José da Silva Amorim, Soldado de
Artilharia, n.º 1834/64 (n.º
mecanográfico 08115364);
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia de Costa (RAC – Oeiras)
«MOSTRANDO A RUDA FORÇA QUE SE
ESTIMA» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola;
No dia 21 de Agosto de 1965, na Gare
Marítima da
Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT
‘Vera Cruz’, integrado na Companhia
de Artilharia 1404 do Batalhão de
Artilharia 1852 «AS ARMAS E OS
BARÕES
ASSINALADOS» - «OUSAMOS»,
rumo ao porto de Luanda, onde
desembarca no dia 31 de Agosto de
1965;
A sua subunidade de artilharia,
comandada pelo Capitão de Artilharia
José Maria de Azevedo Mendes Seabra,
foi colocada em Canga; em Fevereiro
de 1967, foi transferida para Novo
Redondo, onde se manteve até final
da comissão;

No dia 16 de Agosto de 1967,
embarca no NTT 'Vera Cruz' de
regresso à Metrópole, onde
desembarca no dia 24 de Agosto de
1967;
Louvado por feitos em combate na
Província Ultramarina de Angola,
publicado na Ordem de Serviço n.º
46, de 09 de Junho de 1967, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 06 de Julho de
1967, publicado na Ordem do Exército
n.º 24 – 3.ª série, de 1967;
No dia 10 de Junho de 1969, é
condecorado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, perante as
Forças Armadas Portuguesas reunidas
em parada na Praça Gonçalo Velho, em
Ponta Delgada (Diário dos Açores,
n.º 7137, 10 de Junho de 1969).
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado
de Artilharia, n.º 1834/64
(n.º mecanográfico 08115364)
JOSÉ DA SILVA AMORIM
CArt1404/BArt1852 - RAC
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª
série, de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 06 de
Julho de 1967:
O Soldado n.º 1834/64, José da Silva
Amorim, da Companhia de Artilharia
n.º 1404 do Batalhão de Artilharia
n.º 1852 - Regimento de Artilharia
de Costa.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
46, de 09 de Junho de 1967, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Louvado o Soldado atirador n.º
1834/64 (08115364), José da Silva
Amorim, da Companhia de Artilharia
n.º 1404 do Batalhão de Artilharia
n.º 1852, por, no dia 6 de Janeiro
de 1967, durante uma violenta
emboscada a uma coluna auto das
Nossas Tropas feita por um numeroso
e aguerrido grupo inimigo,
fortemente armado, ter evidenciado
em raríssimo grau, excepcionais
qualidades de heroísmo, abnegação,
valentia, coragem, decisão e
desprezo pelo perigo debaixo de
intenso fogo inimigo no cumprimento
do dever militar, que o levaram a
manter-se no seu posto de apontador
duma metralhadora pesada Breda
montada numa viatura Unimog.
Assim se manteve durante cerca de 40
minutos, sempre a alvejar o inimigo,
apesar deste dispor de grande
superioridade numérica e boa
instalação num terreno que lhe era
particularmente favorável, não
cessando de varrer com cerrado fogo
de armas automáticas os locais onde
se encontravam as Nossas Tropas.
Mostrou total desprezo pelo fogo
inimigo, extraordinário sangue-frio
e uma vontade inquebrantável de
vencer, mesmo quando a sua
metralhadora encravou e o inimigo
aproveitou então para se aproximar e
alvejar com maior intensidade as
Nossas Tropas. Continuou firme no
seu posto e não desistiu de
desencravar a arma, o que conseguiu
com dificuldade ao cabo de alguns
minutos, enquanto recomendava calma
às Nossas Tropas e obrigava
novamente o inimigo a afastar-se.
Muito se deveu á sua heroica
actuação, o facto do inimigo, apesar
dos incitamentos dos chefes ouvidos
pelas Nossas Tropas, não ter
conseguido causar mais baixas às
Nossas Tropas, além de um morto
[António João Matos de Castro
Rodrigues, Soldado Condutor Auto
Rodas, n.º 01433964, Cruz de Guerra
de 4.ª classe, a título póstumo], um
ferido e ainda um ferido civil,
resultantes dos primeiros disparos e
de lançamentos de granadas de mão
defensivas e, posteriormente, se ter
posto em fuga com algumas baixas
comprovadas pelos rastos de sangue
deixados no terreno.
O comportamento do Soldado Amorim, a
bravura, abnegação, completo
desprezo pelo perigo, serenidade
debaixo de fogo e excepcional
espírito combativo que demonstrou,
são dignos dos maiores encómios e
constituem um admirável e destacado
exemplo de valor militar em combate.
