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Condecorações

António Joaquim Alves de Moura, Alferes Mil.º de Infantaria, cmdt. de peltão da CCac1424/BCac1858

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA  

 

 

António Joaquim Alves de Moura

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 1424

«A ÚNICA»

«ONIPRESENTES»

 

Batalhão de Caçadores 1858

«FIRMES E CONSTANTES»

 

Guiné: 24Ago1965 a 04Set1966 (data do falecimento)

 

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual

(Título póstumo)

 

António Joaquim Alves de Moura, Alferes Mil.º de Infantaria, natural da freguesia de Padornelos, concelho de Montalegre, filho de António Joaquim Moura e de Maria Dores Alves, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 18 de Agosto de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 1424 (CCac1424) «A ÚNICA» - «ONIPRESENTES» do Batalhão de Caçadores 1858 (BCac1858) «FIRMES E CONSTANTES», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 24 de Agosto de 1965;


A sua subunidade de infantaria seguiu em 05 de Setembro de 1965 para Bolama, a fim de efectuar a instrução de adaptação operacional nas regiões de Fulacunda e Nova Sintra sob orientação do Batalhão de Caçadores 1860 (BCac1860); passou depois à função de intervenção e reserva do Comando de Agrupamento 17 (ComAgr17) «QUERER É PODER», com vista à actuação em operações realizadas nas regiões de Cufar, Darsalame e Cafal, entre outras; em 16 de Janeiro de 1966, rendendo a Companhia de Caçadores 617 (CCac617) «VIS NON VISA MOVET» do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL», assumiu a responsabilidade do subsector de Cachil, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL» e depois do seu batalhão; após ter cedido dois pelotões para reforço da guarnição de Guileje, um em princípios de Janeiro de 1966 e outro em 27 de Janeiro de 1966 e ainda outro para reforço da guarnição de Mejo, a partir de meados de Fevereiro de 1966, ambas as guarnições na zona de acção do Batalhão de Caçadores 1861 (BCac1861) «UNUM ET FORTIER», assumiu, em 01 de Julho de 1966, a responsabilidade do subsector de Guileje por troca com a Companhia de Caçadores 726 (CCac726), mantendo um pelotão em Mejo e permanecendo outro em Culin.


Faleceu no dia 4 de Setembro de 1966, na Aldeia Formosa, a Este da tabanca inimiga de Balana Balanta, em consequência de ferimentos em combate;


Está inumado no cemitério da freguesia de Padornelos (Montalegre).


Paz à sua Alma.


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, pela Portaria de 03 de Março de 1967, publicada na na Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série, de 1967.

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Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Alferes Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO JOAQUIM ALVES DE MOURA
 

CCac1424/BCac1858 - RI15
GUINÉ


1.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série, de 1967.


Por Portada de 03 de Março de 1967:


Condecorado, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, António Joaquim Alves de Moura, da Companhia de Caçadores n.º 1424 do Batalhão de Caçadores n.º 1858 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0rdem do Exército)


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de Serviço, n.º 10/66, de 06 de Dezembro de 1966, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné, ao Alferes Miliciano de Infantaria, António Joaquim Alves de Moura, da Companhia de Caçadores n.º 1424, Batalhão de Caçadores n.º 1858, Regimento de Infantaria n.º 15, com a seguinte redacção:


Porque, no decorrer da operação realizada no dia 04 de Setembro de 1966, demonstrou de forma excepcional grande valentia, eficiência, combatividade e sangue-frio.


Debaixo de intenso fogo inimigo, que já provocara várias baixas às nossas tropas, o Alferes Moura não hesitou em deslocar-se ao longo da zona onde se encontravam os seus homens, indiferente ao perigo, dando instruções e ordens extremamente oportunas e contribuindo largamente para o sucesso da reacção, pois esta provocou a fuga do inimigo.


Quando se encontrava na primeira linha, foi atingido mortalmente quando incitava uma vez mais os seus camaradas e subordinados a resistir à superioridade do fogo adverso.
Considero, pois, que o Alferes Moura se comportou com serena energia debaixo de fogo, decisão e bravura, que o honraram perante o inimigo, e acho-o credor do reconhecimento e admiração do Exército e da Nação.
 

 

 

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