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Condecorações

José da Assunção Lourenço, Alferes Mil.º de Infantaria, cmdt. de pelotão da CCac1497/BCac1876

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

 

José da Assunção Lourenço

 

Alferes Miliciano de Infantaria

 

Comandante de pelotão da

Companhia de Caçadores 1497

 

Batalhão de Caçadores 1876

«DETERMINAÇÃO - TENACIDADE - AGRESSIVIDE»

 

Guiné: 26Jan1966 a 04Nov1967

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Louvor Individual

 

José da Assunção Lourenço, Alferes Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 20 de Janeiro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497) «EXCELENTE E VALOROSO» do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876) «EXCELENTE E VALOROSO», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 26 de Janeiro de 1966;


A sua subunidade de infantaria, comandada, sucessivamente, pelo Capitão de Infantaria Carlos Alberto Coelho de Sousa e pelo Capitão Mil.º de Artilharia Carlos Manuel Morais Sarmento Ferreira, ficou igualmente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão, estacionando em Bissau, em substituição da Companhia de Artilharia 640 (CArt640) «LUTAR E VENCER», com vista á segurança e protecção das instalações e das populações da área; em 29 de Março de 1966, iniciou o deslocamento para Fajonquito, por escalões, a fim de render, por troca, a Companhia de Caçadores 674 (CCac674); em 12 de Abril de 1966, assumiu a responsabilidade do respectivo subsector de Fajonquito, com um pelotão destacado em Cambajú e depois outro em Tendinto, este a partir de 02 de Novembro de 1966, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA» - «JUNTOS VENCEREMOS» e depois do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) «FIRMES E CONSTANTES»; em 31 de Janeiro de 1967, foi rendida no subsector de Fanjonquito pela Companhia de Caçadores 1501 (CCac1501) do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) «FIRMES E CONSTANTES», tendo seguido para Binar a fim de substituir a Companhia de Cavalaria 789 (CCav789) do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»; em 02 de Fevereiro de 1967, assumiu a responsabilidade do subsector de Binar, ficando novamente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão; em 17 de Março de 1967, foi substituída em Binar pela Companhia de Caçadores 1498 (CCac1498) «CHOROU-VOS TODA A TERRA QUE PISASTE» - «OS VAGABUNDOS» do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876) «EXCELENTE E VALOROSO» e seguiu para Bissum (Naga), onde procedeu à construção do aquartelamento e assumiu a responsabilidade do respectivo subsector então criado; em 14 de Setembro de 1967, foi rendida no subsector de Bissum pela Companhia de Cavalaria 1747 (CCav1747) «UNOS E FIRMES» - «ÁGUIAS NEGRAS» e recolheu seguidamente a Bissau, onde substitui a Companhia de Artilharia 1742 (CArt1742) «JÁ PELLO NOME ANTIGO TÃO FAMOSA» - «OS PANTERAS» no dispositivo do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904) «FIRMES E GENEROSOS», com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área, tendo, entretanto, um pelotão permanecido em Bissum até 29 de Setembro de 1967; em 02 de Novembro de 1967, foi substituída no sector de Bissau pela Companhia de Caçadores 1549 (CCac1549) «JAGUDIS DA BOLANHA» do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888) «VENDO, TRATANDO E PELEJANDO», a fim de efectuar o embarque de regresso.


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, pela Portaria de 26 de Setembro de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 21 – 2.ª série, páginas 2568 e 2569, de 1 de Novembro de 1967 e no Jornal do Exército n.º 97, página 32, de Janeiro de 1968:


Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ DA ASSUNÇÃO LOURENÇO
 

CCac1497/BCac1876 - RI2
GUINÉ


1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 21 – 2.ª série, páginas 2568 e 2569, de 01 de Novembro de 1967.


Por Portaria de 26 de Setembro de 1967:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, José da Assunção Lourenço, da Companhia de Caçadores n.º 1497 do Batalhão de Caçadores n.º 1876 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército)

 
Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, José da Assunção Lourenço, da Companhia de Caçadores n.º 1497, Batalhão de Caçadores n.º 1876, Regimento de Infantaria n.º 2, porque, desde o início da sua comissão militar, patenteou sempre ser possuidor de excepcionais qualidades de aprumo, de disciplina, de correcção, de vontade de cumprir, de óptima formação moral e de excelente camarada.


Tendo assumido há quatro meses o comando da sua Companhia, por ter sido evacuado o seu Capitão, logo se impôs o Alferes Lourenço como um chefe à altura das circunstâncias, sendo citado por todos os seus camaradas, que o admiram, respeitam e seguem, pela sua reconhecida e várias vezes patenteada coragem física e moral, pela inteligência e lucidez do seu raciocínio, pela determinação e agressividade postas na acção face ao inimigo.


Em combate, o Alferes Lourenço a todos arrasta atrás de si, pela sua determinação e tenacidade no cumprimento da missão, carregando sempre sobre o inimigo, jamais retrocedendo ou torneando as dificuldades Em todas as acções de combate se impôs o Alferes Lourenço por inexcedíveis exemplos de coragem, decisão e energia postos na luta, mantendo debaixo de fogo uma serenidade e sangue-frio que a todos beneficamente contagia. Em todos os seus actos patenteia o Alferes Lourenço as suas reais qualidades de chefe em que o bom senso, a ponderação, a correcção e o aprumo militar fazem esquecer a sua juventude.


Suportando ataques frequentes ao seu aquartelamento, em vez de se deixar abater cria em si a vontade firme de retaliação e nas operações ou perseguições que move ao inimigo, evidenciou sempre essa vontade para se sobrepor e superiorizar a esse mesmo inimigo, que na sua região é forte, numeroso e aguerrido. Por estes factos, tem sido o Alferes Lourenço alvo de referên-cias muito elogiosos dos seus chefes.


Entre as operações que comandou destacam-se, pelos resultados obtidos e pela conduta em combate, as operações "Bum-bum", "Busca-busca", "Bisturi" e "Barbacã".


No contacto com as populações apresentadas e que se acolhem à protecção das nossas tropas, também a actuação do Alferes Lourenço tem sido deveras relevante, merecendo referências elogiosas no relatório de serviço da autoridade administrativa que se deslocou à região.


Por todos estes factos, reveladores de uma personalidade bem vincada como homem e como chefe, aliados à sua óptima formação moral, espírito de disciplina, camaradagem e esmerada educação, se impõe o Alferes Lourenço como exemplo bem vivo e real de uma juventude portuguesa que se bate abnegada, tenaz e generosamente pela sobrevivência de Portugal em África, honrando a Pátria e o Exército que serve, sendo digno de ser apontado à consideração de todos.


No dia 04 de Novembro de 1967, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 10 e Novembro de 1967.

 

No dia 10 de Junho de 1968, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, foi-lhe imposta a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe (in Diário de Lisboa, n.º 16335, página 11, de 11 de Junho de 1968.

 

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