
Felisberto
Martins da Silva
Furriel Mil.º de
Infantaria
Companhia de
Caçadores 2232
Batalhão de
Caçadores 2837
«SEMPRE EXCELENTES
E VALOROSOS»
Moçambique:
21Fev1968 a 28Fev1970
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Prémio Governador-Geral de
Moçambique
José Augusto
Fernandes, Furriel Mil.º de
Infantaria,
n.º 06387466;
Mobilizado
pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10
– Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique;
No dia 31 de Janeiro de 1968, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Vera Cruz’, integrado na Companhia
de Caçadores 2322 (CCac2322) do
Batalhão de Caçadores 2837
(BCac2837)
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»,
rumo ao porto marítimo de Porto
Amélia, onde desembarcou no dia 21
de
Fevereiro de 1968;
A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria
Rui José Filgueira Esteves, após o
desembarque seguiu para Mataca, onde
rendeu a Companhia de Artilharia
1599 (CArt1599) «PELA PÁTRIA LUTAR»;
de Fevereiro de 1968 a Setembro de
1969, efectuou acções de contra
guerrilha, através de patrulhamentos
e nomadizações nas regiões de Goli,
Altare, Carriana, Calambo, Mitumba,
Quissanga, Fanguia, Regule, Namara,
Nantomba, Escola, Mahate, Alifa,
sena do Mapé e dos rios Mapi,
Messalo, Mitece, Unho e Napeu,
escoltas a colunas logísticas e
abertura dos itinerários de Mataca
para Macomia, Mitumba e Muaguide,
designadamente as operações "Beta 1
e 2", "Olho Vivo" e "Leão"; tomou
parte nas
operações
"Dragão Vermelho", "Dragão
Prateado", "Agora Vai", "Bate
Certo", "Serpente" e "Iniciação 1, 2
e 3"; em
Setembro
de 1969, foi rendida em Mataca, pela
Companhia de Caçadores 2555
(CCac2555) do Batalhão de Caçadores
2881 (BCac2881) «OUSADOS» e
transferida para Lourenço Marques,
onde rendeu a Companhia de Caçadores
1714 (CCac1714) do Batalhão de
Caçadores 1918 (BCac1918) «FOGO»;
foi retirada definitivamente ao
batalhão, ficando sob o comando do
Batalhão de Caçadores 18 (BCac18)
«PRIMEIRO ENTRE OS IGUAIS», em
Lourenço Marques; até final da
comissão executou patrulhamentos na
cidade e zona limítrofes;

Louvado por feitos
em combate no teatro de operações de
Moçambique, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças
Armadas de
Moçambique, de 26 de Fevereiro de
1969, publicado na Ordem de Serviço
n.º 21, de 15 de Março de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique;
Em Setembro de
1969, distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Moçambique pelo
seu comportamento em acções conta o
inimigo, publicado no Jornal do
Exército, n.º 118, página 58, de
Outubro de 1969;
Prémio Governador-Geral de
Moçambique:

Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª
classe, pela Portaria de 18 de Junho
de 1969, publicada na Ordem do
Exército n.º 20 – 3.ª série, de
1969, e referenciado no Jornal do
Exército n.º 117, página 36, de
Setembro de 1969:
Furriel
Miliciano de Infantaria
JOSÉ AUGUSTO FERNANDES
CCac2322/BCac2837 - BC10
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 20 - 3.ª série
de 1969.
Por Portaria de 18 de Junho de 1969:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província de
Moçambique, o Furriel Miliciano n.º
06387466, José Augusto Fernandes, da
Companhia de Caçadores n.º 2322 do
Batalhão de Caçadores n.º 2837 -
Batalhão de Caçadores n.º 10.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
21, de 15 de Março de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique):
Que, por seu despacho de 26 de
Fevereiro de 1969, louvou o Furriel
Miliciano de Infantaria, n.º
06387466, José Augusto Fernandes, da
Companhia de Caçadores n.º 2322 do
Batalhão de Caçadores n.º 2837,
porque, quando do ataque inimigo ao
estacionamento da sua Companhia, em
15 de Outubro de 1968, imediatamente
ocupou a sua posição de combate,
organizou e serenou a sua Secção,
reagindo energicamente.
Como notasse que uma posição de
morteiro de 60mm não estava a dar o
rendimento necessário, correu,
debaixo de fogo, para ela, organizou
os homens e, com o seu exemplo,
levou-os a comportarem-se com
brilhantismo. De novo, logo que
organizada esta posição, voltou para
junto da sua Secção e, durante o
ataque, gritava aos elementos
inimigos que viessem para ali, que
não entrariam. Logo que resolveu a
situação no seu sector e vendo um
outro sector, contíguo, empenhado,
correu para lá, para ajudar, tendo
voltado depois atrás para ir buscar
a metralhadora "Breda" do seu
sector, que não estava já a fazer
fogo, o que não se tornou necessário
em virtude de o sector lateral ter
também repelido o inimigo.
Deu, assim, prova de grande coragem,
sangue-frio, valentia, serenidade
debaixo de fogo e desprezo pela
própria vida, contribuindo
decididamente para a vitória das
nossas tropas, pelo que é digno de
ser apontado como exemplo.
Em
Setembro de 1969, foi rendida em
Mataca,
pela Companhia de Caçadores 2555 (CCac2555) do Batalhão
de Caçadores 2881 (BCac2881) «OUSADOS» e transferida
para Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 1714 (CCac1714) do Batalhão de Caçadores 1918
(BCac1918) «FOGO»; foi retirada definitivamente ao
batalhão, ficando sob o comando do Batalhão de
Caçadores
18 (BCac18) «PRIMEIRO ENTRE
OS
IGUAIS», em Lourenço Marques; até final da comissão
executou patrulhamentos na cidade e zona limítrofes;
Em
Fevereiro de 1970, foi rendida em Lourenço Marques, pela
Companhia de Artilharia 2386 (CArt2386) «O CÉU, A TERRA
E AS ONDAS ATROANDO».
Em 28 de Fevereiro de 1970,
regressou à Metrópole.
