
Soldado Atirador de Infantaria, n.º
05964467
Companhia de Caçadores
2315
Batalhão de Caçadores 2835
«NAS ARMAS SINGULARES»
Guiné: 24Jan a 30Set1968
(data do falecimento)
EM MEMÓRIA E HOMENAGEM AO
Soldado Atirador de Infantaria n.º 05964467 DANIEL
FERREIRA DA COSTA
1 –
Identificação do Militar
O Soldado Atirador de Infantaria n.º
05964467, Daniel Ferreira da Costa, era natural da
Freguesia de Vilaça, Concelho de Braga.
Era
filho de Vicente da Costa e de Florinda Dias Ferreira, e
no estado civil de solteiro quando foi mobilizado para
servir a Pátria.
Foi mobilizado pelo Regimento de
Infantaria N.º 15 – Tomar, unidade mobilizadora da
Companhia de Caçadores 2315 integrado no Batalhão de
Caçadores 2835.
Os seus restos mortais encontram-se
sepultados no Cemitério de Vilaça, sua terra natal.
2 –
Enquadramento e Partida para a Guiné
O
Soldado Daniel Ferreira da Costa integrou a Companhia de
Caçadores 2315 do Batalhão de Caçadores 2835, com a
divisa «NAS ARMAS SINGULARES».
No
dia 17 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no Navio Transporte
de Tropas ‘Quanza’, integrado num Grupo de Combate da
sua Companhia.
A viagem teve como destino o estuário
do Rio Geba, em Bissau, Guiné Portuguesa, onde
desembarcou no dia 24 de Janeiro de 1968, conforme
registo de partida do Batalhão: Embarque em
17Jan68;
desembarque em 24Jan68.
O Batalhão de Caçadores n.º 2835,
formado no RI 15 – Tomar, era então comandado
sucessivamente pelo Tenente-Coronel de Infantaria
Joaquim Esteves Correia, pelo Major de Infantaria
Cristiano Henrique da Silveira e Lorena e pelo
Tenente-Coronel de Infantaria Manuel Maria Pimentel
Bastos.
Como 2.º Comandante serviram o Major
Cristiano Henrique da Silveira e Lorena e o Major
Fernando Luís Guimarães da Costa. O Oficial de
Informações e Operações / Adjunto era o Major Fernando
Luís Guimarães da Costa.
3 – A
Companhia de Caçadores 2315
A
Companhia de Caçadores 2315 foi comandada
sucessivamente, durante a sua comissão na Guiné, por
dois oficiais distintos e valorosos.
O seu primeiro Comandante foi o
Capitão Miliciano de Infantaria Francisco José do
Nascimento Costa Ferreira.
Foi depois comandada pelo Capitão de
Infantaria José Leonardo da Silva Carreto Maia.
4 –
Actividade Operacional da CCac 2315 até 30 de Setembro
de 1968
A actividade operacional da subunidade
até à data da morte do Soldado Daniel Ferreira da Costa
desenvolveu-se em duas fases bem distintas.
Numa
primeira fase, a Companhia seguiu no dia 17 de Fevereiro
de 1968 para Binar, a fim de efectuar a adaptação
operacional
sob
orientação do Batalhão de Cavalaria 1915.
Após esse período de aprontamento, foi
colocada como subunidade de intervenção e reserva do
Comando-Chefe, com sede em Bissau.
A partir de 10 de Março de 1968,
realizou várias operações nas
regiões
de Bissorã, Binar e Bula e colaborou na protecção aos
trabalhos da estrada Bula – João Landim, em reforço do
BCav
1915, até 23 de Abril de 1968.
Numa segunda fase, a partir de 28 de
Abril de 1968, a CCac 2315 passou a reforçar o Batalhão
de Caçadores 1912, substituindo a Companhia de Cavalaria
1749 como força de intervenção do sector.
Estabeleceu a sua sede em Mansoa e um
destacamento em Cutia, zona central da Guiné, de intensa
actividade do inimigo, controlando o vital itinerário
Mansoa – Cutia.
Foi neste contexto de operações
permanentes de patrulhamento, escolta, e reacção a
emboscadas e flagelações, que a Companhia operou
ininterruptamente até finais de Setembro de 1968.
5 – O
Combate de 30 de Setembro de 1968 e a Morte em Combate
No
dia 30 de Setembro de 1968, no itinerário Mansoa –
Cutia, Local de Operações atribuído à CCac 2315, o
Soldado Atirador Daniel Ferreira da Costa encontrava-se
em actividade operacional.
Em consequência de ferimentos graves
sofridos em combate com o inimigo, veio a falecer nesse
mesmo dia.
A causa da morte, registada
oficialmente, foi: “Ferimentos em combate”.
Tombou no cumprimento do dever
militar, ao serviço de Portugal, numa das zonas mais
duramente disputadas da Guerra do Ultramar, onde as
colunas militares eram constantemente batidas por fogo
automático, morteiros e armadilhas.
6 –
Memória e Homenagem
Passados cinquenta e oito anos sobre o
seu sacrifício supremo, recordamos o Soldado Atirador
Daniel Ferreira da Costa com o respeito e a gratidão que
o seu exemplo impõe.
Não
morreu em vão quem morre pela coesão dos seus camaradas
e pela honra da sua farda. O seu nome permanece inscrito
no rol dos que, integrados no Batalhão de Caçadores 2835
«NAS ARMAS SINGULARES», cumpriram até ao limite o
juramento prestado.
À sua família, da Freguesia de Vilaça,
Braga, à sua terra, e a todos os seus camaradas de armas
da CCac 2315, expressamos a nossa sentida homenagem e a
nossa eterna lembrança.
Que a sua alma descanse em paz no
Cemitério de Vilaça, e que a sua memória viva entre nós
como exemplo de coragem, de serviço e de amor à Pátria.
Honra e Glória à sua Memória! NUNCA
ESQUECIDO.
Paz à sua Alma
