Joaquim Antero Alves Ferreira, Furriel Mil.º de
Transmissões,
da
CCac2321/BCac2837

Joaquim Antero Alves Ferreira,
Furriel Mil.º de Transmissões;
Mobilizado
pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10
– Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS» para servir Portugal na
Província
Ultramarina de Moçambique;
No dia 31 de Janeiro de 1968, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Vera Cruz’, integrado na Companhia
de Caçadores 2321«OS PIONEIROS DA
SERRA DO MAPÉ» do Batalhão de
Caçadores 2837 «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS», rumo ao porto da cidade
de Porto
Amélia,
onde desembarcou no dia 23 de
Fevereiro de 1968;
A sua subunidade de infantaria,
comandada
pelo
Capitão Mil.º Rui José Figueira
Esteves, após o desembarque, rendeu
no Monte das Oliveiras, a Companhia
de Caçadores 1584 (CCac1584)
«EXCELENTE E VALOROSO» -
«BOTA-ABAIXO»; guarneceu Coveque com
2 secções; a 04 de Março de 1968,
este destacamento sofreu violento
ataque com graves consequências
humanas [nota]
e destruição total das instalações;
a 10 de Junho de 1968, instalou-se
em Macomia; a 04 de Dezembro de
1968, foi transferida para o
Cruzamento
Alto, na serra Mapé, onde
estabeleceu um novo aquartelamento,
o qual a 10 de Fevereiro de 1969,
passou a designar-se Cruz Alta; a 18
de Março de 1969, permutando com a
Companhia de Artilharia 2386
(CArt2386) «O CÉU, A TERRA E AS
ONDAS ATROANDO», foi transferida de
Cruz Alta para Quiterajo; de
Fevereiro de 1968 a Setembro de
1969, submetida a intensa actividade
operacional, efectuou abertura de
itinerários, escoltas a colunas
logísticas, patrulhamentos,
nomadizações, batidas e golpes de
mão, nomeadamente as operações:
"Lagarto (entre os rios Mucamala,
Liugé e Nambidge),
"Lagarto
3" (nascentes do rio Liucué), "Serra
1", (vale do rio Namope) e "Serra"
(vale do Rio Murnho); tomou parte
nas operações "Dragão Prateado",
"Agora Vai", "Bate Certo"
"Serpente", "Iniciação 1, 2 e 3" e
"'Águia Branca 1"; em Setembro de
1969, foi rendida em Quiterajo, pela
Companhia de Caçadores 2423
(CCac2423) «DADO AO MUNDO POR DEUS
QUE TODO O MANDE
PARA
DO MUNDO A DEUS DAR PARTE GRANDE» e
transferida para Ponta Mahone, no
distrito de Lourenço Marques, onde
rendeu a Companhia de
Caçadores
1713 (CCac1713) do Batalhão de
Caçadores 1918 (BCac1918) «FOGO»;
foi retirada definitivamente ao
batalhão; ficou sob o comando do
Batalhão de Caçadores 18 (BCac18 -
Lourenço Marques) «PRIMEIRO ENTRE OS
IGUAIS»; até final da comissão,
executou patrulhamentos
e
contacto com a população; em
Fevereiro
de
1970, foi rendida em Ponta Mahone,
pela Companhia de Cavalaria 2375
(CCav2375) do Batalhão de Cavalaria
2848 (BCav2848) «NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações de Moçambique,
publicado na Ordem de Serviço n.º
31, de 19 de Abril de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique, e na Ordem de Serviço
n.º 100, de 16 de Maio de 1969, do
Batalhão de Caçadores 2837;
Distinguido
com o Prémio Governador-Geral de
Moçambique, por despacho de 12 de
Agosto de 1969, de Sua Ex.ª o
Governador-Geral de Moçambique,
publicado na Ordem de Serviço n.º
203, de
23
de Setembro de 1969, do Batalhão de
Caçadores 2837;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas das Forças Armadas com
a legenda “Moçambique 1968 – 69”,
por despacho do Sr. Comandante da
Região Militar de Moçambique, de 20
de Novembro de 1969, publicado na
Ordem de Serviço n.º 264, de 05 de
Dezembro de 1969, do Batalhão de
Caçadores 2837;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, pela Portaria
de 18 de Novembro de 1969, publicada
na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª
série, de 1969, e na Ordem de
Serviço n.º 37, de 13 de Fevereiro
de 1970, do Batalhão de Caçadores
10.
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Furriel
Miliciano de Transmissões
JOAQUIM ANTERO ALVES FERREIRA
CCac2321/BCac2837 - BC10
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª
série, de 1969.
Por Despacho de 18 de Novembro de
1969:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província de
Moçambique, o Furriel Miliciano de
Transmissões, Joaquim Antero Alves
Ferreira, da Companhia de Caçadores
n.º 2321 do Batalhão de Caçadores
n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º
10.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
31, de 19 de Abril de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique):
Que, por seu despacho de 29 de Março
de 1969, louvou o Furriel Miliciano
n.º 01832966, Joaquim Antero Alves
Ferreira, da Companhia de Caçadores
n.º 2321 do Batalhão de Caçadores
n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º
10, porque, sendo Sargento de
Transmissões da sua Companhia,
durante o ataque inimigo ao
estacionamento, levado a efeito no
passado dia 05 de Janeiro, cerca das
05 horas, apesar de ter sido ferido
logo aos primeiros disparos
inimigos, com grande calma e
sangue-frio recusou ser tratado e,
debaixo de fogo intenso, continuou a
dirigir o serviço a seu cargo,
cooperando na reparação de uma
antena que tinha sido cortada,
mantendo-se durante todo o tempo da
duração do ataque na central rádio,
orientando o serviço dos operadores.
Findo o ataque, e quando, portanto,
a sua presença já não era necessária
naquela central, dirigiu-se então ao
posto de socorros para ser tratado
dos ferimentos que tinha recebido e
que eram de tal gravidade que
originaram a sua evacuação para o
Hospital Militar.
Com tão meritório procedimento, que
tornou possível manter a ligação com
o Comando do Batalhão e obter, em
tempo conveniente, o necessário
apoio aéreo, o Furriel Antero
demonstrou possuir nítida
compreensão dos seus deveres, a par
de coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo e sangue-frio,
honrando, assim, frente ao inimigo,
as tradições gloriosas do Exército
Português.
No dia 28 de Fevereiro de 1970, no
porto marítimo de Lourenço Marques,
embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de
regresso à Metrópole, onde
desembarcou no dia 21 de Março de
1970;
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Nota: Coveque -
Dia 04 de Março de 1968 - Os mortos
António Jacinto Machaiela
António Jacinto Machaiela, Soldado
Apontador de Morteiro, n.º 71049567,
natural da freguesia de Benfica,
concelho de Marracuene, na Província
Ultramarina de Moçambique, filho de
Jacinto Machaiela e deRosa Fumo,
solteiro;
Mobilizado pela Região Militar de
Moçambique, para servir Portugal
naquela Província Ultramarina,
integrado no Batalhão de Caçadores
14, da guarnição normal, no entanto
ficou adido à Companhia de Caçadores
2321 do Batalhão de Caçadores 2837.
Faleceu no dia 04 de Março de 1968,
aquando do ataque inimigo ao posto
militar de Coveque.
Está inumado no cemitério de Santa
Filomena, na Missão Católica de
Macomia, em Moçambique.
António Jesus Peixoto
António Jesus Peixoto, Soldado
Atirador, n.º 00737067, natural de
São Brás, na freguesia de Telões,
concelho de Amarante, filho de
António Peixoto e de Maria de Jesus,
solteiro;
Mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, integrado
na Companhia de Caçadores 2321 do
Batalhão de Caçadores 2837.
Faleceu no dia 04 de Março de 1968,
aquando do ataque inimigo ao posto
militar de Coveque.
Está inumado no cemitério de Santa
Filomena, na Missão Católica de
Macomia, em Moçambique.
Osvaldo da Costa Mendes
Osvaldo da Costa Mendes, Soldado
Atirador, n.º 07132067, natural da
freguesia e concelho de Cinfães,
filho de Júlio Mendes e de Brasilina
Correia da Costa, solteiro;
Mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, integrado
na Companhia de Caçadores 2321 do
Batalhão de Caçadores 2837.
Faleceu no dia 04 de Março de 1968,
aquando do ataque inimigo ao posto
militar de Coveque.
Está inumado no cemitério de Santa
Eulália, em Cinfães.
Salvador Samossone Nhantumbo
Salvador Samossone Nhantumbo,
Soldado Atirador, n.º 71185667,
natural da freguesia de Chidenguele,
concelho de Muchopes, na Província
Ultramarina de Moçambique, filho de
Samossone Nhantumbo e de Machatine
Nhuamué, solteiro;
Mobilizado pela Região Militar de
Moçambique, para servir Portugal
naquela Província Ultramarina,
integrado no Batalhão de Caçadores
14, da guarnição normal, no entanto
ficou adido à Companhia de Caçadores
2321 do Batalhão de Caçadores 2837.
Faleceu no dia 04 de Março de 1968,
aquando do ataque inimigo ao posto
militar de Coveque.
Corpo não recuperado.
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