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Condecoração

Manuel Marques Ferreira, Alferes Mil.º Pára-Quedista na situação de disponibilidade

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA
 Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Manuel Marques Ferreira
 

Alferes Mil.º Pára-Quedista na situação de disponibilidade
 

Comandante do 3.º Pelotão da
 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA»
 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»

 

Guiné: 11Jul1972 a 01Jan1974

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1972 – 74”


 

Manuel Marques Ferreira, Alferes Mil.º Pára-Quedista, nascido no dia 05 de Maio de 1949, na freguesia de Sobreira Formosa, concelho de Proença-a-Nova, filho de António Ferreira e de Maria Emília;


Em 07 de Julho de 1970, incorporado no Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES»;


Em 02 de Fevereiro de 1971, como 1.º Cabo Miliciano, frequenta o 65.º Curso de Paraquedismo Militar no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», o qual veio a concluir no dia 03 de Março de 1971, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 9405;


Em 18 de Junho de 1971, frequentou no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» o Curso de Instrução de Combate;


Em 25 de Março de 1972, na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», concluiu o Curso de Oficiais Milicianos (COM) e promovido a Aspirante-a-Oficial Miliciano Pára-Quedista;


Em 28 de Abril de 1972, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» concluiu o Curso de Técnicas de Instrução;


Em 10 de Julho de 1972, graduado em Alferes Miliciano Pára-Quedista, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 27 – 2.ª série, de 30 de Setembro de 1972;


Em 11 de Julho de 1972, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como comandante do 3.º Pelotão da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 (CCP121) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»;


Em 01 de Novembro de 1973, promovido a Alferes Miliciano Pára-Quedista;


Em 01 de Janeiro de 1974, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1972 – 74”;


Em 29 de Maio de 1974, passa à situação de disponibilidade como Alferes Miliciano Pára-Quedista;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe por feitos em combate na Província Ultramarina, por despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) de 23 de dezembro de 1976:


Alferes Miliciano Pára-Quedista
MANUEL MARQUES FERREIRA
 

CCP121/BCP12 – RCP
Guiné


Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe


Despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) de 23 de Dezembro de 1976


Manda o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, com base em proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, louvar o Alferes Miliciano Pára-Quedista MANUEL MARQUES FERREIRA, pelo seu elevado sentido do dever, espírito de missão e excelente exemplo de combatente de eleição de que deu provas durante a sua comissão de serviço, no Teatro de Operações da Guiné, a par da frutuosa colaboração dispensada ao comando da companhia.


Durante a actuação operacional, merece particular relevo o seu comportamento na OPERAÇÃO “COBRA ONDULANTE”, em que, corajosa e decididamente, colaborou no assalto a uma posição do adversário, comandando o seu grupo de combate com inegável determinação e eficácia, não obstante as naturais dificuldades e riscos que envolviam a missão, na Operação “BISTURI NEGRO” em que ressaltou o seu desembaraço, elevada noção do dever e abnegação, serenidade e sangue-frio ao transportar, às costas e para o abrigo, um guia que havia sido ferido pelo adversário, alheando-se do perigo a que se expunha durante uma situação de contacto pelo fogo; na Operação “TIGRE PODEROSO”, ocorrido em região de grande actividade operacional e fortemente pressionada pelo adversário, no Sul da Província, evidenciou, este oficial, acentuada ousadia e decisão em toda a vasta colaboração dispensada, não se poupando a esforços para que a missão da sua subunidade fosse cumprida com o melhor êxito.


Pelo excelente conjunto de qualidades reveladas e seu destacado valor como combatente, o Alferes FERREIRA dignificou as Tropas Pára-quedistas e tornou-se credor de público reconhecimento, bem merecendo justa recompensa pelos seus serviços prestados em campanha.

 

 

 

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