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Condecorações

António do Vale Leiras, 1.º Cabo Atirador Pisteiro de Infantaria, da CCac2606/BCac2889

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

Ant-nio-do-Vale-Leiras-350CG-2-Classe-350António do Vale Leiras

 

1.º Cabo Atirador Pisteiro de Infantaria, n.º 13446269

 

Companhia de Caçadores 2606

«EXCELENTE VALOROSO»

 

Batalhão de Caçadores 2899

«OS CROCODILOS»

«MAIS ALTO E MAIS ALÉM»

 

Angola: 01Nov1969 a 13Ago1971 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual

(Título póstumo)

 

António do Vale Leiras, 1.º Cabo Atirador Pisteiro de Infantaria, n.º 13446269, natural do lugar de Paredes, na freguesia de Lijó, concelho de Barcelos, filho de Maria da Conceição Vale Leiras, solteiro;


RI2Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


CCac2606-280No dia 20 de Outubro de 1969, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, integrado na Companhia de Caçadores 2606 do Batalhão de Caçadores 2889 «OS CROCODILOS» - «MAIS ALTO E MAIS ALÉM», rumo ao BCac2889porto de Luanda, onde desembarcou no dia 1 de Novembro de 1969;


A sua subunidade de infantaria foi colocada em Quicua; em Maio de 1971, rodou para Quibaxe;


Faleceu no dia 31 de Agosto de 1971, no acampamento inimigo junto do Rio Matombe e após a picada Buite – Gamboa, em consequência de uma rajada traiçoeira, feita a curta distância, que o atingiu mortalmente na cabeça.

 

Louvado, a título póstumo, por feitos em combate na Província Ultramarina de Angola, publicado nas Ordens de Serviço n.º 50, de 25 de Setembro de 1972, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e n.º 97, de 02 de Dezembro do mesmo ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, pela Portaria de 25 de Outubro de 1972, publicado na Ordem do Exército n.º 35 - 3.ª série, de 1972;


Está inumado no cemitério paroquial de Lijó, concelho de Barcelos.


Paz à sua Alma.

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Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

CG-2-Classe-7001.º Cabo de Infantaria, n.º 13446269
ANTÓNIO DO VALE LEIRAS
 

CCac2606/BCac2889 - RI2
ANGOLA


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 35 – 3.ª série, de 1972.


Portaria de 25 de Outubro findo:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, a título póstumo, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o 1.º Cabo n.º 13446269, António do Vale Leiras, da Companhia de Caçadores n.º 2606 do Batalhão de Caçadores n.º 2889 – Regimento de Infantaria 2, com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 50, de 25 de Setembro de 1972, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e n.º 97, de 02 de Dezembro do mesmo ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvo, a título póstumo, o 1.º Cabo 13446269, António do Vale Leiras, da Companhia de Caçadores n.º 2606 do Batalhão de Caçadores n.º 2889 – Regimento de Infantaria 2, porque, durante o período em que serviu no Sector Cuanza Norte, mostrou, no convívio com todos os camaradas e nos contactos com os superiores, ser possuidor de grande brio e aprumo militar, com nítida compreensão dos seus deveres.


Como comandante da equipa de pisteiros, revelou apreciáveis conhecimentos técnicos da sua especialidade e impôs-se aos restantes elementos da sua equipa pela sua forte personalidade e pelo exemplo que lhes dava, quer em operações, quer nos aquartelamentos.


No plano operacional, distinguiu-se em todas as acções e operações em que tomou parte, pelas suas assinaláveis qualidades de dinamismo, entusiasmo, espírito de iniciativa, coragem e sangue-frio debaixo de fogo, o que várias vezes foi testemunhado pelo comandante da Subunidade a que a sua equipa estava de reforço.


É de salientar o seu comportamento em determinada operação em que, progredindo sempre na primeira posição da coluna, surpreendeu e abateu dois elementos inimigos, atirando-se imediatamente a um rio a fim de capturar as duas armas que os mesmos levavam, o que conseguiu apesar de estar a ser alvejado pelo fogo intenso de outros elementos inimigos.


Demonstrando grande sangue-frio, valentia e arrojo, o 1.º Cabo Leiras, apesar de ter conhecimento de que era o alvo mais visado pelo inimigo, continuou a progredir à frente de todo o outro pessoal, a quem contagiou com o seu entusiasmo, mostrando-se um valioso auxiliar do Comandante da operação, até que uma rajada traiçoeira, feita a curta distância, o atingiu mortalmente na cabeça.


 

Ant-nio-do-Vale-Leiras-920

 

 

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