José Gonçalves Afonso, Soldado
Atirador de Artilharia, n.º
02981566, natural da freguesia
de
Covas do Barroso, concelho de
Boticas, distrito de Vila Real;
Incorporado no Regimento de
Infantaria 13 (RI13 - Vila
Real)
«ALEO» - «NEM UM PASSO P'RA
RETAGUARDA», no 3.º turno de 1966;
Após a recruta, foi colocado no
Regimento de Artilharia Ligeira 5
(RAL5 - Penafiel) «HONRA E DEVER»;
Mobilizado
pelo Regimento de Artilharia de
Costa (RAC – Oeiras) «MOSTRANDO A
RUDA FORÇA QUE SE ESTIMA» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No
dia 01 de Fevereiro de 1967, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Uíge’, integrado na Companhia de
Artilharia 1661 (CArt1661) «CORAGEM
ESPERANÇA», rumo ao estuário do Rio
Geba, onde desembarcou no dia 06 de
Fevereiro de 1967;
A
sua subunidade de artilharia,
comandada pelo Capitão Mil.º de
Artilharia Luís Vassalo Namorado
Rosa, após o desembarque,
deslocou-se para Fá Mandinga, a
fim
de substituir a Companhia de
Caçadores 818 (CCac818) «SEMPRE
EXCELENTES E VALOROSOS» e realizar,
inicialmente, um curto período de
adaptação operacional, sob
orientação do Batalhão de Caçadores
1888
(BCac1888)
«VENDO TRATANDO E PELEJANDO» e
actuar depois nas regiões de Xime,
Enxalé e Xitole, até 08 de Março de
1967; após rotação, por fracções,
com a Companhia de Caçadores 1439
(CCac1439) «BRAVOS AVANTE», assumiu
em 03 de Abril de 1967 a
responsabilidade
do subsector de Enxalé, com pelotões
destacados em Missirá, Porto Gole e
Bissá, mantendo-se integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 1888 (BCac1888) «VENDO
TRATANDO E PELEJANDO» e a partir de
01 de Julho de 1967 do Batalhão de
Caçadores 1912 (BCac1912) «VALENTES
DESTEMIDOS», por alteração dos
limites dos sectores daqueles
batalhões; em 21 de Dezembro de
1967, a sede da subunidade foi
transferida para Porto Gole, com
destacamentos em Enxalé e Bissá,
mantendo-se
no mesmo sector do Batalhão de
Caçadores 1912 (BCac1912) «VALENTES
DESTEMIDOS», onde a par de várias
operações e acções efectuadas nas
regiões de Mato Cão, Mantém, Malafo
e Colicunda, orientou a sua
actividade para a construção e
desenvolvimento dos reordenamentos
de Enxalé e Bissá, este a partir de
Março de 1968; em 07 de Novembro de
1968, foi rendida no subsector de
Porto Gole pela Companhia de
Artilharia 2411 (CArt2411) «VELANDO
EM TODA A PARTE», tendo recolhido
seguidamente a Bissau, a fim de
aguardar o embarque de regresso;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
41, de 14 de Setembro de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, de 25 de Setembro
de 1967:
Soldado
de Artilharia, n.º 02981566
JOSÉ GONÇALVES AFONSO
CArt1661 -
RAC
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 30 – 3.ª
série, de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 25 de
Setembro de 1967:
O Soldado n.º 02981566, José
Gonçalves Afonso, da Companhia de
Artilharia n.º 1661 integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 1888 – Regimento de
Artilharia de Campanha.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
41, de 14 de Setembro de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Soldado n.º 02981566, José
Gonçalves Afonso, da Companhia de
Artilharia n.º 1661 integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 1888, porque durante o
ataque inimigo ao Destacamento de
Bissá, desencadeado em 15 de Abril
de 1967 e sem que nunca tivesse
feito tiro com o Lança-Granadas
Foguete, tomou-o à sua conta e fez
fogo de pé a fim de conseguir
melhores resultados, não obstante
encontrar-se numa zona
permanentemente batida pelo fogo
inimigo e iluminada por uma casa em
chamas, constituindo assim alvo
fácil para o inimigo. Com dois tiros
de Lança-Granadas Foguete obrigou a
calar duas armas inimigas.
Tendo-se avariado a arma pegou na
sua G3 e continuou a bater as linhas
inimigas, contribuindo assim para a
defesa dos seus camaradas que com o
seu exemplo readquiriram o
entusiasmo e coragem que o
traiçoeiro ataque lhes roubara.
É de notar o arrojo, decisão e
audácia deste militar que, vendo-se
pela primeira vez debaixo de fogo,
arriscou corajosamente a sua vida em
defesa dos seus camaradas e
superiores presentes, impondo-se
deste modo à sua máxima consideração
e estima.
No dia 19 de Novembro de 1968,
embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia
27 de Novembro de 1968.

