Virgílio Augusto Teixeira, 1.º
Cabo de Infantaria, n.º 60762170,
natural da freguesia de Adeganha,
concelho de Moncorvo, distrito de
Bragança;
Mobilizado pela Região Militar de
Angola (RMA)
«CONSTANTE E FIEL» -
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE» para
servir Portugal naquela Província
Ultramarina, integrado Companhia de
Caçadores 1306 «E DO NORTE À GLÓRIA»
do Regimento de Infantaria 22 «DO
SUL A SENTINELA»,
daquela Região
Militar;

Louvado por feitos em combate na
Província Ultramarina de Angola,
publicado na Ordem de Serviço n.º
08, de 29 de Janeiro de 1971, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de
20 de Março de
1971, publicado na Ordem do Exército
n.º 17 – 3.ª série, de 1971;
Distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Angola,
publicado no Jornal do Exército n.º
138, página 24 de Junho de 1971.
-----------------------
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 60762170
VIRGÍLIO AUGUSTO TEIXEIRA
CCac1306 - RI22 - RMA
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 17 – 3ª série, de 1971.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 20 de
Março de 1971, o 1.º Cabo n.º
60762170, Virgílio Augusto Teixeira,
da Companhia de Caçadores n.º 1306
do Regimento de Infantaria n.º 22
(antigo Regimento de Sá da
Bandeira).
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
08, de 29 de Janeiro de 1971, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Louvado o 1.º Cabo n.º 60762170,
Virgílio Augusto Teixeira, da
Companhia de Caçadores n.º 1306 do
Regimento de Infantaria n.º 22,
porque, no decorrer duma emboscada
montada pelo inimigo, depois de
ferido por estilhaços, que lhe
deixaram o rosto ensanguentado,
nunca perdeu a serenidade, fazendo
sempre fogo com a sua arma e
mantendo-se em constante movimento,
de forma a mais eficazmente fazer
frente a um adversário que se
mostrava muito aguerrido.
Vendo que o condutor de uma viatura
civil se encontrava gravemente
ferido e que o inimigo continuava a
alvejá-lo, conseguiu, com muita
calma, retirar o ferido de dentro da
cabine da viatura, colocando-o numa
valeta para melhor protecção.
De seguida, voltou à luta com a
mesma determinação e energia,
contribuindo para pôr os elementos
hostis em fuga desordenada.
Com este comportamento revelou o 1.º
Cabo Virgílio Teixeira, muita
coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo, sangue-frio e
assinalável solidariedade para com
um elemento civil, mostrando que
possui a exacta noção dos seus
deveres de militar, pelo que merece
ser apontado como exemplo.