António Fernando Rodrigues, Alferes Miliciano de
Infantaria;

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves)
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 01 de Maio de 1968, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores
2366 (CCac2366) «PERIQUITO ATREVIDO» do Batalhão de
Caçadores 2845
(BCac2845)
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 06 de Maio de
1968;
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão
Miliciano de Artilharia Fernando Lourenço
Barbeitos,
após o desembarque seguiu para Teixeira Pinto, a fim de
efectuar o treino operacional, e, seguidamente, reforçar
o dispositivo e manobra do seu
batalhão,
com vista à realização de patrulhamentos, escoltas e
emboscadas na zona de acção; em 05 de Junho de 1968, por
troca com a Companhia de
Caçadores
1622 (CCac1622), assumiu a responsabilidade do subsector
de Jolmete; em 27 de Maio de 1969, foi rendida pela
Companhia de
Caçadores
2585 (CCac2585) do Batalhão de Caçadores 2884 (BCac2884)
«MAIS ALTO» e foi colocada em Bissau, colmatando
anterior saída da Companhia de Artilharia 1744
(CArt1744) «…E SE MAIS MUNDO HOUVERA», ficando no
dependência do Batalhão de
Caçadores
2884 (BCac2884) «MAIS ALTO», a fim de colaborar na
segurança e defesa das instalações e populações; em 27
de Julho de 1969,
assumiu
a responsabilidade do subsector de Quinhámel e dos
destacamentos de Ponta de S. Vicente da Mata, Ilondé,
Orne e Ondarne, substituindo, por troca, a Companhia de
Caçadores 1787 (CCac1787) do Batalhão
de
Caçadores 1932 (BCac1932) «VONTADE E VALOR», ali
colocada transitoriamente; em 26 de Março de 1970, foi
rendida pela Companhia de Caçadores 2572 (CCac2572) «OS
SEM PAVOR» e recolheu a Bissau para embarque.
Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de
2.ª classe por feitos em combate no teatro de operações
da Guiné, pela Portaria de 24 de Fevereiro de 1970,
publicada na Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª série, de
1970, e referenciado no Jornal do Exército n.º 126,
página 47, de Junho de 1970:
Alferes
Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO FERNANDO RODRIGUES
CCac2366/BCac2845 - BC10
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª
série, de 1970.
Por Portaria de 24 de Fevereiro de 1970:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano de Infantaria, António Fernando
Rodrigues, da Companhia de Caçadores n.º 2366 do
Batalhão de Caçadores n.º 2845 - Batalhão de Caçadores
n.º 10.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do
Exército):
Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, António
Fernando Rodrigues, da Companhia de Caçadores n.º 2366,
do Batalhão de Caçadores n.º 2845 - Batalhão de
Caçadores n.º 10, porque, em todas as operações em que
tornou parte mostrou ser um combatente de rija têmpera,
dotado de excepcional resistência e apego à luta.
Nos contactos havidos com o inimigo evidenciou
extraordinária coragem, desprezo pela vida,
agressividade, sangue-frio e serena energia debaixo de
fogo, actuando invariavelmente na vanguarda e aparecendo
nos lugares mais difíceis e perigosos a fim de conseguir
melhores posições de tiro.
Assim, na operação "Aparição", ofereceu-se para comandar
o grupo de assalto ao objectivo. Durante o mesmo e dado
que elementos terroristas impediam a progressão das
nossas tropas com fogo intenso de metralhadora, avançou
audaciosamente fazendo rajadas oportunas e ajustadas na
direcção onde o adversário se instalava, obrigando-o a
desalojar-se e pondo-o em fuga. Se bem que ferido na
perna durante a acção, teve ainda forças para ajudar ao
transporte de material capturado.
Também na operação "Acepipe", durante o assalto ao
acampamento inimigo, com absoluto desprezo pelo nutrido
fogo adversário, avançou a peito descoberto à frente dos
seus homens, e empunhando a sua G3 e fazendo fogo em
movimento, alternando com lançamentos de granadas de
mão, abriu caminho para o seu Grupo e obrigou o inimigo
a pôr-se em fuga.
Teve actuação de relevo em muitas outras operações,
denominadamente nos patrulhamentos efectuados em 18 de
Novembro de 1968 e 03 de Janeiro de 1969, ficando neste
último novamente ferido.
As invulgares qualidades patenteadas pelo Alferes
Rodrigues, que o tornaram digno de admiração e apreço,
tanto dos seus superiores como dos subordinados,
afirmaram-no como um oficial de excepção, merecendo com
o seu exemplo ser apontado ao respeito e à consideração
pública.
No dia 03 de Abril de 1970, embarcou no NTT ‘Niassa’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 09 de
Abril de 1970.
