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Condecorações

José da Silva Amorim, Soldado de Artilharia, n.º 1834/64, da CArt1404/BArt1852

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

 

Jos-da-Silva-Amorim-350José da Silva Amorim

 

Soldado de Artilharia, n.º 1834/64

 

Companhia de Artilharia 1404

 

Batalhão de Artilharia 1852

«OUSAMOS»

«AS ARMAS E OS BARÕES ASSINALADOS»

 

Angola: 31Ago1965 a 16Ago1967

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

José da Silva Amorim, Soldado de Artilharia, n.º 1834/64 (n.º mecanográfico 08115364);


RACMobilizado pelo Regimento de Artilharia de Costa (RAC – Oeiras) «MOSTRANDO A RUDA FORÇA QUE SE ESTIMA» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 21 de Agosto de 1965, na Gare Marítima da CArt1404-1Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Artilharia 1404 do Batalhão de Artilharia 1852 «AS ARMAS E OS BARÕES BArt1852ASSINALADOS» - «OUSAMOS», rumo ao porto de Luanda, onde desembarca no dia 31 de Agosto de 1965;


A sua subunidade de artilharia, comandada pelo Capitão de Artilharia José Maria de Azevedo Mendes Seabra, foi colocada em Canga; em Fevereiro de 1967, foi transferida para Novo Redondo, onde se manteve até final da comissão;

 

No dia 16 de Agosto de 1967, embarca no NTT 'Vera Cruz' de regresso à Metrópole, onde desembarca no dia 24 de Agosto de 1967;
 

Louvado por feitos em combate na Província Ultramarina de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 46, de 09 de Junho de 1967, do Quartel-General da Região Militar de Angola;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 06 de Julho de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª série, de 1967;


No dia 10 de Junho de 1969, é condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada na Praça Gonçalo Velho, em Ponta Delgada (Diário dos Açores, n.º 7137, 10 de Junho de 1969).

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Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

CG-4-Classe-700Soldado de Artilharia, n.º 1834/64

(n.º mecanográfico 08115364)
JOSÉ DA SILVA AMORIM
 

CArt1404/BArt1852 - RAC
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª série, de 1967.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 06 de Julho de 1967:


O Soldado n.º 1834/64, José da Silva Amorim, da Companhia de Artilharia n.º 1404 do Batalhão de Artilharia n.º 1852 - Regimento de Artilharia de Costa.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 46, de 09 de Junho de 1967, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvado o Soldado atirador n.º 1834/64 (08115364), José da Silva Amorim, da Companhia de Artilharia n.º 1404 do Batalhão de Artilharia n.º 1852, por, no dia 6 de Janeiro de 1967, durante uma violenta emboscada a uma coluna auto das Nossas Tropas feita por um numeroso e aguerrido grupo inimigo, fortemente armado, ter evidenciado em raríssimo grau, excepcionais qualidades de heroísmo, abnegação, valentia, coragem, decisão e desprezo pelo perigo debaixo de intenso fogo inimigo no cumprimento do dever militar, que o levaram a manter-se no seu posto de apontador duma metralhadora pesada Breda montada numa viatura Unimog.


Assim se manteve durante cerca de 40 minutos, sempre a alvejar o inimigo, apesar deste dispor de grande superioridade numérica e boa instalação num terreno que lhe era particularmente favorável, não cessando de varrer com cerrado fogo de armas automáticas os locais onde se encontravam as Nossas Tropas.


Mostrou total desprezo pelo fogo inimigo, extraordinário sangue-frio e uma vontade inquebrantável de vencer, mesmo quando a sua metralhadora encravou e o inimigo aproveitou então para se aproximar e alvejar com maior intensidade as Nossas Tropas. Continuou firme no seu posto e não desistiu de desencravar a arma, o que conseguiu com dificuldade ao cabo de alguns minutos, enquanto recomendava calma às Nossas Tropas e obrigava novamente o inimigo a afastar-se.


Muito se deveu á sua heroica actuação, o facto do inimigo, apesar dos incitamentos dos chefes ouvidos pelas Nossas Tropas, não ter conseguido causar mais baixas às Nossas Tropas, além de um morto [António João Matos de Castro Rodrigues, Soldado Condutor Auto Rodas, n.º 01433964, Cruz de Guerra de 4.ª classe, a título póstumo], um ferido e ainda um ferido civil, resultantes dos primeiros disparos e de lançamentos de granadas de mão defensivas e, posteriormente, se ter posto em fuga com algumas baixas comprovadas pelos rastos de sangue deixados no terreno.


O comportamento do Soldado Amorim, a bravura, abnegação, completo desprezo pelo perigo, serenidade debaixo de fogo e excepcional espírito combativo que demonstrou, são dignos dos maiores encómios e constituem um admirável e destacado exemplo de valor militar em combate.
 

 Jos-da-Silva-Amorim-920

 

 

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