Nhinte Cudé, Soldado Milícia, n.º
1/66, natural da freguesia e
concelho de Olossato,
distrito de
Bissau;
Serviu Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, adido à
Companhia de Artilharia 1486
(CArt1486) «OS LOBOS»;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné, por
despacho, de 21 de Julho de 1967, do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné e proposta do
Comandante do
Comando de
Agrupamento 1976,
publicado na Ordem de Serviço n.º
35, de 3 de Agosto de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.º classe, por despacho
do Comandante-Chefe
das Forças
Armadas da Guiné, de 11 de Agosto de
1967, publicado na Ordem do Exército
n.º 26 – 3.ª série, de 1967;

Distinguido com o Prémio Governador
Geral da Guiné, publicado no Jornal
do Exército n.º 138, página 48, de
Junho de 1971, nesta altura,
encontrava-se integrado no Pelotão
de Milícias 286 (PelMil286), adido à
Companhia de Cavalaria 2721
(CCav2721) «INFERNAIS AVANTE»
-----------------------
Soldado Milícia, n.º 1/66
NHINTE CUDÉ
CArt1486 - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 26 – 3.ª série
de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 11 de
Agosto findo, o Soldado Milícia n.º
1/66, Nhinte Cudé, adido à Companhia
de Artilharia n.º 1486 - Comando
Terrritorial Independente da Guiné.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
35, de 03 de Agosto de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Que, por seu despacho de 21 de Julho
de 1967 e proposta do Sr. Comandante
do Agrupamento 1976, louvou o
Soldado Milícia n.º 1/66, Nhinte
Cudé, adido à Companhia de
Artilharia n.º 1486, pelas suas
excepcionais qualidades de
combatente.
Comandando a sua Secção Balanta,
sempre ocupou os lugares de maior
risco e onde o combate fosse mais
aceso, acabando por ser ferido.
Na operação "Electrão I" efectuada
na região do Morés, após a captura
de um prisioneiro, a Companhia
explorou-o imediatamente, indo ao
assalto de um acampamento inimigo.
Como normalmente, o Soldado Nhinte
colocou-se na vanguarda das Nossas
Tropas. Estas encontraram-se a 20
metros do acampamento com 3
elementos inimigos armados que dali
saiam. O Soldado Nhinte abriu fogo e
abateu-os, sendo, entretanto, ferido
por uma granada inimiga.
Mesmo nesta situação mostrou mais
uma vez o seu elevado moral,
mantendo uma boa disposição a todos
os títulos notável.
Por esta acção e por outras em que
tem tomado parte, demonstrou
claramente o Soldado Nhinte uma
coragem, decisão, sangue-frio e
serenidade debaixo de fogo que o
definem como um guerrilheiro nato.