António
Carlos Marques Antunes
Furriel Mil.º de
Infantaria
Companhia de Caçadores 2320
Batalhão de Caçadores 2836
«NADA POR NÓS, TUDO PELA PÁTRIA»
Moçambique:
30Jan1968 a 14Fev1970
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Prémio do Governador-Geral de
Moçambique
António Carlos Marques Antunes,
Furriel Mil.º de Infantaria;
Mobiliado
pelo Regimento de Infantaria 16
(RI16 - Évora) «CONDUTA BRAVA E EM
TUDO DISTINTA» para servir Portugal
na
Província
Ultramarina de Moçambique;
No dia 04 de Janeiro de 1968, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Niassa’, integrado num dos pelotões
da Companhia de Caçadores 2320
(CCac2320) do Batalhão de Caçadores
2836 (BCac2836) «NADA POR NÓS, TUDO
PELA
PÁTRIA», rumo ao porto marítimo de
Nacala,
onde desembarcou no dia 30 de
Janeiro de 1968;
A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo
Capitão de Infantaria
João Joaquim Leão Repolho, após o
desembarque foi colocada no Candulo,
onde rendeu a Companhia de
Caçadores
1655 (CCac1655) do Batalhão de
Caçadores 1906 (BCac1906) «NON
NOBIS»; guarneceu Chamba com um
pelotão; recebeu o reforço de um
pelotão da
Companhia
de Caçadores 2318 (CCac2318) do
Batalhão de Caçadores 2836
(BCac2836) «NADA POR NÓS, TUDO PELA
PÁTRIA»; a 01 de Agosto de 1968, foi
transferida, por troca com a
Companhia
de Caçadores 2319 (CCac2319) do
Batalhão de Caçadores 2836
(BCac2836) «NADA POR NÓS, TUDO PELA
PÁTRIA», de Candulo para Nantuego;
de Fevereiro de 1968 a
Setembro
de 1969, executou, entre outras, as
operações: "Leão Corrente" (região
das quedas de água de Chipupua, no
rio Lugenda), "Leão Furioso" (região
da "Base Maguiguane"), "Leão Vigia",
"Leão Olha" e "Leão Voa"
("Corredor
de Tataca"), "Leão Infiltrante",
(zona ruínas do Forte Maziva, no
"Corredor de Mataca"), e "Leão
Voltou" (região da "Base Catembe");
tomou parte
nas
operações "Macaco Feroz", "Bicharada
IV" e "Bicharada Obediente"; em
Setembro de 1969, foi rendida em
Nantuego, pela Companhia de
Caçadores 2552 (CCac2552) do
Batalhão de
Caçadores
2880 (BCac2880) «FIRMES E
CONSTANTES» e transferida para
Mutarara, onde rendeu a Companhia de
Cavalaria 1729 (CCav1729) do
Batalhão de Cavalaria
1923
(BCav1923) «NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE»; de Setembro de 1969, até
final da comissão, efectuou escoltas
ao comboio e patrulhamentos; tomou
parte nas operações "Salada" e
"Tampão";
em Fevereiro de 1970, foi rendida em
Mutarara, pela Companhia de
Caçadores 2357 (CCac2357) do
Batalhão de Caçadores 2842
(BCac2842)
«FIRMES E RESOLUTOS».
Distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Moçambique pelo
seu comportamento em combate na
Província Ultramarina de Moçambique,
publicado no Jornal do Exército n.º
116, página 58, de Agosto de 1969:

Louvado por feitos em combate
naquela Província Ultramarina,
publicado na Ordem de Serviço n.º
69, de 28 de Agosto de 1968, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Moçambique, de 10 de
Outubro de 1968, publicado na Ordem
do Exército n.º 36 – 3.ª série, de
1968, e referenciado no Jornal do
Exército n.º 110, página 59, de
Março de 1969:
Furriel
Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO CARLOS MARQUES ANTUNES
CCac2320/BCac2836 - RI16
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª
série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª Classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Moçambique, de 10
de Outubro de 1968:
O Furriel Miliciano de Infantaria,
António Carlos Marques Antunes, da
Companhia de Caçadores n.º 2320 do
Batalhão de Caçadores n.º 2836 -
Regimento de Infantaria n.º 16.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
69, de 28 de Agosto de 1968, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique):
Louvo o Furriel Miliciano de
Infantaria, António Carlos Marques
Antunes, da Companhia de Caçadores
n.º 2320, por, no dia 16 de Abril de
1968, pelas 12H00, no comando da sua
Secção de atiradores, na operação
"Leão Furioso", ao receber ordem
para o assalto à base inimiga
(Maguiguane), dada pelo Comandante
de Companhia, se ter lançado
prontamente com muita decisão,
coragem e sangue-frio, incitando-os
com gritos "ao assalto", indiferente
ao perigo e ao risco de vida.
A atitude
deste graduado honra sobremaneira a
Companhia a que pertence e a classe
dos Sargentos, constituindo um mui
nobre exemplo a seguir.

Foto extraída do
Jornal do Exército n.º 116, página
58, de Agosto de 1969, depois
trabalhada