Daniel de Almeida
Esteves, Soldado Atirador, n.º 772/60,
da CCac164/BCac158
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Daniel
de Almeida Esteves
Soldado Atirador, n.º 772/60
Companhia de Caçadores
164
Batalhão de Caçadores 158
«UNIDOS VENCEREMOS»
Angola: 07Jul a
22Ago1961 (data do falecimento)
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
(Título póstumo)
Em Memória do Soldado
Atirador Daniel de Almeida Esteves
«UBI GLORIA, OMNE
PERICULUM DULCE» (Onde há glória, todo o perigo é doce)
«Em memória dos que em combate
tombaram,
Aos pais, irmãos, esposas e filhos
que os choraram,
E àqueles que pela Pátria lutaram e
regressaram...»
Há nomes que ficam inscritos no
granito da história e no coração da terra que os viu
nascer. Daniel de Almeida Esteves é um desses nomes —
eterno na memória dos seus e na homenagem que a sua
freguesia lhe presta no Memorial aos Combatentes do
Ultramar.
Nascido a 4 de Janeiro de 1939 na
pacata freguesia de Forninhos, concelho de Aguiar da
Beira, era filho de Adelino Esteves e de Maria de
Almeida. Ali cresceu, criou raízes e constituiu família
ao casar com
Emília
de Andrade Baptista, com quem teve uma filha. Contudo, o
dever militar e o contexto do país chamaram-no ao
serviço de Portugal.
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 – Amadora), com o
número de matrícula 772/60, foi integrado num dos
pelotões de combate da Companhia de Caçadores 164
(CCac164) do Batalhão de Caçadores 158 (BCac158), sob a
divisa «UNIDOS VENCEREMOS».
A 28 de Junho de 1961, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos,
em Lisboa, despediu-se da sua pátria a bordo do NTT
Vera Cruz, rumando ao teatro de operações da
Província Ultramarina de Angola. Desembarcou em Luanda
no dia 7 de Julho de 1961, seguindo com a sua
subunidade, comandada pelo Capitão de Infantaria José
Moura Sampaio, para a região de Zala.
A 22 de Agosto de 1961, no itinerário
Quimbumbe – Zala, a cerca de 12 quilómetros desta última
localidade, a coluna militar foi alvo de um ataque
inimigo. Com apenas 22 anos de idade, o Soldado Daniel
de Almeida Esteves demonstrou uma bravura
extraordinária. Mesmo ferido mortalmente em combate,
recusou-se a desistir: até ao seu último sopro de vida,
continuou a encorajar e a animar os seus camaradas na
frente de batalha.
O seu altruísmo e heroicidade
valeram-lhe, a título póstumo, o reconhecimento supremo
das Forças Armadas. Por despacho do Comandante-Chefe de
24 de Janeiro de 1962,
foi agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
Classe, tendo sido louvado pela sua conduta exemplar
e destemor:
«Que louva, a
título póstumo, o Soldado n.º 772/60, Daniel de Almeida
Esteves (...) porque tendo sido atacado por elementos
inimigos (...) bateu-se com a maior bravura e coragem, e
mesmo depois de ferido mortalmente, continuou a
encorajar e animar os seus camaradas na luta contra o
inimigo.»
Hoje, o seu corpo repousa serenamente
no cemitério da sua terra natal, Forninhos.
A sua vida foi curta, mas o seu
exemplo perdura. À esposa, filha e pai deixou a eterna
saudade; a Portugal e à sua terra, o orgulho imortal de
um filho que deu tudo pelo dever.
Paz à sua Alma
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A sua campa no cemitério de Forninhos:
Fonte:
http://onovoblogdosforninhenses.blogspot.pt/2013/02/homenagem-aos-combatentes.html

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A 17 de Julho de 2011, por ocasião do
50.º Aniversário do início da Guerra do Ultramar, a
Junta de Freguesia de Forninhos eternizou a sua memória
e a dos seus conterrâneos num monumento de homenagem aos
combatentes, assinalando para sempre o sacrifício
daqueles que tombaram e a dor das famílias que os
choraram.


