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Condecorações

João António Coelho Ribeiro, Furriel Mil.º de Infantaria, da CCac1606

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

João António Coelho Ribeiro

 

Furriel Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 1606

 

Angola: 02Dez1966 a 21Nov1968

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

João António Coelho Ribeiro, Furriel Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 23 de Novembro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Caçadores 1606 (CCac1606), rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 02 de Dezembro de 1966;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Frederico José Begonha da Silva, foi colocada em M’Pala Nova; em Agosto de 1967 foi transferida para Vista Alegre, onde se manteve até final da comissão de serviço;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 62, de 04 de Agosto de 1967, da Região Militar de Angola;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 14 de Novembro de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 1 – 3.ª série, de 1968:


Furriel Miliciano de Infantaria
JOÃO ANTÓNIO COELHO RIBEIRO


CCac1606 - RI15
ANGOLA

 

2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 1 – 3.ª série, de 1968


Por Portaria de 14 de Novembro de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Furriel Miliciano de Infantaria, João António Coelho Ribeiro, da Companhia de Caçadores n.º 1606 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 62, de 04 de Agosto de 1967, da Região Militar de Angola, ao Furriel Miliciano de Infantaria, João António Coelho Ribeiro, da Companhia de Caçadores n.º 1606 - Regimento de Infantaria n.º 15, com a seguinte redacção:


"Por, durante uma emboscada sofrida pela coluna que comandava, ter demonstrado possuir indómita coragem, decisão, sangue-frio, serena energia debaixo de fogo inimigo e grandes qualidades de comando. Desprezando a própria vida, saltou imediatamente da primeira viatura e tendo-se dirigido às outras a fim de se certificar do estado do pessoal sob o seu comando, fê-lo sempre deslocando-se sob intenso fogo inimigo.
Posteriormente arrastou dois dos feridos para lugar que lhe pareceu seguro, impedindo directamente a sua captura pelo inimigo, com rajadas curtas e concentradas, quando estes procuravam por meio de assalto capturá-los. Ainda na zona de morte e aos gritos do inimigo de "agarrem-no... agarrem--no", sentindo as rajadas a bater-lhe junto dos pés, mesmo assim, com sangue-frio e inquebrantável coragem, e vendo a situação crítica em que alguns feridos se encontravam, conseguiu chegar junto da terceira viatura donde deslocou dois homens para darem protecção aos feridos.


Este graduado demonstrou possuir no mais alto grau a noção dos deveres e sacrifícios que as funções de Comando devem implicar, demonstrando um estoicismo e um sereno raciocínio debaixo de fogo que só são possíveis num óptimo combatente. O desprezo pela vida, o espírito de abnegação e sacrifício, a coragem e determinação tão vincadamente demonstradas constituem justificados motivos de orgulho para a Arma a que pertence e enquadra-se na linha tradicional das gloriosas tradições do Exército Português.”


Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Angola, publicado no Jornal do Exército n.º 102, página 6, de Junho de 1968;


No dia 21 de Novembro de 1968, no porto de Luanda, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 30 de Novembro de 1968.
 

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Em 22 de Janeiro de 2013, foi-lhe recusada a pensão por serviços excepcionais e relevantes prestados ao País, Publicado no Diário da República, n.º 45, 2.ª série, página 8164, de 05 de Março de 2013:

 

 

 

 

 

 

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