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Condecorações

António Carreiro Barbosa, Alferes Mil.º de Artilharia

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

António Carreiro Barbosa

 

Alferes Miliciano de Infantaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Artilharia 640

«LUTAR E VENCER»

 

Guiné: 03Mar1964 a 27Jan1966

 

António Carreiro Barbosa, Alferes Miliciano de Infantaria, nascido no ano de 1939, na freguesia da Relva, concelho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores;


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 25 de Fevereiro de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Alfredo da Silva, como comandante de pelotão da Companhia de Artilharia 640 (CArt640) «LUTAR E VENCER», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 03 de Março de 1964;


A sua subunidade de artilharia, comandada, sucessivamente, pelos Capitães de Artilharia Carlos Alberto de Matos Gueifão e José Eduardo Martinho Garcia Leandro, após um curto período de permanência em Bissau, onde se integrou no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600), em substituição da Companhia de Artilharia 349 (CArt349), e efectuou a instrução de adaptação operacional em Bissau e Nhacra. Destacou dois pelotões para realização de operações na região de Cuntima, a partir de 24 de Março de 1964, em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA».


Em 08 de Abril de 1964, foi deslocada para Farim para actuação em operações nas regiões de Jumbembém, Cuntima e Jabicó, em reforço temporário do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA», e depois do Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE», em 11 de Maio de 1964, foi substituída pela Companhia de Cavalaria 487 (CCav487) e recolheu a Bissau até 20 de Maio de 1964.


Em 21 de Maio de 1964, um pelotão tomou parte na operação "Jacaré" para ocupação e instalação em Sangonhá, para onde a subunidade se deslocou, por fracções, entre 25 de Maio e 22 de Junho de 1964, tendo repelido um forte ataque desencadeado em 24 de Maio de 1964 e causado pesadas baixas ao inimigo.


Em 25 de Junho de 1964, na sequência da operação "Veloz", ocupou também com dois pelotões, a localidade de Cacoca, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER NUNCA» e depois do Batalhão de Caçadores 1861 (BCac1861) «UNUM ET FORTITER». Pelo armamento e munições capturadas e baixas causadas ao inimigo, destacam-se a operação "Gira", na região de Bantael Silá e um golpe de mão efectuado à tabanca de Mareia em 24 de Julho de 1965, entre outras.


Em 08 e 14 de Janeiro de 1968, foi rendida no subsector de Sangonhá, por troca, pela Companhia de Caçadores 1477 (CCac1477), sendo colocada em Bissau, integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA», com vista à sua utilização na segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 26 de Janeiro de 1966, foi substituída no sector de Bissau pela Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497) do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876) «DETERMINAÇÃO – TENACIDADE – AGRESSIVIDADE», a fim de efectuar o embarque de regresso.


Em 27 de Janeiro de 1966, regressou à Metrópole.


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné Portuguesa, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 14 de Junho de 1966, publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 23 de Junho de 1966, do Quartel-General do Comando Territorial Independente da Guiné;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 22 de Março de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 8 – 2.ª série, página 798, de 15 de Abril de 1966:


Alferes Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO CARREIRO BARBOSA
 

CArt640 - RAP2
GUINÉ


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 8 – 2.ª série, página 798, de 15 de Abril de 1966.


Por Portaria de 22 de Março de 1966:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, António Carreiro Barbosa, da Companhia de Artilharia n.º 640, integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores n.º 513 - Regimento de Artilharia Pesada n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 23 de Junho de 1966, do Quartel-General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Por seu despacho de 14 de Junho de 1966, louvou o Alferes Miliciano de Infantaria, António Carreiro Barbosa, pelo modo altamente meritório como sempre se houve nas funções que desempenhou.


Quer nas múltiplas operações em que tomou parte, na zona de Farim e posteriormente na zona de Sangonhá-Cacoca, onde deu provas de grande serenidade e fria coragem debaixo de fogo, incitando os seus homens à luta com o seu exemplo, quer na construção do aquartelamento de Cacoca, a partir do nada, que dirigiu e animou com o seu entusiasmo e trabalho, tornando-o num dos melhores aquartelamentos do Sul da Província, mostrou-se sempre de uma eficiência digna de realce.


Salienta-se ainda a sua dedicação na conquista psicológica das populações e no melhoramento do seu modo de vida, bem como os magníficos resultados conseguidos dos informadores e das populações fronteiriças, além do interesse mostrado na direcção das Escolas Regimentais do Destacamento, conseguindo que todo o pessoal prestasse com êxito as provas de exame a que se apresentou.


Oficial dotado de invulgares qualidades, disciplinado e disciplinador, diligente, desembaraçado, excelente camarada, possuidor de grande espírito de iniciativa e de sacrifício, perfez um conjunto de serviços que muito justamente devem ser realçados.


Em 10 de Junho de 1966, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, em Lisboa, foi-lhe imposta a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe (referenciado no Diário de Lisboa, n.º 15618, página 7, de 11 de Junho de 1966):

 

 

 

 

 


 

 

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