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Condecorações

João Machado Ganhão, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 11066367, da CCac2307/BCac2832

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

 

João Machado Ganhão

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 11066367

 

Companhia de Caçadores 2307

 

Batalhão de Caçadores 2832

«EXCELENTE E VALOROSO»

 

Angola: 13Jan1968 a 03Mar1970

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

João Machado Ganhão, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 11066367;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 04 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Caçadores 2307 (CCac2307) do Batalhão de Caçadores 2832 (BCac2832) «EXCELENTE E VALOROSO», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 13 de Janeiro de 1968;


A sua subunidade de infantaria, comandada, sucessivamente, pelos Capitães de Infantaria António Augusto Pinto da Cunha Leal, Manuel Estevão Martinho da Silva Rolão e António Augusto Pinto da Cunha Leal, foi colocada em Zau-Évua, em Dezembro de 1968, rodou para o Lufico; em Julho de 1969, foi transferida para Forte República, onde se manteve até final da comissão de serviço;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe por feitos em combate no teatro de operações de Angola, pela Portaria de 29 de Novembro de 1969, publicado na Ordem do Exército n.º 1 – 3.ª série, de 1970 e refereniado no Jornal do Exército n.º 122, página 49, de Fevereiro de 1970:


1.º Cabo de Infantaria, n.º 11066367
JOÃO MACHADO GANHÃO
 

CCac2307/BCac2832 - RI2
ANGOLA


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 1 – 3.ª série, de 1970.


Por Portaria de 29 de Novembro de 1969:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar o Primeiro-Cabo n.º 11066367, João Machado Ganhão, da Companhia de Caçadores n.º 2307 do Batalhão de Caçadores n.º 2832 - Regimento de Infantaria n.º 2, com a medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército)


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Primeiro-Cabo n.º 11066367, João Machado Ganhão, da Companhia de Caçadores n.º 2307, do Batalhão de Caçadores n.º 2832, do Regimento de Infantaria n.º 2, porque numa emboscada sofrida por uma escolta de que fazia parte, apesar de, após os primeiros tiros do inimigo, ter ficado gravemente ferido, com fractura exposta no maxilar inferior e um tiro no ombro, saltou da sua viatura e, perfeitamente consciente da necessidade de evitar que o adversário atingisse a estrada, fez fogo ajustado com a sua espingarda automática, em posição descoberta, consumindo sete carregadores, depois do que ainda pretendeu fazer fogo com o lança-granadas foguete.


Em esforço deste acto de extraordinária bravura, protegeu também o local onde estavam os outros feridos graves, abatendo com o seu fogo, comprovadamente, dois elementos inimigos e tendo provavelmente provocado ainda outras baixas ao visar elementos que pretendiam abordar a coluna, contribuindo, assim. decisivamente, para quebrar o ímpeto do assalto inimigo, que não conseguiu os seus intentos.


Em constante demonstração de excepcional coragem e valentia, posteriormente, protegeu, com o seu fogo, as outras viaturas e o nosso avanço sobre o inimigo. E de acentuar que, absolutamente integrado na ideia da sua missão e fazendo alarde de excepcional espírito de sacrifício, só permitiu que o tratassem no fim da acção, considerando a sua intervenção necessária até à debandada do adversário.


Com tão relevante actuação demonstrou o Primeiro-Cabo Ganhão ser dotado de grande coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue-frio, numa afirmação de atributos que muito contribuíram para o lustre e prestígio do Exército.


Em 03 de Março de 1970, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 14 de Março de 1970:

 

 

 

 

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