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Falecimento

João Gualberto Amaral Leite, Furriel Mil.º Atirador de Infantaria, da CCac2314/BCac2834

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

Nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 16 de Fevereiro de 2011 o veterano


João Gualberto Amaral Leite


Furriel Mil.º Atirador de Infantaria


Companhia de Caçadores 2314
«OS OUSADOS»
«AGE QUOD AGIS»


Batalhão de Caçadores 2834
«JUNTOS VENCEREMOS»
«PARA VENCER, CONVENCER»


Guiné: 15Jan1968 a 23Nov1969


Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

João Gualberto Amaral Leite, Furriel Mil.º Atirador de Infantaria, nascido no dia 13 de Julho de 1944, na Ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 10 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, integrado na Companhia de Caçadores 2314 «OS OUSADOS» - «AGE QUOD AGIS» do Batalhão de Caçadores 2834 «JUNTOS VENCEREMOS» - «PARA VENCER, CONVENCER», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 15 de Janeiro de 1968;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Joaquim de Jesus das Neves, após o desembarque seguiu para Tite, a fim de efectuar a adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914) «SEM TEMOR» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» e seguidamente reforçar este batalhão, e depois o Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867) «SOMOS COMO SOMOS», como subunidade de intervenção e reserva do sector, tendo realizado patrulhamentos e acções ofensivas nas regiões de Jufá, Bissilão e Nova Sintra, entre outras e guarnecendo, temporariamente, a povoação de Bissássema, de 03 de Fevereiro a 03 de Março de 1968, na sequência de frequentes ataques inimigos; em 06 de Agosto de 1968, rendendo a Companhia de Caçadores 1624 (CCac1624) «OS KINARAS», assumiu a responsabilidade do subsector de Fulacunda, no mesmo sector, vindo a ser substituída mais tarde na intervenção pela Companhia de Artilharia 2414 (CArt2414) «OS AUDACIOSOS» - «FORTUNA JUVAT AUDACES»; entretanto, pelotões seus colaboraram ainda em operações efectuadas noutras regiões, ou em reforço temporário de outras guarnições, nomeadamente em Bedanda, Xitole, Nova Sintra e Jabadá e também na organização das autodefesas de Cansonco e Chumael, de princípios de Janeiro a 24 de Fevereiro de 1969, no sector do Batalhão de Caçadores 2852 (BCac2852) «TUDO VALE A PENA»; em 30 de Junho de 1969, por troca com a Companhia de Cavalaria 2482 (CCav2482) «BOINAS NEGRAS» do Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867) «SOMOS COMO SOMOS», voltou a Tite, onde assumiu a responsabilidade do respectivo subsector; em 29 de Outubro de 1969, iniciou o deslocamento por fracções, para Bissau, sendo substituída em Tite por três pelotões da Companhia de Cavalaria 2484 (CCav2484) do Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867) «SOMOS COMO SOMOS», até à chegada da Companhia de Cavalaria 2443 (CCav2443) «OS REIS DO INFERNO» - «VITÓRIA SÓ COM SANGUE», após o que se manteve aguardando o embarque de regresso.


Em 23 de Novembro de 1969, no estuário do Geba, embarcou no NTT 'Uíge' de regresso à Metrópole;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe por feitos em combate na Província Ultramarina da Guiné, pela Portaria de 15 de Abril de 1970, publicado na Ordem do Exército n.º 15 – 3.ª série de 1970:


Furriel Miliciano de Infantaria
JOÃO GUALBERTO AMARAL LEITE
 

CCac2314/BCac 2834 - RI15
GUINÉ


4.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 15 – 3.ª série, de 1970.


Por Portaria de 15 de Abril de 1970:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Furriel Miliciano de Infantaria, João Gualberto Amaral Leite, da Companhia de Caçadores 2314 do Batalhão de Caçadores n.º 2834 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Furriel Miliciano de Infantaria, João Gualberto Amaral Leite, da Companhia de Caçadores n.º 2314, do Batalhão de Caçadores n.º 2834 - Regimento de Infantaria n.º 15, pelo modo brilhante e abnegado como se desempenhou de todas as missões de que foi incumbido durante a sua comissão de serviço na Província da Guiné.


Criando um Grupo de Combate tipo Comandos, "Os Brutos", soube logo de início imprimir-lhe notável eficiência para o combate, incutindo nos seus homens o espírito aguerrido e audaz de que ele próprio é possuidor.


Realizando dezenas de emboscadas, participou em numerosas acções, onde a actuação do seu Grupo de Combate foi bastante influente nos resultados obtidos.


Num ataque sofrido por um dos nossos aquartelamentos, em 24 de Dezembro de 1968, apesar do intenso fogo, deslocou-se para um dos abrigos periféricos mais próximos das posições inimigas, onde dirigiu eficientemente o fogo do pessoal que o guarnecia, tendo ele próprio efectuado o lançamento de dilagramas, de posições a descoberto.


Já antes, em 09 de Fevereiro de 1968, numa acção semelhante, manteve a sua posição num abrigo que guarnecia, apesar de na altura dispor de poucas munições, contribuindo para o aniquilamento de quinze elementos inimigos e para a captura de diverso armamento e outro material.


Numa operação em 26/29 de Maio de 1969, soube conduzir o pessoal do seu Grupo de forma assinalável, no assalto a um acampamento inimigo, debaixo de intenso fogo e na perseguição imediata ao inimigo, até este dispersar.


Militar dotado de elevadas virtudes militares e invulgar capacidade para o comando do seu Grupo, tendo resultado dos seus serviços honra e lustre para a Pátria e para o Exército a que pertence, merece o Furriel Leite que aqueles sejam considerados extraordinários e importantes.


No dia 10 de Junho de 1970, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada, no Terreiro do Paço, foi-lhe imposta a condecoração:

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

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