"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Fernando
Vieira Sampaio
1.º Cabo de
Infantaria, n.º 548/65
Companhia de
Caçadores 1420
«OIO»
Batalhão de Caçadores 1857
«TRAÇAMOS A VITÓRIA»
Guiné:
06Ago1965 a 03Mai1967
Cruz de Guerra de 3.ª classe
2
Louvores Individuais
Fernando Vieira Sampaio, 1.º Cabode
Infantaria, n.º 548/65;
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2
- Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO»
para servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No
dia 31 de Julho de 1965, na Gare
Marítima da rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Niassa', integrado na Companhia de
Caçadores 1420 (CCac1420) do
Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA»,
rumo ao estuário do Geba (Bissau),
onde
desembarcou
no dia 6 de Agosto de 1965;
A sua subunidade de infantaria,
comandada, sucessivamente, pelos
Capitães
de Infantaria Manuel dos Santos
Caria e Herberto Amaro Vieira
Nascimento e pelo Capitão Mil.º de
Infantaria Adolfo Melo Coelho de
Moura, foi desde logo atribuída ao
Batalhão de Caçadores 1860
(BCac1860), assumindo a
responsabilidade
do subsector de Fulacunda, em 10 de
Agosto de 1965, onde rendeu a
Companhia de Artilharia 565
(CArt565)
«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»; em 08 de
Janeiro de 1966, foi substituída
pela Companhia de Caçadores 1487
(CCac1487) e foi transferida para
Bissorã, onde chegou em 12 de
Janeiro de 1966 e ficou colocada em
reforço da guarnição
local,
ficando integrada no dispositivo e
manobra do seu batalhão; destacou
pelotões para Mansoa e Olossato, por
períodos curtos; em 25 de Fevereiro
de 1966, por troca com a Companhia
de Artilharia 1525 (CArt1525)
«FALCÕES DE BISSORû - «MAIS ALTO E
MAIS FORTE», foi deslocada para
Mansoa, como
subunidade
de intervenção e reserva do sector,
tendo actuado em várias operações
realizadas nas regiões de Cambajo,
Braia, Olom e Benifo entre outras;
em 31 de Julho de 1966, substituída
na intervenção pela Companhia de
Caçadores 816 (CCac816)
«JUSTIÇA
E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS», assumiu a
responsabilidade do subsector de
Mansoa, com destacamentos em Cutia e
Braia, tendo rendido a Companhia de
Artilharia 1486 (CArt1486) «OS
LOBOS»; em 01 de
Novembro
de 1966, por troca com a Companhia
de Caçadores 816 (CCac816) «JUSTIÇA
E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS», voltou à missão de
intervenção e reserva do sector,
tendo destacado um pelotão para
Olossato a partir de 03 de Janeiro
de 1967, em reforço da guarnição
local; em 07 de Fevereiro de 1967,
novamente por troca com a Companhia
de Caçadores 816 (CCac816) «JUSTIÇA
E LUTA» - «SEMPRE
EXCELENTES
E VALOROSOS», voltou a assumir a
responsabilidade do subsector de
Mansoa, agora com um pelotão
destacado
cm Jugudul; em 03 de Maio de 1967,
foi rendida no subsector de Mansoa
pela Companhia de Cavalaria 1615
(CCav1615) do Batalhão de Cavalaria
1897 (BCac1897) e recolheu a Bissau,
a fim de efectuar o embarque de
regresso.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné
Portuguesa, publicado na Ordem de
Serviço n.º 11, de 02 de Março de
1966, do Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné;
Novamente louvado por feitos em
combate no teatro de operações da
Guiné Portuguesa, publicado na Ordem
de Serviço n.º 14, de 23 de Março de
1967, do Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, pela Portaria
de 09 de Maio de 1967, publicada na
Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª
série, de 1967, e referenciado no
Jornal do Exército n.º 91, página
36, de Julho de 1967:
Cruz de Guerra de 3.ª classe
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 548/65
FERNANDO VIEIRA SAMPAIO
CCac1420/BCac1857 - RI2
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª
série, de 1967.
Por Portaria de 09 de Maio de 1967:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O 1.º Cabo n.º 548/65, Fernando
Vieira Sampaio, da Companhia de
Caçadores n.º 1420 do Batalhão de
Caçadores n.º 1857 - Regimento de
Infantaria n.º 2.
Transcrição dos louvores que
originaram a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
14, de 23 de Março de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o 1.º Cabo n.º 548/65,
Fernando Vieira Sampaio, da
Companhia de Caçadores n.º 1420,
porque durante o período de dois
meses em que vem desempenhando
funções de Sargento comandando uma
das Secções do Grupo de Combate "Os
Insaciáveis", tem mostrado
extraordinárias qualidades de
coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo e sangue-frio.
Especialmente nas operações "Flecha"
e "Finca Pé", a sua acção
contribuiu, de uma maneira notável,
para a destruição do aquartelamento
inimigo de "Cubonja" e para
destroçar um forte grupo armado
inimigo a quem foram produzidas
pesadas baixas em pessoal e grandes
perdas em material.
(Publicado na Ordem de Serviço
n.º 14, de 23 de Março de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvado o 1.º Cabo Atirador, n.º
548/65, Fernando Vieira Sampaio, da
Companhia de Caçadores n.º 1420,
porque integrado no Grupo de
Comandos "Insaciáveis" mostrou
qualidades de combate e de comando
dignas dos maiores elogios.
Tendo tomado parte em numerosas
operações durante dezanove meses de
serviço na Província da Guiné,
mostrou-se sempre, mesmo nas
situações mais críticas e em frente
do inimigo, corajoso, decidido e
duma calma extraordinária, sendo por
isso um óptimo auxiliar do seu
Comandante de Grupo, onde exerceu
durante cerca de quatro meses as
funções de Comandante de Secção.
Já louvado por actos em campanha,
voltou o 1.º Cabo Sampaio a ser
citado no relatório da emboscada
sofridas pelas Nossas Tropas no dia
23 de Fevereiro de 1967, durante a
qual, sempre de pé, bateu com o fogo
da sua arma os elementos inimigos
mais activos e, ainda, porque ao ver
um camarada seu, menos experiente em
campanha, embaraçado no manejo do
LGFog, correu para junto dele e
pegando-lhe na arma lançou algumas
granadas sobre os bandoleiros que
debandaram através da mata cerrada.
Correu posteriormente a socorrer os
seus camaradas feridos e ofereceu-se
voluntariamente para seguir na
viatura da frente, não olhando aos
riscos que daí poderiam advir.
Mais uma vez deu provas de serena
energia debaixo de fogo, coragem,
decisão e desprezo pelo perigo,
qualidades que aliadas ao seu
espírito abnegado o tornaram digno
de ser apontado como militar
perfeitamente mentalizado para este
tipo de guerra.
Disciplinado e muito correcto nas
relações com os seus camaradas,
impôs-se o 1.º Cabo Sampaio à
consideração de camaradas e
superiores, tornando-se por tudo
merecedor deste público louvor.
Em 03 de Maio de 1967, embarcou no
NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia 09 de Maio
de 1965.
