Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Tarouca

Salzedas
Augusto Almeida Pinto

Soldado Atirador, n.º 1176/60
Companhia de Caçadores
164
Batalhão de Caçadores 158
«UNIDOS VENCEREMOS»
Angola: 07Jul a
22Ago1961 (data do falecimento)
In Memoriam: Augusto
Almeida Pinto
É na memória dos gestos simples e do
sacrifício supremo que a Pátria encontra a sua dignidade
mais profunda. Evocar o Soldado Atirador Augusto Almeida
Pinto é resgatar do esquecimento a vida de um jovem que
levou no peito o peso do dever e no coração a saudade
das terras durienses que o viram nascer.
Natural da freguesia de Salzedas, no
concelho de Tarouca, Augusto Almeida Pinto cresceu no
seio do lar moldado por seus pais, José Pinto Novo e
Palmira do Carmo. Ali, entre as paisagens e as gentes do
seu norte natal, construiu os alicerces da sua vida e
enlaçou o seu
destino
ao de Maria José de Jesus Ribeiro, com quem partilhou o
amor, os sonhos e as promessas de um futuro subitamente
interrompido.
Com o número de matrícula 1176/60, foi
mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 –
Amadora), sob o lema nobre e austero «UBI GLORIA,
OMNE PERICULUM DULCE» («Onde há glória, todo o
perigo é doce»), para servir Portugal no teatro de
operações da Província Ultramarina de Angola.
No
dia 28 de junho de 1961, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, Augusto Almeida Pinto lançou
o último olhar às margens do Tejo. Embarcou no Navio de
Transporte de Tropas Vera Cruz, integrado num dos
pelotões
de combate da Companhia de Caçadores 164 (CCac164) do
Batalhão de Caçadores 158 (BCac158) — unidade unida sob
o compromisso firme «UNIDOS VENCEREMOS».
Traspassou o Atlântico rumo ao porto de Luanda, onde
desembarcou a 7 de julho de 1961, pronto a cumprir a sua
missão sob as ordens do Capitão de Infantaria José Moura
Sampaio.
A sua subunidade foi destacada para a
exigente região de Zala, um setor de intensa provação.
Foi ali, a escassos 12 quilómetros do seu destino, no
itinerário Quimbumbe – Zala, que o destino se cumpriu de
forma trágica. No dia 22 de agosto de 1961, em
consequência dos graves ferimentos recebidos em combate,
o Soldado Augusto Almeida Pinto tombou em serviço.
Ficou para trás a juventude por viver,
os abraços por dar e a terra de Salzedas que o esperava
regressar. O seu corpo repousa hoje em solo africano, na
campa n.º 1, fileira n.º 1, do Talhão Militar no
cemitério de Ambriz, em Angola — marco silencioso do seu
valor e da sua entrega.
Que esta homenagem perpetue o seu nome
e honre a sua memória junto daqueles que o amaram e da
nação que serviu. A sua coragem permanece gravada no
livro de honra da nossa história.
Paz à sua Alma.
