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Condecorações

José António Caetano, 1.º Cabo de Artilharia, da CArt495
 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

José António Caetano

 

1.º Cabo de Artilharia, n.º 69/63

 

Companhia de Artilharia 495

«EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»

 

Guiné: 22Jul1963 a 24Ago1965

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Louvor Individual

 

 

José António Caetano, 1.º Cabo de Artilharia, n.º 69/63;


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) «NÃO FALTA CERTO NOS PERIGOS» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 17 de Julho de 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, integrado na Companhia de Artilharia 495 (CArt495) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 22 de Julho de 1963;


A sua subunidade de artilharia, comandada pelo Capitão de Artilharia Ângelo Rafael Leiria Pires, após curta permanência em Bissau e sendo atribuída ao Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER NUNCA», seguiu em 25 de Setembro de 1963 para o subsector de Aldeia Formosa, então criado, onde substituiu um pelotão da Companhia de Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»; Em 25 de Outubro de 1963, um pelotão foi destacado para ocupar a povoação de Colibuia e em 04 de Fevereiro de 1964 e 23 de Fevereiro de 1964 outros pelotões ocuparam também as povoações de Guileje e Cumbijã, aquela após sobreposição com a Companhia de Caçadores 726 (CCac726) e seu reforço, até 10 de Janeiro de 1965; após substituição dos efectivos destacados em Colibuia e Cumbijã, a partir de 24 de Maio de 1965, a subunidade foi rendida no subsector de Aldeia Formosa pela Companhia de Caçadores 764 (CCac764) «EX UNGUE LEONEM», em 01 de Junho de 1965; em 01 de Junho de 1965, substituindo a Companhia de Caçadores 799 (CCac799), assumiu a responsabilidade do subsector de Nhacra, com um pelotão em Satim, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER NUNCA», com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área; em 12 de Agosto de 1965, foi substituída no subsector de Nhacra pela Companhia de Artilharia 565 (CArt565) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» e recolheu a Bissau a fim de aguardar o embarque de regresso.


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 18, de 20 de Novembro de 1964, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa;


No dia 24 de Agosto de 1965, embarcou no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 31 de Agosto de 1965.


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, pela Portaria de 12 de Abril de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª série, de 1966, e referenciado no Jornal do Exército n.º 78, página 34, de Junho de 1966:

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe


1.° Cabo de Artilharia, n.º 69/63
JOSÉ ANTÓNIO CAETANO
 

CArt495 - RAL1
GUINÉ


1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª série, de 1966.


Por Portaria de 12 de Abril de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O 1.º Cabo n.º 69/63, José António Caetano, da Companhia de Artilharia n.º 495 integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores n.º 513 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o seguinte louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 18, de 20 de Novembro de 1964, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa, ao 1.º Cabo n.º 69/63, José António Caetano, da Companhia de Artilharia n.º 495 integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores n.º 513 — Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, pelas excelentes qualidades militares evidenciadas durante um ataque do inimigo porque, durante as oito horas que o mesmo durou e debaixo de fogo intenso, fez o remuniciamento de quase todos os postos de combate, circulando em terreno descoberto com manifesto desprezo pela sua segurança.


Esta praça, que já se distinguira em outras acções de patrulhamento, merece pela sua calma, coragem e desprezo pelo perigo ser apontado como exemplo de corajosa dedicação e do mais alto espírito militar.

 


 

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