João Ventura Barreto dos Santos, Alferes
Mil.º de Infantaria, da CCac556
"Pouco
se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não
se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

João
Ventura Barreto dos Santos
Alferes Mil.º de
Infantaria
Comandante
de pelotão da
Companhia
de Caçadores 556
«SEM
PAVOR»
Guiné: 10Nov1963 a
28Out1965
Cruz de Guerra de 2.ª
classe
Louvor Individual
João Ventura Barreto dos Santos,
Alferes Mil.º de Infantaria.
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) «CONDUTA
BRAVA E EM TUDO DISTINTA» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné.
No
dia 04 de Novembro de 1963, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa. Embarcou no NTT ‘Manuel
Alfredo’, como comandante de pelotão de Companhia de
Caçadores 556 (CCac556) «SEM PAVOR», rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 10 de
Novembro
de 1963.
A
sua subunidade de infantaria, inicialmente, ficou
colocada em Bissau, sendo integrada, transitoriamente,
no dispositivo do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600),
com vista à segurança e protecção das instalações e das
populações da área, até à chegada d
a
Companhia de Caçadores 557 (CCac557).
Em 08 de Dezembro de 1963, substituindo
um
pelotão de Companhia de Caçadores 413 (CCac413) «BRIOSOS
VENCEREMOS», assumiu a responsabilidade do subsector de
Enxalé, então criado na zona de acção do Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA», com um pelotão
destacado em Porto Gole; outro pelotão esteve destacado
em Farim, de 05 de Dezembro de 1963 a
Janeiro
de 1964, em reforço da guarnição local.
A partir de 20 de Dezembro de 1964, passou a guarnecer
com um pelotão um destacamento, em Missirã. Actuou ainda
em operações realizadas no sector, nomeadamente nas
regiões de Cuor, em 07 de Janeiro de 1964, Ponta Luís
Dias, em 22 e 23 de Janeiro de 1965 e Mato Cobra, em 21
de Abril de 1965, entre outras, em que foi capturada
elevada quantidade de armas.
Em
Maio de 1965, louvado por feitos em combate no teatro de
operações da Guiné Portuguesa, publicado na Ordem de
Serviço n.º 42, de 21 de Maio de 1965, do
Quartel-General do Comndo Territorial
Independente
da Guiné.
Em 09 de Outubro de 1965, já então na dependência do
Batalhão de Caçadores 697 (BCac697), foi rendida, por
troca, pela Companhia de Caçadores 1439 (CCac1439)
«BRAVOS AVANTE» e foi deslocada temporariamente p
ara
o subsector de Bambadinca.
Em 27 de Outubro de 1965, após ser substituída pela
Companhia de Cavalaria 1482 (CCav1482), recolheu a
Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
No dia 28 de Outubro de 1965, embarcou no NTT ‘Niassa’
de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 03 de
Novembro de 1965.
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 05 de Abril de 1966, publicada na Ordem
do Exército n.º 9 – 2.ª série, páginas 930 e 931, de 01
de Maio de 1966:
Alferes
Miliciano de Infantaria
JOÃO VENTURA BARRETO DOS SANTOS
CCac556/BCac 697 - RI16
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª
série, páginas 930 e 931, de 01 de Maio de 1966.
Por Portaria de 05 de Abril de 1966:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano de Infantaria, João Ventura Barreto
dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 556, na
dependência do Batalhão de Caçadores n.º 697 - Regimento
de Infantaria n.º 16.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 42, de 21 de Maio de
1965, do Quartel-General do Comndo Territorial
Independente da Guiné):
Louvo o Alferes Miliciano de Infantaria, João Ventura
Barreto dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 556,
por se ter creditado como oficial distinto, com
qualidades de comando e duma integridade moral que o
impõe à consideração e estima de superiores, camaradas e
subordinados.
À sua coragem, decisão e sangue-frio no comando dum
Pelotão que estruturou com labor inteligente para o
máximo de eficiência em combate, deve a Companhia, entre
outros, os seus dois maiores sucessos.
Voluntarioso e duma abnegação ilimitada, não regateia a
sua presença nas missões mais perigosas.
Assim o demonstrou em 21 de Abril último, em que com
forças exíguas entrou de surpresa no acampamento de
"Mato Cobra", cabendo-lhe a honra, culminante da
destreza e sangue-frio que sempre demonstrou em momentos
como aquele, de eliminar o chefe Inimigo que se
preparava para abrir fogo com uma metralhadora ligeira.
Neste brioso militar se reúnem todas as qualidades para
bem servir o Exército e a Pátria.
