.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

Joaquim Antero Alves Ferreira, Furriel Mil.º de Transmissões, da CCac2321/BCac2837

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

Joaquim Antero Alves Ferreira

 

Furriel Mil.º de Transmissões

 

 

Companhia de Caçadores 2321

«OS PIONEIROS DA SERRA DO MAPÉ»

 

Batalhão de Caçadores 2837

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Moçambique: 21Fev1968 a 28Fev1970

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique

 

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1968 – 69”

 

 

 

Joaquim Antero Alves Ferreira, Furriel Mil.º de Transmissões;


Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 31 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Caçadores 2321«OS PIONEIROS DA SERRA DO MAPÉ» do Batalhão de Caçadores 2837 «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao porto da cidade de Porto Amélia, onde desembarcou no dia 23 de Fevereiro de 1968;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º Rui José Figueira Esteves, após o desembarque, rendeu no Monte das Oliveiras, a Companhia de Caçadores 1584 (CCac1584) «EXCELENTE E VALOROSO» - «BOTA-ABAIXO»; guarneceu Coveque com 2 secções; a 04 de Março de 1968, este destacamento sofreu violento ataque com graves consequências humanas [nota] e destruição total das instalações; a 10 de Junho de 1968, instalou-se em Macomia; a 04 de Dezembro de 1968, foi transferida para o Cruzamento Alto, na serra Mapé, onde estabeleceu um novo aquartelamento, o qual a 10 de Fevereiro de 1969, passou a designar-se Cruz Alta; a 18 de Março de 1969, permutando com a Companhia de Artilharia 2386 (CArt2386) «O CÉU, A TERRA E AS ONDAS ATROANDO», foi transferida de Cruz Alta para Quiterajo; de Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, submetida a intensa actividade operacional, efectuou abertura de itinerários, escoltas a colunas logísticas, patrulhamentos, nomadizações, batidas e golpes de mão, nomeadamente as operações: "Lagarto (entre os rios Mucamala, Liugé e Nambidge), "Lagarto 3" (nascentes do rio Liucué), "Serra 1", (vale do rio Namope) e "Serra" (vale do Rio Murnho); tomou parte nas operações "Dragão Prateado", "Agora Vai", "Bate Certo" "Serpente", "Iniciação 1, 2 e 3" e "'Águia Branca 1"; em Setembro de 1969, foi rendida em Quiterajo, pela Companhia de Caçadores 2423 (CCac2423) «DADO AO MUNDO POR DEUS QUE TODO O MANDE PARA DO MUNDO A DEUS DAR PARTE GRANDE» e transferida para Ponta Mahone, no distrito de Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1713 (CCac1713) do Batalhão de Caçadores 1918 (BCac1918) «FOGO»; foi retirada definitivamente ao batalhão; ficou sob o comando do Batalhão de Caçadores 18 (BCac18 - Lourenço Marques) «PRIMEIRO ENTRE OS IGUAIS»; até final da comissão, executou patrulhamentos e contacto com a população; em Fevereiro de 1970, foi rendida em Ponta Mahone, pela Companhia de Cavalaria 2375 (CCav2375) do Batalhão de Cavalaria 2848 (BCav2848) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 31, de 19 de Abril de 1969, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique, e na Ordem de Serviço n.º 100, de 16 de Maio de 1969, do Batalhão de Caçadores 2837;


Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, por despacho de 12 de Agosto de 1969, de Sua Ex.ª o Governador-Geral de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 203, de 23 de Setembro de 1969, do Batalhão de Caçadores 2837;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1968 – 69”, por despacho do Sr. Comandante da Região Militar de Moçambique, de 20 de Novembro de 1969, publicado na Ordem de Serviço n.º 264, de 05 de Dezembro de 1969, do Batalhão de Caçadores 2837;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 18 de Novembro de 1969, publicada na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª série, de 1969, e na Ordem de Serviço n.º 37, de 13 de Fevereiro de 1970, do Batalhão de Caçadores 10.


Cruz de Guerra de 3.ª classe


Furriel Miliciano de Transmissões
JOAQUIM ANTERO ALVES FERREIRA


CCac2321/BCac2837 - BC10
MOÇAMBIQUE


3.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª série, de 1969.


Por Despacho de 18 de Novembro de 1969:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Furriel Miliciano de Transmissões, Joaquim Antero Alves Ferreira, da Companhia de Caçadores n.º 2321 do Batalhão de Caçadores n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 31, de 19 de Abril de 1969, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique):


Que, por seu despacho de 29 de Março de 1969, louvou o Furriel Miliciano n.º 01832966, Joaquim Antero Alves Ferreira, da Companhia de Caçadores n.º 2321 do Batalhão de Caçadores n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º 10, porque, sendo Sargento de Transmissões da sua Companhia, durante o ataque inimigo ao estacionamento, levado a efeito no passado dia 05 de Janeiro, cerca das 05 horas, apesar de ter sido ferido logo aos primeiros disparos inimigos, com grande calma e sangue-frio recusou ser tratado e, debaixo de fogo intenso, continuou a dirigir o serviço a seu cargo, cooperando na reparação de uma antena que tinha sido cortada, mantendo-se durante todo o tempo da duração do ataque na central rádio, orientando o serviço dos operadores.


Findo o ataque, e quando, portanto, a sua presença já não era necessária naquela central, dirigiu-se então ao posto de socorros para ser tratado dos ferimentos que tinha recebido e que eram de tal gravidade que originaram a sua evacuação para o Hospital Militar.

 
Com tão meritório procedimento, que tornou possível manter a ligação com o Comando do Batalhão e obter, em tempo conveniente, o necessário apoio aéreo, o Furriel Antero demonstrou possuir nítida compreensão dos seus deveres, a par de coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue-frio, honrando, assim, frente ao inimigo, as tradições gloriosas do Exército Português.


No dia 28 de Fevereiro de 1970, no porto marítimo de Lourenço Marques, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 21 de Março de 1970;

---------------------

Nota: Coveque - Dia 04 de Março de 1968 - Os mortos

 

António Jacinto Machaiela

António Jacinto Machaiela, Soldado Apontador de Morteiro, n.º 71049567, natural da freguesia de Benfica, concelho de Marracuene, na Província Ultramarina de Moçambique, filho de Jacinto Machaiela e deRosa Fumo, solteiro;

Mobilizado pela Região Militar de Moçambique, para servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado no Batalhão de Caçadores 14, da guarnição normal, no entanto ficou adido à Companhia de Caçadores 2321 do Batalhão de Caçadores 2837.

Faleceu no dia 04 de Março de 1968, aquando do ataque inimigo ao posto militar de Coveque.

Está inumado no cemitério de Santa Filomena, na Missão Católica de Macomia, em Moçambique.

 

António Jesus Peixoto

António Jesus Peixoto, Soldado Atirador, n.º 00737067, natural de São Brás, na freguesia de Telões, concelho de Amarante, filho de António Peixoto e de Maria de Jesus, solteiro;

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na Companhia de Caçadores 2321 do Batalhão de Caçadores 2837.

Faleceu no dia 04 de Março de 1968, aquando do ataque inimigo ao posto militar de Coveque.

Está inumado no cemitério de Santa Filomena, na Missão Católica de Macomia, em Moçambique.

 

Osvaldo da Costa Mendes

Osvaldo da Costa Mendes, Soldado Atirador, n.º 07132067, natural da freguesia e concelho de Cinfães, filho de Júlio Mendes e de Brasilina Correia da Costa, solteiro;

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na Companhia de Caçadores 2321 do Batalhão de Caçadores 2837.

Faleceu no dia 04 de Março de 1968, aquando do ataque inimigo ao posto militar de Coveque.

Está inumado no cemitério de Santa Eulália, em Cinfães.

 

Salvador Samossone Nhantumbo

Salvador Samossone Nhantumbo, Soldado Atirador, n.º 71185667, natural da freguesia de Chidenguele, concelho de Muchopes, na Província Ultramarina de Moçambique, filho de Samossone Nhantumbo e de Machatine Nhuamué, solteiro;

Mobilizado pela Região Militar de Moçambique, para servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado no Batalhão de Caçadores 14, da guarnição normal, no entanto ficou adido à Companhia de Caçadores 2321 do Batalhão de Caçadores 2837.

Faleceu no dia 04 de Março de 1968, aquando do ataque inimigo ao posto militar de Coveque.

Corpo não recuperado.

---------------------

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo