

Alberto do Rosário Pereira
Furriel Mil.º
Enfermeiro
Companhia de Caçadores 1487
Guiné:
26Out1965 a 01Ago1967
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Louvor
Individual
Alberto do Rosário
Pereira, Furriel Mil.º Enfermeiro;
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 –
Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E
CONSTANTES» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 20 de Outubro de 1965, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Caçadores 1487
(CCac1487), rumo ao estuário do Geba
(Bissau), onde desembarcou no dia 26 de
Outubro de 1965;
A
sua subunidade de infantaria, comandada
pelo Capitão de Infantaria Alberto
Fernão de Magalhães Osório,
inicialmente,
ficou instalada em Bissau, na
dependência do Batalhão de Caçadores
1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA»,
tendo substituído a Companhia de
Caçadores 557 (CCac557) no dispositivo
de segurança e protecção das instalações
e
das
populações da área; de 10 a 18 de
Novembro de 1965, efectuou instrução de
adaptação operacional na região de
Mansoa, sob orientação do Batalhão de
Artilharia
645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS
E SEMPRE FIÉIS», tendo tomado parte numa
operação realizada na zona de Sabá; em
08 de
Janeiro
de 1966, rendendo a Companhia de
Caçadores 1420 (CCac1420) do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A
VITÓRIA», assumiu a responsabilidade do
subsector de Fulacunda, ficando
integrada no dispositivo e manobra do
Batalhão de Caçadores 1860
(BCac1860)
e efectuando várias operações nas
regiões de Naja (Braia), Jufá e Gã
Formoso, entre outras, de que se
destaca, pelos resultados obtidos, a
operação "Negaça", em 18 de Maio de
1966; em 15 de
Janeiro
de 1967, foi substituída pela Companhia
de Caçadores 1624 (CCac1624) e foi
colocada no subsector de Nhacra, com
destacamentos em Safim,
ponte
de Ensalmá, João Landim e Dugal, a fim
de render a Companhia de Caçadores 797
(CCac797), ficando integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Artilharia 1904 (BArt1904) «FIRMES E
GENEROSOS», com vista à segurança e
protecção das instalações e das
populações; em 31 de Julho de 1967,
foi
rendida no subsector de Nhacra pela
Companhia de Artilharia 1648 (CArt1648)
do Batalhão de Artilharia 1904
(BArt1904) «FIRMES E GENEROSOS», a fim
de efectuar o embarque de regresso.
Em 01 de Agosto de 1967, regressa à
Metrópole.
Louvado por feitos em combate na
Província Ultramarina da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º 15, de
30 de Março de 1967, do Quartel-General
do Comando Territorial independente da
Guiné;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 07 de Julho de 1967, publicado
na Ordem do Exército n.º 24– 3.ª série,
de 1967, e referenciado no Jornal do
Exército n.º 95, página 32, de Novembro
de 1967:
Furriel
Miliciano do Serviço de Saúde
ALBERTO DO ROSÁRIO PEREIRA
CCac1487 - RI15
GUINÉ
4.ª
CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª série de
1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª
classe, nos termos do artigo 12.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de
28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 07 de Julho de 1967: O Furriel
Miliciano, Alberto do Rosário Pereira,
da Companhia de Caçadores n.º 1487
integrada no dispositivo e manobra do
Batalhão de Artilharia n.º 1904 -
Regimento de Infantaria n.º 15.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 15,
de 30 de Março de 1967, do
Quartel-General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Louvo o Furriel Miliciano, enfermeiro,
Alberto do Rosário Pereira, da Companhia
de Caçadores n.º 1487, pela maneira
abnegada, eficiente e profundamente
dedicada como sempre tem desempenhado as
suas funções, não só no que respeita a
tratamento de pessoal militar, como
também no que se refere à população
civil.
Muito
correcto, sempre pronto a atender quem
dele necessita, revelou perfeita
compreensão dos seus deveres, quaisquer
que fossem as circunstâncias em que os
seus serviços se tornassem necessários,
designadamente debaixo de fogo em que
por diversas vezes se expôs,
completamente indiferente ao risco que
corria, para prestar socorros a feridos
em combate.
Ferido ele próprio, gravemente, em 18 de
Junho de 1966, durante a Operação
"Naja", na região de Jufá, dirigiu o
tratamento de outros feridos enquanto
não foi evacuado e em 06 de Dezembro de
1966, durante a Operação "Nortada", no
decorrer de um violento contacto com o
inimigo na mesma região e muito próximo
do local onde havia sido ferido
anteriormente, não hesitou em se dirigir
para junto de pessoal atingido e,
debaixo de fogo, lhe prestar a
assistência necessária.
Em todas as situações, demonstrou o
Furriel enfermeiro Rosário Pereira,
abnegação, eficiência, dedicação,
coragem, sangue-frio e total desprezo
pelo perigo, quando se tornou necessário
enfrentá-lo para cumprimento da sua
missão.
