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Condecorações

António dos Santos Alexandre, Capitão Mil.º de Infantaria, da CCac1419

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

António dos Santos Alexandre

 

Capitão Mil.º de Infantaria

 

Comandante da

 

Companhia de Caçadores 1409

«OS FACAS»

 

Batalhão de Caçadores 1857

«TRAÇAMOS A VITÓRIA»

 

Guiné: 06Ago1965 a 03Mai1967

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Louvor Individual

 

António dos Santos Alexandre, Capitão Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 31 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, como comandante da Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419) «OS FACAS» do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 06 de Agosto de 1965;


A sua subunidade de infantaria ficou inicialmente colocada em Bissau, em substituição da Companhia de Artilharia 496 (CArt496) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão, com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área e cumulativamente, com a função de intervenção e reserva do Comando-Chefe; efectuou a adaptação operacional na região de Mansoa, sob orientação do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIEIS», a partir de 17 de Agosto de 1965, após o que tomou parte numa operação na região de Damé, efectuada em 17 de Setembro de 1965; substituída no sector de Bissau pela Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485) «… E ASSIM NASCEU BIAMBE», foi atribuída, a partir de 24 de Outubro de 1965, ao Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIEIS» e colocada em Bissorã, com um pelotão destacado em Olossato, em reforço da guarnição local e onde substituiu a Companhia de Artilharia 566 (CArt 566) «BRACOS E SEMPRE LEAIS»; em 11 de Janeiro de 1966, por saída da Companhia de Artilharia 643 (CArt643) do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIEIS», assumiu a responsabilidade do subsector de Bissorã, mantendo um pelotão destacado em Olossato e, a partir de 18 de Junho de 1966, outro em Ponte Maqué, ainda na dependência do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIEIS» e depois integrada no seu batalhão; em. Em 31 de Outubro de 1966, substituída pela Companhia de Artilharia 1525 (CArt1525) «FALCÕES DE BISSORû - «MAIS ALTO E MAIS ALÉM», do antecedente ali colocada em reforço da guarnição, foi transferida para Mansabá, no mesmo sector, em reforço da guarnição local e intervenção naquela área tendo assumido, transitoriamente, a responsabilidade do subsector de Mansabá, depois da saída da Companhia de Caçadores 1421 (CCac1421) «K3 – OIO» do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA»; em 26 de Abril de 1967 foi substituída pela Companhia de Cavalaria 1617 (CCav1617) do Batalhão de Cavalaria 1897 (BCav1897) e recolheu, seguidamente, a Bissau a fim de aguardar o embarque de regresso.


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe por feitos em combate no teatro de operações na Guiné Portuguesa, pela Portaria de 03 de Janeiro de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, de 01 de Março de 1967, página 517, e no Jornal do Exército n.º 87, de Março der 196, página 44.
 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Capitão Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO DOS SANTOS ALEXANDRE
 

CCac1419/BCac1857 - RI2
GUINÉ


1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, de 01 de Março de 1967, página 517.


Por Portaria de 03 de Janeiro de 1967:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Capitão Miliciano de Infantaria, António dos Santos Alexandre, do Batalhão de Caçadores n.º 1857 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Louvado o Capitão Miliciano de Infantaria, António dos Santos Alexandre, pelas suas excelentes qualidades de comando, que se traduzem num perfeito controlo da sua Companhia, com nítida relevância no aspecto operacional.


Tendo tomado parte na totalidade das operações em que a sua Companhia foi chamada a intervir, num dos sectores mais difíceis do Batalhão, teve sempre comportamento exemplar, decidindo com inteligência e perfeita eficácia, conseguindo êxitos consideráveis quando actuando isoladamente ou, contribuindo largamente para eles, quando actuando em conjunto com outras Subunidades.


A sua acção persistente e contínua na área de responsabilidade da sua Companhia, tem concorrido bastante para o desmembramento do dispositivo inimigo, não só pelo importante número de baixas infligidas, como pelo material apreendido e, ainda, pela quantidade de acampamentos totalmente destruídos.


A sua actuação em combate caracteriza-se pela conduta permanente das suas tropas, nunca se eximindo a ocupar as posições de maior perigo.


Nomeadamente nas operações "Bloco II" e "Esmeralda" foi visado directa e pessoalmente por elementos inimigos com fogo de armas automáticas e lança-granadas foguete, tendo demonstrado ser possuir em alto grau de muita coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e muito sangue-frio. Que assim é prova-o o facto de na primeira das operações mencionadas ter conseguido manobrar a sua Companhia, depois de ter estado exposta mais de duas horas a intenso fogo inimigo, em terreno descoberto e por ele dominado, tendo com a sua acção decidida e enérgica obrigado o referido inimigo a romper o contacto; na segunda, a perseguição que moveu ao inimigo em fuga foi orientada por forma a fazê-lo cair numa emboscada das nossas tropas, onde se obteve sucesso apreciável.


Posteriormente, na operação "Embuste", organizou um grupo de cerca de dez elementos, escolhidos entre homens de reconhecido valor combativo, do qual fez parte, e, numa acção digna dos maiores encómios, comandou pessoalmente um golpe de mão a um grupo de três sentinelas inimigas, as quais capturou com o seu armamento. Esta acção, protótipo das destinadas a força altamente especializada, foi perfeita pela concepção e pela execução, o que só é possível mercê do valor pessoal do seu comando e dos seus executantes.


Oficial honesto e diligente, usando de lealdade para o Comando no mais alto grau, demonstrou que o seu oferecimento para servir no Exército, como Capitão Miliciano de Infantaria, é produto da sua vocação e integral dedicação à carreira das armas.

 

 

 

 

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