
Américo
Rosa Guimarães
Soldado Atirador, n.º 07183166
Companhia de
Caçadores 1696
«FIRMES E CONSTANTES»
Angola: 24Abr a 05Out1967 (data do
falecimento)
Medalha de
Cobre de Valor Militar com Palma
Louvor
individual
Américo Rosa Guimarães, Soldado
Atirador, n.º 07183166, natural da
freguesia e concelho de Oeiras,
filho de António Guimarães e de
Maria
Rosa Guimarães, solteiro.
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON
NOBIS» - «FIRMES E
CONSTANTES»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola.
No dia 15 de Abril de 1967, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Vera Cruz’, integrado num dos
pelotões da Companhia de Caçadores
1696 (CCac1696) «FIRMES E
CONSTANTES», rumo ao porto de
Luanda, onde desembarcou no dia 24
de Abril de 1967.

A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão Mil.º de
Infantaria Joaquim Inácio Machado de
Sola Campos, foi colocada na Fazenda
Madureira.
Faleceu no dia 05 de Outubro de
1967, na mata do café, no itinerário
Nambuangongo – Madureira –
Muxaluando, em consequência de
ferimentos em combate.
Paz à sua Alma
Está inumado no Talhão Privativo da
Liga dos Combatentes, no cemitério
da Amadora.
Louvado e agraciado com a Medalha de
Cobre de Valor Militar com Palma e
Louvor individual, a título póstumo,
pela Portaria de 23 de Abril de
1968, publicada na Ordem do Exército
n.º 15 – 3.ª série, de 1968, e
referenciado no Jornal do Exército
n.º 103, página 53, de Julho de
1968:
Soldado
de Infantaria, n.º 07183166
AMÉRICO ROSA GUIMARÃES
CCac1696/BCac1919 - RI15
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma (Título
póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 15 – 3.ª
série, de 1968:
Por Portaria de 23 de Abril de 1968:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Medalha
de Cobre de Valor Militar, com
palma, a título póstumo, nos termos
do artigo 7.º, com referência ao §
1.º do artigo 51.º, ambos do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, o Soldado n.º
07183166, Américo Rosa Guimarães, da
Companhia de Caçadores n.º 1696
integrada no dispositivo de manobra
do Batalhão de Caçadores n.º 1919 -
Regimento de Infantaria n.º 15,
porque, no dia 05 de Outubro de
1967, tendo uma coluna da sua
Companhia, em que ia integrado,
sofrido uma violenta emboscada do
inimigo, ao ver cair uma granada
junto de si e prevendo que o seu
rebentamento iria atingir outros
camaradas, não hesitou em pegar-lhe
para de novo a lançar sobre o
inimigo, o que não conseguiu por a
mesma lhe ter rebentado nas mãos,
dando-lhe morte instantânea.
Com a sua heroica decisão demonstrou
o Soldado Guimarães invulgar atitude
de solidariedade, raro espírito de
abnegação e total desprezo pelo
perigo e pela vida, frente ao
inimigo, que muito honram o Exército
Português a que pertenceu e que tão
nobremente serviu.
Ministério do Exército, 23 de Abril
de 1968.
O Ministro do Exército, Joaquim da
Luz Cunha.
