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Condecorações

José António Araújo Pais Vieira, Alferes Mil.º de Infantaria, da CCac2703/BCac2913

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

José António Araújo Pais Vieira

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Comandante de pelotão

 

Companhia de Caçadores 2703

«SENTIR E PENSAR É QUERER»

 

Batalhão de Caçadores 2913

«FACTA NON VERBA»

 

Moçambique: 18Mai1970 a 21Ago1972

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual

 

José António Araújo Pais Vieira, Alferes Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para ser vir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 25 de Abril de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 2703 (CCac2703) «SENTIR E PENSAR É QUERER» do Batalhão de Caçadores 2913 «FACTA NON VERBA», rumo a Mocímboa da Praia, onde desembarcou no dia 18 de Maio de 1970;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Alfredo Augusto Ferreira Vieira, após o desembarque, foi colocada em Pundanhar, onde rendeu a Companhia de Caçadores 2513 (CCac2513) do Batalhão de Caçadores 2875 (BCac2875) «CORAGEM LEALDADE AMIZADE» - «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»; guarneceu com 1 pelotão o destacamento de Nhica do Rovurna; de Maio de 1970 a Janeiro de 1972, efectuou várias operações, designadamente: "Limpeza" (entre o lago Namioca e Tartibo), "Caju H" (itinerário Palma-Pundanhar-Nangade), "Garça" (região do lago Namioca) "Pesquisa" (Nhica do Rovuma); tomou parte na operação "Novo Rumo"; em Setembro de 1970, embora continuando em Pundanhar, foi retirada definitivamente ao batalhão [BCac2913], devido a remodelação do dispositivo; ficou sob o comando do Batalhão de Artilharia 2918 (BArt2918) «OS MONTANHESES» - «O IMPOSSÍVEL NÃO EXISTE», no recém-criado subsector de Nangade; em Janeiro de 1972, foi rendida em Pundanhar, pela Companhia de Caçadores 3472 (Ccac3472) «COM A CERTEZA DA VITÓRIA» do Batalhão de Caçadores 3868 (BCac3868) «OMNES IN UNUM» e transferida para a Namaacha, no distrito de Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de Caçadores 2621 (CCac2621) do Batalhão de Caçadores 2894 (BCac2894) «AUDÁCIA PARA VENCER»; ficou sob o comando do Comando Territorial do Sul (CTS); cedeu 1 pelotão de reforço ao Batalhã de Caçadores 18 (BCac18) «PRIMEIRO ENTRE OS IGUAIS», em Lourenço Marques; de 06 de Fevereiro a 13 de Julho de 1972, cedeu 1 pelotão de reforço Batalhão de Caçadores 3865 (BCac3865) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», em Caldas Xavier, empenhado na protecção ao troço da via férrea Doa-Moatize e escolta ao comboio; de Janeiro de 1972, até final da comissão, a actividade operacional, consistiu principalmente em patrulhamentos na sua zona de acção; foi rendida na Namaacha, pela Companhia de Caçadores 2759 (CCac2759) «OS KURIKAS» - «RES NON VERBA».


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, por despacho de 16 de Março de 1972, do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 29 de Março de 1972, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 22 de Abril de 1972, publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, página 1176, de 01 de Junho de 1972, e referenciado no Jornal do Exército n.º 153, página 50, de Setembro de 1972:

 

Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ ANTÓNIO ARAÚJO PAIS VIEIRA
 

CCac2703/BCac2913 - RI15
MOÇAMBIQUE


3.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, página 1176, de 01 de Junho de 1972.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 22 de Abril último, o Alferes Miliciano de Infantaria, José António Araújo Pais Vieira, da Companhia de Caçadores n.º 2703 do Batalhão de Caçadores n.º 2913 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 29 de Março de 1972, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique):


Que, por seu despacho de 16 de Março de 1972, louvou o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Araújo Pais Vieira, da Companhia de Caçadores n.º 2703 do Batalhão de Caçadores n.º 2913, pelo seu espírito de missão, de iniciativa e de decisão, pela sua extraordinária dedicação e generosidade postas no cumprimento do dever, e por um espírito de sacrifício e doação de si próprio de tal modo totais e plenos que, aliados a uma força de ânimo, desprezo pelo perigo e serena energia em acção, vieram a provocar-lhe a perda de duas mãos e do seu olho esquerdo durante a operação "Novo Rumo", quando procedia à destruição de um engenho explosivo inimigo, colocado de maneira difícil e perigosa de destruir.


Este oficial, que sempre deu esplêndidas provas da sua maneira de ser, já desde o início daquela operação, vinha demonstrando, de maneira verdadeiramente inequívoca, as suas elevadas qualidades, quer no ataque aos objectivos inimigos e subsequente exploração do sucesso, quer no combate de encontro com os elementos inimigos que escoltavam o material de guerra transportado pelos seus carregadores.


Assaltando em quarto lugar, acabou por se pôr à frente do pessoal e galvanizá-lo de tal modo que os arrastou numa arremetida decisiva para o desbaratamento da coluna inimiga.


Em tudo demonstrou ser um exemplo real de competência e de valor pessoal, nomeadamente como condutor de homens em acção de combate, patenteando permanentemente uma serena energia, calma, coragem e completo desprezo pelo perigo a que se expunha.

 

 

 

 

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