"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Gil Frias de Sousa
Alferes Mil.º de
Infantaria, n.º 07122964
Companhia de Caçadores 1501
«HONRA E DEVER»
Batalhão de
Caçadores 1877
«FIRMES E
CONSTANTES»
Guiné:
26jan1966 a
06Out1967
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Gil Frias de Sousa, Alferes Mil.º
de Infantaria, n.º 07122964, nascido
no dia 14 de Dezembro de 1943;
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON
NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No dia 26 de Janeiro de 1966, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT
“Uíge”, como comandante de pelotão
da Companhia de Caçadores 1501
«HONRA E DEVER» do Batalhão de
Caçadores 1877 «FIRMES E
CONSTANTES», rumo
ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarca no
dia 26 de Janeiro de 1966;
A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria
Rui Antunes Tomaz, seguiu em 4 de
Fevereiro de 1966 para Bula a fim de
efectuar a adaptação operacional na
região de Bula – Pelundo - Jolmete,
sob orientação do Batalhão de
Cavalaria 790 (BCav790)
«SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA», até 21
de Fevereiro de 1968, após o que
recolheu a Bissau, ficando na função
de subunidade de intervenção e
reserva do Comando-Chefe; em 26 de
Março de 1966, seguiu para Mansoa,
sendo atribuída em reforço do
Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA», com
vista à segurança e protecção aos
trabalhos da estrada Mansoa -
Mansabá, tendo-se instalado num
aquartelamento temporário no Km 10,
a partir de 31 de
Março de 1966 e
até 15 de Julho de 1966, após o que
recolheu a Bissau; em 21 de Julho de
1966, seguiu para Teixeira Pinto, a
fim de reforçar o dispositivo do seu
batalhão com vista à actuação
ofensiva na área do Churo, cedendo
ainda um pelotão para reforço
temporário das guarnições de Ingoré,
de 21 de Julho a 29 de Setembro
de
1966 e de Pelundo, a partir de 29 de
Setembro de 1966; em 26 de Janeiro
de 1967, seguiu para Fajonquito a
fim de render a Companhia de
Caçadores 1497 (CCac1497) do
Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876) «DETERMINAÇÃO –
TENACIDADE – AGRESSIVIDADE», tendo
assumido a responsabilidade do
respectivo
subsector em 31 de
Janeiro de 1967, com pelotões
destacados em Tendinto e Cambajú e
ficando
igualmente integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão; em 19 de Setembro de 1967,
foi rendida no subsector de
Fajonquito pela Companhia de
Caçadores 1685 (CCac1685)
«INSACIÁVEIS»do Batalhão de
Caçadores 1912 (BCac1912) «VALENTES
E DESTEMIDOS» e recolheu em 24 de
Setembro de 1967 a Bissau, a fim de
aguardar o embarque de regresso.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné, por
despacho de 24 de Setembro de 1967 e
proposta do Comandante de
Agrupamento 1980 (CmdAgr1980) «EM
PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»,
publicado na Ordem de Serviço n.º
44,
de 28 de Setembro de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné;
No dia 6 de Outubro de 1967, embarca
num navio de transporte de tropas de
regresso à Metrópole;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, pela Portaria
de 14 de Novembro de 1967, publicada
na Ordem do Exército n.º 24 – 2.ª
série, de 15 de Dezembro de 1967,
página 3051;
No dia 10 de Junho de 1969, é
condecorado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, perante as
Forças Armadas Portuguesas reunidas
em parada na Praça Gonçalo Velho, em
Ponta Delgada (Diário dos Açores,
n.º 7137, 10 de Junho de 1969).
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Cruz de Guerra de 3.ª classe
Alferes Miliciano de Infantaria,
n.º 07122964
GIL FRIAS DE SOUSA
CCac1501/BCac1877 - RI15
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 24 – 2.ª
série, de 15 de Dezembro de 1967,
página 3051.
Por
Portaria de 14 de Novembro de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Alferes Miliciano de
Infantaria, Gil Frias de Sousa, da
Companhia de Caçadores n.º 1501 do
Batalhão de Caçadores n.º 1877 -
Regimento de Infantaria n.º 15.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
44, de 28 de Setembro de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Que, por seu despacho de 24 do
corrente e proposta do Comandante do
Agrupamento n.º 1980, louvou o
Alferes Miliciano Infantaria, n.º
07122964, Gil Frias de Sousa, da
Companhia de Caçadores n.º 1501 do
Batalhão de Caçadores n.º 1877 -
Regimento de Infantaria n.º 15, pelo
muito interesse, dedicação e
iniciativa que tem demonstrado no
cumprimento das missões que lhe têm
sido confiadas.
No ataque a um objectivo durante a
operação "Inquietar" lançou-se
corajosamente, debaixo de fogo,
sobre os elementos inimigos,
galvanizando com a sua atitude os
homens do seu Pelotão e forçando os
elementos inimigos a retirar.
Com as suas qualidades de comando,
decisão, agressividade, serenidade e
sangue-frio, demonstradas no
decorrer das muitas operações em que
tomou parte e em várias emboscadas
sofridas pelo seu Pelotão, conseguiu
fazer do seu Grupo de Combate uma
força altamente coesa, aguerrida e
agressiva, de pronta e espontânea
colaboração e elevado moral, sempre
pronta a apoiá-lo no seu entusiasmo
e desejo de bem cumprir.
Muito correcto, disciplinado e
disciplinador, extremamente dedicado
pelo serviço, o Alferes Sousa é
digno do maior apreço do Comando,
devendo os seus actos praticados em
campanha ser considerados de elevado
mérito.
Citado no relatório das operações
"Arromba I" e "Inquietar".
