem, pelo que a sua acção merece
ser apontada como um exemplo, que muito prestigia a sua
Unidade e o Exército.
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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
A
partida

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Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de
1967
O
regresso

