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Condecorações

Marçal Horta Silvério, 1.º Cabo Atirador, da CCac1721/BCac1920

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

Marçal Horta Silvério


1.º Cabo Atirador de Infantaria, n.º 02192466


Companhia de Caçadores 1721


Batalhão de Caçadores 1920
«EXCELENTE E VALOROSO»


Angola: 17Jul a 25Set1967 (data de falecimento)
 

Marçal Horta Silvério, 1.º Cabo Atirador de Infantaria, n.º 02192466, nascido na freguesia de Bemposta, concelho de Abrantes, filho de João Silvério e de Maria do Rosário, casado com Deolinda Lopes Justino Silvério.


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola.


No dia 08 de Julho de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado num dos pelotões da Companhia de Caçadores 1721 (CCac1721) do Batalhão de Caçadores 1920 (BCac1920) «EXCELENTE E VALOROSO», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 17 de Julho de 1967.


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º de Infantaria Manuel da Luz Evangelista, foi colocada em Gago Coutinho.


Faleceu no dia 25 de Setembro de 1967, no itinerário Ninda – Sete, a 9 Km do destacamento de Sete, em consequência de ferimentos em combate.


Está inumado no cemitério da freguesia da sua naturalidade.


Paz à sua Alma


Agraciado com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, a título póstumo, pela Portaria de 12 de Março de 1969, publicada na Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª série, de 1969, referenciado no Jornal do Exército n.º 114, página 36, de Junho de 1969:


1.º Cabo de Infantaria n.º 02192466
MARÇAL HORTA SILVÉRIO


CCac1721/BCac1920 - RI2
ANGOLA


Grau: Cobre, com palma (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª série de 1969:


Por Portaria de 12 de Março de 1969:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, a título póstumo, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 1.º Cabo n.º 02192466, Marçal Horta Silvério, da Companhia de Caçadores n.º 1721 do Batalhão de Caçadores n.º 1920 - Regimento de Infantaria n.º 2, porque, seguindo na primeira viatura de uma coluna militar, em deslocamento nocturno de reabastecimento, por um itinerário perigoso e tendo o inimigo desencadeado, subitamente, uma emboscada, recaindo a maior densidade de fogo sobre aquela viatura, deu provas de extraordinária serenidade e decisão, alvejando, com fogo de metralhadora, o local donde o adversário batia a coluna.


Os primeiros tiros do inimigo incendiaram a viatura, continuando o Cabo Silvério a actuar com aquela arma, enquanto pôde, não se atemorizando com a proporção dos elementos adversários, até que foi atingido gravemente por uma rajada. Só nessa altura procurou sair da viatura, mas não o conseguiu por lhe faltarem as forças, sendo vitimado pelas explosões das munições transportadas, alcançadas pelas chamas do incêndio que deflagrou na viatura.


O excepcional comportamento do 1.º Cabo Marçal Silvério, que sempre se manifestara como corajoso, desembaraçado e excelente militar de invulgares qualidades morais, revelou rara abnegação, desprezo pela vida diante do perigo e alta compreensão do dever militar levada ao extremo do sacrifício total, constituindo um exemplo digno das tradições do Exército Português.


Ministério do Exército, 12 de Março de 1968.


O Ministro do Exército,
J. M. de Bethencourt Rodrigues.

 

 

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