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Condecorações

Miguel Casimiro, Alferes Mil.º Atirador de Artilharia

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Miguel Casimiro

 

Alferes Mil.º Atirador de Artilharia

 

Comandante de pelotão da  

 

Companhia de Artilharia 1768

 

Batalhão de Artilharia 1925

«HONRA e DEVER»

 

Angola: 22Out1967 a 29Ago1968 (data do falecimento)

 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual

(Título póstumo)

 

Miguel Casimiro, Alferes Mil.º Atirador de Artilharia, n.º 04097165, nascido nas Fontaínhas, na freguesia de São Pedro de Tomar, concelho de Tomar, filho de Matias Casimiro e de Maria Henriqueta, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 5 (RAL5 – Penafiel) «HONRA E DEVER» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 11 de Outubro de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, como comandante de pelotão da Companhia de Artilharia 1768 (CArt1768) do Batalhão de Artilharia 1925 (BArt1925) «HONRA E DEVER», rumo ao porto marítimo de Luanda, onde desembarcou no dia 22 de Outubro de 1967;


A sua subunidade de artilharia foi colocada em Cavungo;


Faleceu no dia 29 de Agosto de 1968, em Cayanga, junto aos morros na confluência dos rios Luichiquinha e Katanga, em consequência de ferimentos em combate;


Paz à sua Alma


Está inumado no cemitério da freguesia da sua naturalidade.


Louvado, a título póstumo, por feitos em combate no teatro de operações da Província Ultramarina de Angola, publicado nas Ordens de Serviço n.º 08, de 21 de Maio de 1969, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e n.º 43, do mesmo mês e ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola;


Agraciado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, pela Portaria de 02 de Dezembro de 1969, publicado na Ordem do Exército n.º 24 – 2.ª série, página 2814, de 15 de Dezembro de 1969:


Cruz de Guerra de 2.ª classe


Alferes Miliciano de Artilharia
MIGUEL CASIMIRO


CArt1768/BArt1925 - RAL5
ANGOLA


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 24 – 2.ª série, de 1969.


Por Portaria de 02 de Dezembro de 1969:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Artilharia, Miguel Casimiro, da Companhia de Artilharia n.º 1768 do Batalhão de Artilharia n.º 1925 -Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 08, de 21 de Maio de 1969, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e n.º 43, do mesmo mês e ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


O General Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvou, a título póstumo, o Alferes Miliciano de Artilharia, Miguel Casimiro, da Companhia de Artilharia n.º 1768 do Batalhão de Artilharia n.º 1925 -Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5, pela sua brilhante conduta na acção "Côdea 2", em que foi gravemente ferido, vindo a perder a vida.


No decorrer dessa acção, logo após o primeiro contacto de fogo com o inimigo, não hesitou em avançar, a peito descoberto, à frente do seu Grupo de Combate, seguido duma ordenança que igualmente veio a ser gravemente ferida, na ânsia, como então manifestou, de chegar ao contacto directo com o adversário. Quando o inimigo abriu fogo de novo, ripostou energicamente, só parando quando foi gravemente atingido e a sua arma despedaçada pelo intenso tiroteio de que era alvo.


Ao longo de sete horas em que permaneceram no local sob a acção do inimigo que, muito numeroso, bem abrigado e municiado, não retirava, a despeito da violenta reacção desenvolvida pelas nossas forças, o Alferes Casimiro incitou animosamente os seus homens com palavras de exortação com que manteve a sua determinação e combatividade.


Demonstrou durante a acção, muita decisão e excepcionais qualidades de sangue-frio, coragem e serena energia debaixo de fogo e completa abnegação, confirmando a sua têmpera já noutras acções evidenciada, a par da maior dedicação e zelo, pelo que o Alferes Casimiro tornou-se merecedor de ser referido como um nobre exemplo, digno do reconhecimento do Exército, em cujas fileiras se comportou como oficial distinto, e da Pátria pela qual soube morrer heroicamente.

 

 

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