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Condecorações

António José Bentes Lampreia, Furriel Mil.º de Infantaria, CCac1570

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

António José Bentes Lampreia

 

Furriel Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Artilharia 1570

«PÉ DESCALÇO»»

 

Moçambique: 14Mai1966 a 24Mai1968

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique

 

António José Bentes Lampreia, Furriel Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 23 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Caçadores 1570 (CCac1570) «PÉ DESCALÇO», rumo ao porto de Porto Amélia, onde desembarcou no dia 14 de Maio de 1966;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º Paul Hans Lourenço Muller, após o desembarque, foi colocada no Meluco, sob o comando operacional do Batalhão de Caçadores de Porto Amélia (BCacPA) [em Abril de 1967 passou a designar-se por Batalhão de Caçadores 14 (BCac14) «FRONTEIROS DO NORTE»] (subsector BPA); rendeu a 1.ª Companhia de Caçadores (1ªCCac) do Batalhão de Caçadores de Nampula (BCacN) [em Abril de 1967 passou a designar-se por Batalhão de Caçadores 15 (BCac15) «AD GLORIAM FAMA VOLAT»]; destacou um pelotão para Mataca, na situação de reforço à Companhia de Caçadores 804 (CCac804) «INDOMÁVEIS» até 07 de Outubro de 1966 e à Companhia de Caçadores 1584 (CCac1584) «BOTA-ABAIXO», que naquela data, rendera a primeira em Macomia;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, pelo Comandante do Sector "B", constante do artigo 1.º da Ordem de Serviço n.º 182, do Comando do Sector "B", de 07 de Outubro de 1966;


A sua subunidade de infantaria foi rendido em 20 de Outubro de 1966 por um da Companhia de Artilharia 1599 (CArt1599) «PELA PÁTRIA LUTAR»; efectuou patrulhamentos e nomadizações na Serra do Mapé, regiões de Muaguide e Ravia, floresta Namarra, Monte Nhata e margem direita do rio Messalo; tomou parte nas operações "Centauro Vingador" (margem N do rio Messalo a SW de Miteda), "Cilindragem" efectuada sob o comando do sector, com Posto de Comando Avançado (PCAv) em Mueda, numa extensa zona compreendida por Mueda, Miteda, Nangololo, Muidumbe e rio Messalo, resultando baixas inimigas, captura de material de guerra e destruição de dezenas de acampamentos, "Ripagem" (entre os rios Micoca e Messalo e estrada Chai - Macomia), "Martelada" (S de Miteda), "Saca Rolhas" (S da Serra do Mapé e regiões de Coveque, Mitumba e Darumba) e "Finalmente" (zona limitada por: N - rio Messalo, W - serra Nicheua, S - estrada Macomia - Mucojo e E - orla marítima); foram destruídos muitos acampamentos e capturado material de guerra e outro; rendida pela Companhia de Caçadores 1670 (CCac1670) do Batalhão de Caçadores 1907 (BCac1907) «ORDEM PARA CUMPRIR»;


Por despacho de 02 de Janeiro de 1967, de Sua Ex.ª, o Comandante-Chefe, foi considerado como dado por Sua Excelência o louvor concedido pelo Comandante do Sector "B", ao Furriel Miliciano, António José Bentes Lampreia, da Companhia de Caçadores n.º 1570 e constante do artigo 1.º da Ordem de Serviço n.º 182, do Comando do Sector "B", de 07 de Outubro de 1966, publicado nas Ordem de Serviço n.º 01, de 05 de Janeiro de 1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique e n.º 15, de 22 de Fevereiro do mesmo ano, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 14 de Março de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 3.ª série, de 1967:


Furriel Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO JOSÉ BENTES LAMPREIA
 

CCac1570 - RI15
MOÇAMBIQUE
 

2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 3.ª série, de 1967.


Por Portaria de 14 de Março de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Furriel Miliciano de Infantaria, António José Bentes Lampreia, da Companhia de Caçadores n.º 1570 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordem de Serviço n.º 01, de 05 de Janeiro de 1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique e n.º 15, de 22 de Fevereiro do mesmo ano, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique):


Que, por despacho de 02 de Janeiro de 1967, de Sua Ex.ª, o Comandante-Chefe, foi considerado como dado por Sua Excelência o louvor concedido pelo Comandante do Sector "B", ao Furriel Miliciano, António José Bentes Lampreia, da Companhia de Caçadores n.º 1570 e constante do artigo 1.º da Ordem de Serviço n.º 182, do Comando do Sector "B", de 07 de Outubro de 1966, que se transcreve:


"Louvado o Furriel Miliciano de Infantaria, António José Bentes Lampreia, porque, durante uma acção do seu Grupo de Combate em que foi necessário efectuar um ataque a um grupo de acampamentos inimigos, sozinho, e quando tentava capturar uma criança que procurava dar o alarme, ter sido repentinamente alvejado e atacado por três elementos inimigos, conseguindo não só eliminar um, ferir outro e capturar o terceiro e a criança, mas também pôr em debandada todos os outros elementos inimigos que se encontravam no acampamento e apoderar-se deste.


Na prática deste acto, o Furriel Lampreia demonstrou possuir grande serenidade e presença de espírito, o que aliado à decisão, desembaraço, coragem e extraordinária valentia com que actuou o tornam, além dum exemplo a apontar, merecedor da consideração e estima dos seus superiores, camaradas e subordinados";


Em 10 de Maio de 1967, a sua subunidade de infantaria foi transferida para Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de Cavalaria 755 (CCav755); subordinada ao Comando da Defesa de Lourenço Marques (COMDELM), a actividade da Comp consistia em patrulhamentos e contacto com a população; em Maio de 1968, foi rendida em Lourenço Marques, pela Companhia de Cavalaria 1601 (CCav1601) «É PARA JÁ»;


Distinguido cm o Prémio Governador-Geral de Moçambique, publicado no Jornal do Exército n.º 101, página 15, de Maio de 1968;


No dia 24 de Maio de 1968, no porto de Lourenço Marques, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 13 de Maio de 1968.
 

 

 

 

 

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