"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Tombou em combate
no dia 22 de Março de 1966:

José
Alberto de Carvalho Pereira
Alferes Mil.º de
Infantaria
Comandante de pelotão da
Companhia de Artilharia 732
Batalhão de
Artilharia 733
«VALOROSOS,
AUDAZES, CORAJOSOS»
Guiné: 14Out1964 a 12Mar1966 (data
do falecimento)
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
José Alberto de Carvalho Pereira,
Alferes Mil.º de Infantaria, nascido
na freguesia de São Cristóvão e São
Lourenço, concelho de Lisboa,
filho
de José Pereira e de Maria Luísa
Carvalho Pereira, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Ligeira 1 (RAL1 -
Sacavém) «NÃO FALTA CERTO NOS
PERIGOS» - «EM PERIGOS E
GUERRAS
ESFORÇADOS» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No dia 08 de Outubro de 1964, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Niassa’, como
comandante
de pelotão da Companhia de
Artilharia 732 (CArt732) do Batalhão
de Artilharia 733 (BArt733)
«VALOROSOS, AUDAZES, CORAJOSOS»,
rumo ao estuário do Geba, onde
desembarcou no dia 14 de Outubro de
1968;

A sua subunidade de artilharia,
comandada pelo Capitão de Artilharia
Guy Stélio Pereira de Mgalhães, após
o empenhamento operacional, com base
em Saliquinhedim,
em
reforço do Batalhão de Cavalaria 705
(BCav705) «CAVALEIROS MARINHOS» -
«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»,
de 31 de Outubro de 23 de Novembro
de 1964, instalou-se em
Mansoa,
em reforço do Batalhão de Artilharia
645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» -
«BRAVOS, LEAIS E FIÉIS», como
subunidade de intervenção e reserva
do sector, de 05 de Dezembro de
1964
a 28 de Maio de 1965, tendo actuado
nas regiões de Santambato, Maqué e
Cubonge, entre outras, tendo também
destacado dois pelotões para reforço
do Batalhão de Caçadores 507
(BCac507), de 22 de
Fevereiro
a 03 de Março de 1965, em Bula; em
06 de Junho de 1965, rendendo a
Companhia de Cavalaria 489
(CCav489), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Cuntima, ficando integrada no
dispositivo
e manobra do Batalhão de Cavalaria
490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE» e
seguidamente do seu batalhão.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
05, de 03 de Fevereiro de 1966, do
Quartel-General do Comando
territorial Independente da Guiné;
Faleceu no dia 12 de Março de 1966,
em Cuntima, em consequência de
ferimentos em combate;
Paz à sua Alma
Está inumado no cemitério do Alto de
São João, em Lisboa.
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, a título
póstumo, pela Portaria de 06 de
Dezembro de1966, publicado na Ordem
do Exército n.º 1 – 2.ª série,
página 5, de 01 de Janeiro de 1967,
e referenciado na página 44 do
Jornal do Exército n.º 86, de
Fevereiro de 1967:
Alferes
Miliciano de Infantaria
JOSÉ ALBERTO DE CARVALHO PEREIRA
CArt732/BArt733 - RAL1
GUINÉ
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 1 – 2.ª
série, página 5, de 01 de Janeiro de
1967.
Por Portaria de 06 de Dezembro de
1966:
Condecorado, a título póstumo, com a
Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na
Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano de Infantaria,
José Alberto de Carvalho Pereira, da
Companhia de Artilharia n.º 732 do
Batalhão de Artilharia n.º 733 -
Regimento de Artilharia Ligeira n.º
1.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
05, de 03 de Fevereiro de 1966, do
Quartel-General do Comando
territorial Independente da Guiné):
Louvo o Alferes Miliciano de
Infantaria, José Alberto de Carvalho
Pereira, da Companhia de Artilharia
n.º 732 do Batalhão de Artilharia
n.º 733, porque durante o tempo em
que tem prestado serviço na sua
Companhia, demonstrou ser um militar
altamente disciplinado e
disciplinador.
Mercê das suas grandes qualidades de
trabalho e espírito de sacrifício,
tem-se revelado um precioso auxiliar
do seu Comandante de Companhia nas
diversas funções inerentes ao
Comando. Inicialmente como
comandante do Pelotão de
Acompanhamento soube instruir com
muita eficiência o seu pessoal, de
que resultou presentemente conseguir
dele elevado rendimento, incutindo
no espírito dos militares a
necessidade imperiosa do cumprimento
da sua missão específica de apoiar
com o fogo das armas colectivas os
seus camaradas, em todas as
situações, abstraindo mesmo, se
necessário, a própria defesa
imediata e individual.
Posteriormente assumindo o comando
do 2.º Grupo de Combate, em
sobreposição com as funções de
adjunto do comandante da Companhia,
soube sempre empenhar esse Grupo com
muito acerto e saber, evidenciando
possuir debaixo de fogo inimigo,
decisão, coragem, serenidade e
sangue frio, contribuindo em alto
grau para a manutenção do elevado
nível moral dos seus subordinados
directos mesmo nas situações mais
adversas. O Alferes Miliciano
Carvalho Pereira aparece sempre nos
locais de perigo, tomando as
decisões mais adequadas para
aniquilar o inimigo, nunca
desprezando tomar as medidas que
garantam a segurança do seu pessoal.
Por todas estas qualidades
demonstradas, cedo se impôs à
consideraão e estima dos seus
subordinados, camaradas e
superiores, pelo que deve ser
apontado como um belo exemplo a ser
seguido, visto pertencer à categoria
dos militares que um comando sempre
se orgulha em ter sob as suas
ordens.
