
Luís Manuel do Carmo
Oeiras Fernandes
Alferes Mil.º de
Artilharia
Comandante de
pelotão da
Companhia de Artilharia 2369
Batalhão de Artilharia 2846
«FORTES E
CORAJOSOS»
Moçambique:
15Mai1968 a 18Jun1970
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Prémio Governador-Geral de
Moçambique
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Alferes Miliciano
de Artilharia
LUÍS MANUEL DO CARMO OEIRAS
FERNANDES
CArt2369/BArt2846
- RAL5
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 6 – 2.ª série,
de 1970.
Por Portaria de 03 de Março de 1970:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Moçambique,
o Alferes Miliciano de Artilharia,
Luís Manuel do Carmo Oeiras
Fernandes, da Companhia de
Artilharia n.º 2369 do Batalhão de
Artilharia n.º 2846 - Regimento de
Artilharia Ligeira n.º 5.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
84, de 15 de Novembro de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique):
Que, por seu despacho de 15 de
Outubro de 1969, louvou o Alferes
Miliciano de Artilharia, Luís Manuel
do Carmo Oeiras Fernandes, da
Companhia de Artilharia n.º 2369 do
Batalhão de Artilharia n.º 2846 -
Regimento de Artilharia Ligeira n.º
5, porque, tendo tomado parte na
quase totalidade das operações da
sua Companhia, que durante mais de
um ano actuou no Norte de
Moçambique, demonstrou raras e
excepcionais qualidades como
condutor de homens, grande
competência, coragem física e moral,
sangue-frio e serena energia debaixo
de fogo em todas as situações de
combate.
No comando da Companhia, durante
longos períodos, desempenhou
cabalmente essa missão, quer no
aspecto administrativo, quer nas
acções de combate, sendo exemplar a
forma como planeou as operações e,
no decorrer delas, conduziu os seus
homens.
Cumulativamente com essas funções,
ofereceu-se para o comando do seu
Grupo de Combate quando este
desempenhava uma missão que envolvia
riscos, procedimento que muito
contribuiu para obter a estima e a
consideração dos seus homens, que o
seguem cegamente e sem vacilar.
Distinguindo-se em várias operações,
tais como "Ave I", "Ave 2" e
"Cavilha 2", assinala-se a forma
como planeou e conduziu a primeira,
merecendo que o relatório respectivo
fosse difundido, sob a forma de
circular, a todas as Unidades do seu
sector.
É ainda de pôr em destaque a forma
como se comportou quando as forças
que comandava sofreram uma
fortíssima emboscada. Conseguindo
que o pessoal reagisse imediatamente
e com a maior agressividade,
provocou a debandada do poderoso e
numericamente superior grupo inimigo
fortemente armado, que inicialmente
conseguira vantagens. Embora ferido,
continuou no comando da sua tropa,
mantendo-se no local da emboscada
até à chegada de reforços e, sem
perder a calma, dispôs os seus
homens para a eventualidade de nova
investida e providenciou pelo
tratamento dos feridos, procurando
manter o moral do pessoal, que a
acção do adversário abalara.

Cerimónia de imposição da Cruz de
Guerra de 3.ª classe ao Alferes
Mil.º de Artilharia Luís Manuel do
Carmo Oeiras Fernandes
