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Condecorações

Alberto Marques da Costa Lobo, Alferes Mil.º de Infantaria, cmdt. de pelotão da CCac414

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Alberto Marques da Costa Lobo

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 414

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Guiné: 27Mar1963 a 28Jul1964

 

Cabo Verde: 28Jul1964 até final da comissão

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

Alberto Marques da Costa Lobo, Alferes Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 21 de Março de 1963, na Gare marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Ana Mafalda’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 27 de Março de 1963;
 

A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Manuel Dias Freixo, após o desembarque, foi integrada nas forças de intervenção e reserva do comando militar, fazendo parte do Batalhão de Caçadores 356 (BCac356) e seguindo, em 01 de Abril e 23 de Abril de 1963, por fracções, para Catió, a partir de onde tomou parte em várias operações realizadas nas ilhas de Caiar e Como, de 24 a 27 de Abril de 1963 e nas regiões de Fulacunda, de 09 a 13 de Maio de 1963, do Quinara, de 01 a 27 de Junho de 1963 e de Ganjola, de 17 a 20 de Setembro de 1963; a partir de 02 de Agosto de 1963, após a remodelação do dispositivo então verificada, assumiu a responsabilidade do subsector de Catió, conjuntamente com a missão de intervenção do sector, continuando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 356 (BCac356) e depois do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL», tendo um pelotão sido destacado para Ganjola em 15 de Dezembro de 1963, onde substituiu a Companhia de Artilharia 494 (CArt494) e ali permaneceu até finais de Fevereiro de 1964; em 01 de Março de 1964, foi rendida, por troca, pela Companhia de Caçadores 617 (CCac617) «VIS NON VISA MOVET» do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL» e foi colocada em Bissau, onde ficou integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações; em 28 de Julho de 1964, substituída, por troca, pela Companhia de Artilharia 566 (CArt566) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», embarcou para Cabo Verde (Ilha do Sal), para continuação da comissão de serviço.


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 05 de Maio de 1964, publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, página 1360, de 01 de Junho de 1964:

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Alferes Miliciano de Infantaria
ALBERTO MARQUES DA COSTA LOBO


CCac414/BCac600 - BC10
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, página 1360, de 01 de Junho de 1964.


Por Portaria de 05 de Maio de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:

O Alferes Miliciano de Infantaria, Alberto Marques da Costa Lobo, da Companhia de Caçadores n.º 414, integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores n.º 600 - Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

(Publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, Alberto Marques da Costa Lobo, da Companhia de Caçadores n.º 414, porque em todas as acções de carácter operacional em que interveio com o seu Pelotão, teve sempre um comportamento digno de destaque, procedendo com calma, decisão e espírito ofensivo, que lhe permitiram coordenar o esforço de todos os seus homens por forma a terminar com êxito todas as situações de contacto com o inimigo em que se achou envolvido.


É de destacar a sua actuação no desembaraçamento do itinerário Fulacunda - S.João, em 06 de Maio, em que teve diversos contactos com o inimigo, tendo realizado uma acção de perfeita coordenação das actuações da auto-metralhadora com as do seu Pelotão, progredindo apeado; a sua actuação, na emboscada sofrida pela Companhia de Caçadores n.º 414 em 27 de Junho, no cruzamento da estrada de Empada - Buba com a de Catió - Buba, em que, por uma manobra de envolvimento, conseguiu pôr em debandada um grupo inimigo, bem armado e emboscado num local dispondo de boa organização de terreno, e, finalmente, na emboscada sofrida pela sua Companhia entre Timbó e Catió em 05 de Agosto, seguindo o seu pelotão na testa da coluna e deparando com um grupo inimigo muito numeroso, bem armado e instalado num terreno que lhe conferia excepcional superioridade, manobrou por forma a causar elevado número de baixas ao adversário, pondo-o em fuga e facilitando as actuações dos restantes elementos da coluna.
 

 

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