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Condecorações

Joaquim Teixeira de Sousa, Alferes Mil.º de Infantaria, cmdt. de pelotão da CCac414

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Joaquim Teixeira de Sousa

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 414

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Guiné: 27Mar1963 a 28Jul1964

 

Cabo Verde: 28Jul1964 até final da comissão

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

Joaquim Teixeira de Sousa, Alferes Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 21 de Março de 1963, na Gare marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Ana Mafalda’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 27 de Março de 1963;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Manuel Dias Freixo, após o desembarque, foi integrada nas forças de intervenção e reserva do comando militar, fazendo parte do Batalhão de Caçadores 356 (BCac356) e seguindo, em 01 de Abril e 23 de Abril de 1963, por fracções, para Catió, a partir de onde tomou parte em várias operações realizadas nas ilhas de Caiar e Como, de 24 a 27 de Abril de 1963 e nas regiões de Fulacunda, de 09 a 13 de Maio de 1963, do Quinara, de 01 a 27 de Junho de 1963 e de Ganjola, de 17 a 20 de Setembro de 1963; a partir de 02 de Agosto de 1963, após a remodelação do dispositivo então verificada, assumiu a responsabilidade do subsector de Catió, conjuntamente com a missão de intervenção do sector, continuando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 356 (BCac356) e depois do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL», tendo um pelotão sido destacado para Ganjola em 15 de Dezembro de 1963, onde substituiu a Companhia de Artilharia 494 (CArt494) e ali permaneceu até finais de Fevereiro de 1964; em 01 de Março de 1964, foi rendida, por troca, pela Companhia de Caçadores 617 (CCac617) «VIS NON VISA MOVET» do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL» e foi colocada em Bissau, onde ficou integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações; em 28 de Julho de 1964, substituída, por troca, pela Companhia de Artilharia 566 (CArt566) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», embarcou para Cabo Verde (Ilha do
Sal), para continuação da comissão de serviço.


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 05 de Maio de 1964, publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1964 e no Jornal do Exército n.º 80, páginas 26 e 27, de Agosto de 1966.

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Cruz de Guerra de 2.ª classe
 

Alferes Miliciano de Infantaria
JOAQUIM TEIXEIRA DE SOUSA
 

CCac414 - BC10
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1964.


Por Portaria de 05 de Maio de 1964


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Alferes Miliciano de Infantaria, Joaquim Teixeira de Sousa, da Companhia de Caçadores n.º 414, do Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, Joaquim Teixeira de Sousa, da Companhia de Caçadores n.º 414, pela forma sensata, corajosa e decidida, como se comportou em todas as acções em que tomou parte, quer isoladamente à frente do seu Pelotão, quer integrado na sua Companhia, mantendo sempre nas situações mais críticas, a maior calma e perfeito autodomínio, que lhe permitiram controlar completamente os seus homens e levá-los a reagir sempre da maneira mais ajustada, às situações que se lhes depararam, nomeadamente nos encontros com o inimigo, na Ilha de Como, de 21 a 28 de Abril, nas duas emboscadas sofridas no mês de Maio em G. Gregório e outra em 10 do mesmo mês no decorrer da operação "Seta", em 12 a 18 de Junho, e no ataque a Ganjola, em 17 de Setembro.


De salientar, também, a atitude tomada quando da tentativa de salvamento dum piloto da Força Aérea, em 22 de Maio, em que dirigiu e pessoalmente colaborou na remoção de cerca de 170 abatizes de grande porte, tendo percorrido cerca de 30 km, praticamente a pé, numa noite escura e através de uma região infestada de terroristas e sofrido uma emboscada.


Ainda no dia 28 de Maio, em Timbó, numa emboscada montada pelo inimigo e sob o fogo intenso e em plena zona de morte, conseguiu, indiferente ao perigo que corria, sair da sua viatura, fazer evacuar um morto [António Moreira Pinto, Soldado Atirador, n.º 1432/62 - nota] e vários feridos das Nossas Tropas, furtar o seu Pelotão da situação crítica em que se encontrava, mantendo pela sua acção pessoal e com os restantes dos seus homens, uma atitude ofensiva que pôs o inimigo em debandada.


Por tudo isto, este oficial demonstrou a par de muita valentia, desembaraço e abnegação, possuir qualidades de Chefe, que o afirmam como um excelente condutor de homens.

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Jornal do Exército n.º 80, páginas 26 e 27, de Agosto de 1966

 

 

 

 


 

 

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