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Fernando Martins de
Oliveira,
Furriel Mil.º de Infantaria, da
CCac411
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Fernando Martins de Oliveira
Furriel Mil.º de
Infantaria
Companhia de Caçadores 411
«OS
LINCES»
Guiné:
09Abr1963 a 29Abr1965
Cruz
de Guerra de 1.ª classe
Louvor Individual
Fernando Martins de Oliveira, Furriel
Mil.º de Infantaria;
Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves)
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No dia 3 de Abril de 1963, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Índia’,
integrado na Companhia de Caçadores 411 (CCac411) «OS
LINCES», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou no dia 9 de Abril de 1963;
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão
de Infantaria João
Gomes do Amaral, em 30 de Abril de
1963, instalou-se em Buba, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 152 (CCac152) e destacou um pelotão para
Aldeia Formosa até 25 de Setembro de 1963, e ficou
integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 237 (BCac237) e, após criação de um novo
sector na zona de
acção, do Batalhão de Caçadores 513
(BCac513); por
períodos variáveis, foi ainda colocada na
dependência operacional do Batalhão de Caçadores 356
(BCac356), com vista à realização de actividade de
intervenção, tomando parte em diversas operações
realizadas nas regiões do Quinara, de 01 a 27 de Junho
de 1963 e de Fulacunda - Buba, de 26 de Julho a 01 de
Agosto de 1963, entre outras; em 12 de Janeiro de 1965,
foi rendida
pela Companhia de
Caçadores 594 (CCac594),
sendo colocada em Bissau na dependência do Batalhão de
Caçadores 600 (BCac600), com vista a colaborar na
segurança e protecção das instalações e das populações
da área, tendo ainda
destacado um pelotão, para
Quinhámel, a partir de 08
de Março de 1965, onde
substituiu, temporariamente, um pelotão da Companhia de
Caçadores 508 (CCac508) «HONRA E GLÓRIA»; em 28 de Abril
de 1965, foi substituída na guarnição de Bissau pela
Companhia de Cavalaria 787 (CCav787) do Batalhão de
Cavalaria 790
(BCav790) «SINE SANGUINE NON EST
VICTORIA», a fim de efectuar o embarque de regresso.
Louvado por feitos em combate na Província
Ultramarina
da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 19/64 de 09
de Dezembro de 1964, do Comando-Chefe das Forças Armadas
de Guiné;
No dia 29 de Abril de 1965, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 6 de maio
de 1965.
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe,
pela Portaria de 3 de Junho de 1965, publicada na Ordem
do Exército n.º 24 – 3.ª série, de 1965.
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Cruz de Guerra de 1.ª
classe
Furriel Miliciano de Infantaria
FERNANDO MARTINS DE OLIVEIRA
CCac411/BCac513 – BC10
GUINÉ
1.ª CLASSE
Transcrição da Portada
publicada na Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª série, de
1965.
Por Portaria de 3 de Junho de 1965:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 1.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Furriel Miliciano de Infantaria, Fernando
Martins de Oliveira, da Companhia de Caçadores n.º 411
adstrita ao Batalhão de Caçadores n.º 513 - Batalhão de
Caçadores n.º 10.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração:
(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, o
seguinte louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 19/64
de 09 de Dezembro de 1964, do Comando-Chefe das Forças
Armadas de Guiné, ao Furriel Miliciano de Infantaria,
Fernando Martins de Oliveira, da Companhia de Caçadores
411 adtrita ao Batalhão de Caçadores 513 - Batalhão de
Caçadores n.º 10, pelas excelentes qualidades militares
que revelou em todas as acções em que tomou parte, em
muitas delas voluntariamente, estando sempre presente
nos locais de maior risco, quer integrado no seu
pelotão, quer enquadrando Caçadores nativos.
Deu provas de bom-senso, iniciativa, desembaraço e
aptidão para o Comando numa operação realizada por 130
Caçadores nativos em que nas muitas emboscadas e ataques
que sofreu, em situações de risco de vida, revelou
serena energia debaixo de fogo, comportando-se com
heroísmo, muita coragem e valentia.
Distinguiu-se ainda noutra operação pela maneira
decidida, eficiente e enérgica como dirigiu a exploração
de um dos lados da estrada e, especialmente, durante
duas emboscadas inimigas, pela forma destemida, ousada e
agressiva como a elas reagiu.
Igualmente é de salientar a sua actuação numa terceira
operação, pelas suas incursões rápidas e arrojadas na
exploração dos caminhos de mato que partiam da estrada,
do que lhe valeu a detecção e destruição de uma casa de
mato.
É ainda de referir a sua actuação valente, destemida e
combativa no dia 08 de Setembro de 1964, quando,
integrado num dos 2 grupos de combate que partiram da
ponte de um rio em socorro dum pelotão que se encontrava
detido na ponte de outro rio, pelo rebentamento de uma
mina sob uma auto-metralhadora, ao deparar-se
resistência de numeroso grupo inimigo que pretendia
impedir a sua progressão, continuou sempre a avançar na
frente dos homens que comandava, metido na valeta da
estrada, de modo a aproximar-se do grupo inimigo e
desalojá-lo das suas posições.
Todos estes factos, aliados à sua natural modéstia, a um
inexcedível espírito de sacrifício e vontade de bem
servir e a uma forte personalidade, levam a considerá-lo
um graduado de muito valor, cuja conduta é digna do
maior apreço e de nobre exemplo a seguir.
Ministério do Exército, 3 de Junho de
1965.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

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