Miguel
Ferreira da Costa, 1.º Cabo
Pára-Quedista na situação de
disponibilidade, nascido no dia
25 de Julho de 1950, na
freguesia de Negreiros, concelho
de Barcelos;
Em
11 de Fevereiro de 1971,
incorporado no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Em Agosto de 1971, concluiu o
70.º Curso de Paraquedismo
Militar e obteve o brevet n.º
10831;

Em 09 de Julho de 1972,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos)

«QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»
para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné,
integrado na Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 122
«GLORIOSA»
do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA» da Zona
Aérea
de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Durante uma sessão de treino na
carreira de tiro do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA», um incidente
com a sua arma (MG42) fez com
que partisse os
dentes
da frente (nota
- Informação do próprio:
passados mais de 50 anos, luta
para conseguir ter direito a
apoio do Estado Português, pois
precisa de mudar a prótese
dentária devido àquele
ferimento);
Em 1973, durante a operação
“LEÃO JOVIAL”, ferido em
combate;
Em Janeiro de 1974, distinguido
com o Prémio Governador da Guiné
por feitos em combate no teatro
de operações da Guiné;

Transcrição do texto da imagem:
PRÉMIO
GOVERNADOR DA GUINÉ
O Secretário de Estado da
Aeronáutica, General Tello
Polleri, que se encontrava
acompanhado pelo Chefe do
Estado-Maior da Força Aérea,
General Correia Mera, e pelo
Chefe do seu Gabinete, Coronel
Tirocinado Telles Pereira,
recebeu o 1.º Cabo Pára-Quedista
Miguel Ferreira da Costa, do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 12,
distinguido com o «Prémio
Governador da Guiné» pelas altas
qualidades militares reveladas
ao longo da sua comissão de
serviço. No louvor que lhe foi
conferido pelo comandante da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
salienta-se que «no desempenho
de funções operacionais,
desenvolveu actividade de muito
merecimento, demonstrando
possuir um somatório muito
elevado de qualidade, que o
classificam como militar da
melhor estirpe e combatente de
eleição». O Secretário de Estado
da Aeronáutica, depois de
felicitar o 1.º Cabo
Pára-Quedista Miguel Ferreira da
Costa, fez-lhe a entrega de uma
lembrança.

Em
1974, agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda “Guiné 1972 – 74”,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 138 do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA» (nota
– informação do próprio: nunca
lhe foi comunicado ou entregue
tal condecoração);
Em
13 de Abril de 1974, regressou à
Metróple;
Em 01 de Agosto de 1974, passou
à sua situação disponibilidade;
Agraciado com a Medalha da Cruz
de Guerra de 4.ª classe por
feitos em combate na Província
Ultramarina da Guiné, publicado
na Ordem de Serviço n.º 48 do
Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de 11 de Outubro de
1974, e na Ordem de Serviço n.º
85 da Base Escola de Tropas
Paraquedistas, de 13 de Dezembro
de 1975 (nota
– informação do próprio: nunca
lhe foi comunicado ou entregue
tal condecoração):
Primeiro
Cabo Pára-quedista
MIGUEL FERREIRA DA COSTA
Medalha da Cruz de Guerra de 4ª
Classe
Ordem de Serviço n.º 48 do
Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné (CCFAG) de 11 de
outubro de 1974
“Louvado pelo Comandante da
ZACVG (Zona Aérea de Cabo Verde
e Guiné), porque durante os 15
meses da sua comissão de serviço
na Companhia de Caçadores
Pára-quedistas n.º 122, sempre
no desempenho de funções
operacionais desenvolveu
actividade de muito
reconhecimento, demonstrando ser
um militar aprumado, de muitas
elevadas qualidades, que o
classificam como militar da
melhor estirpe e combatente de
eleição.
Disciplinado e muito correcto,
possuidor de um caráter franco e
leal, constitui um exemplo a
seguir, granjeando a
consideração, respeito e estima
de todos os elementos da
Companhia.
Promovido ao actual posto por
escolha, e mérito próprio, foi
posteriormente considerado pelos
graduados e praças, a melhor
praça da sua secção, demonstrou
possuir extraordinário espírito
de missão, elevado sentido do
dever, espírito de sacrifício e
iniciativa.
Tomando parte na totalidade das
missões, digo, operações
efectuadas pela sua Companhia,
sendo sempre voluntário para as
mais difíceis e duras acções,
ocupando sempre as mais
arriscadas posições, mesmo nos
momentos mais críticos dos
contactos de fogo com o inimigo,
impondo-se com a sua coragem,
valentia, sangue-frio, arrojo e
determinação.
Pelo seu comportamento em
operações, pelas suas qualidades
morais e militares, e pela forma
como cumpriu as suas obrigações
de serviço, o 1.º Cabo COSTA,
revelou-se um militar de muito
valor, merecendo ser apontado
como exemplo de militar que
honra e dignifica as Tropas
Pára-quedistas.”

