"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

João
Carlos Gomes Teixeira
1.º Cabo de Cavalaria, n.º
2064/65-M
Companhia
de Cavalaria 1535
Batalhão de Cavalaria 1883
«PRONTOS PARA TUDO»
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE»
Angola:
26Abr1966 a 01Mai1968
Cruz de Guerra de 4.ª classe
2
Louvores Individuais
Prémio Almirante Américo Thomaz
João Carlos Gomes Teixeira, 1.º Cabo
de Cavalaria, n.º 2064/65-M;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535) do
Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883)
«PRONTOS PARA
TUDO» - «… NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao
porto de Luanda, onde desembarcou no dia 26 de Abril de
1966;
A sua subunidade de cavalaria foi colocada em Quicabo;
em Novembro de 1966 foi transferida para a Fazenda Maria
Fernanda; em Julho de 1967 rodou para Lumege;
Louvado por feitos em combate no
Teatro de Operações de Angola por duas vezes, sendo um
deles publicado na Ordem de Serviço n.º 88, de 2 de
Novembro de 1966, e o outro publicado na Ordem de
Serviço n.º 14, de 17 de Fevereiro de 1967, ambas do
Quartel General da Região Militar de Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Angola, de 21 de Novembro de 1966,
publicado na Ordem do
Exército n.º 2 - 3.ª série, de 1967;
Agraciado com o Prémio Almirante Américo Thomaz,
publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página
196;
No dia 1 de Maio de 1968, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 13 de Maio
de 1968.
Cruz de Guerra de 4.ª classe
1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 2064/65-M
JOÃO CARLOS GOMES TEIXEIRA
CCav1535/BCav1883 - RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 2 – 3.ª série
de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 21 de
Novembro de 1966:
O 1.º Cabo n.º 2064/65-M, João
Carlos Gomes Teixeira, da Companhia
de Cavalaria n.º 1535 do Batalhão de
Cavalaria n.º 1883 - Regimento de
Cavalaria n.º 3.
Transcrição dos louvores que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
88, de 02 de Novembro de 1966, do
Quartel General da Região Militar de
Angola):
Louvado, o 1.º Cabo n.º 2064/65-M,
João Carlos Gomes Teixeira, da
Companhia de Cavalaria n.º 1535 do
Batalhão de Cavalaria n.º 1883,
porque, quando a sua Companhia
sofreu um forte ataque, manteve-se
no seu posto, defendendo a entrada
da picada durante oito horas
consecutivas, com extraordinária
noção do seu dever e a consciência
plena da responsabilidade que lhe
cabia.
Apesar do esforço principal se ter
exercido precisamente na direcção da
posição que defendia e ter
acontecido, até, a metralhadora com
que fazia fogo ter-lhe saltado das
mãos por ter sido alvejada pelo
inimigo, continuou sem
desfalecimento, repelindo-o pela sua
acção e obrigando-o a desistir da
forte pressão que exercia sobre as
Nossas Tropas, causando-lhe baixas,
demonstrando muita coragem, decisão,
serena energia debaixo de fogo e
desprezo pelo perigo.
Este Cabo, quando ao clarear do dia
o ataque parou, adormeceu de cansaço
no seu abrigo, com o dedo no gatilho
da arma e esta em posição de fogo.
Por todas as qualidades reveladas,
constitui o 1.º Cabo n.º 2064/65,
João Carlos Gomes Teixeira um grande
exemplo que se impõe ao respeito e
consideração de todos.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
14, de 17 de Fevereiro de 1967, do
Quartel General da Região Militar de
Angola):
Louvado o 1.º Cabo n.º 2064/65 (n.º
Mecanográfico 87 368), João Carlos
Gomes Teixeira, da Companhia de
Cavalaria n.º 1535 do Batalhão de
Cavalaria n.º 1883 - Regimento de
Cavalaria n.º 3, porque numa
violenta emboscada que o inimigo
efectuou à sua Companhia em 21 de
Dezembro de 1966, voltou a
demonstrar a muita coragem, decisão,
serena energia debaixo de fogo e
desprezo pelo perigo que já em
acções anteriores o tinham
distinguido e, indiferente à
fuzilaria, vendo já dois camaradas
gravemente feridos, pôs-se de
joelhos, fazendo rajadas certeiras
que obrigaram a calar as duas
metralhadoras inimigas, instaladas
perto uma da outra e que tantos
estragos haviam já feito.
.
