
Ilídio Francisco Moniz Rodrigues
Furriel Mil.º de
Infantaria
Companhia de Caçadores 617
«VIS NON VISA MOVET»
Batalhão de
Caçadores 619
«SENTINELA DO SUL»
Guiné:
15Jan1964 a
09Fev1966
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Ilídio Francisco
Moniz Rodrigues, Furriel Mil.º de
Infantaria;
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI
GLORIA OMNE PERICULUM DULCE» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No dia 8 de Janeiro de 1964, na Gare
marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT
‘Quanza’, integrado na integrado na
Companhia de Caçadores 617 (CCac617)
«VIS NON VISA MOVET» do Batalhão de
Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA
DO SUL», rumo ao estuário do Geba
(Bissau), onde desembarca no dia 15
de Janeiro de
1964;
A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria
António Marques Alexandre,
permaneceu inicialmente em Bissau,
como força de reserva do Comando
Territorial Independente da Guiné
(CTIG) «A LEI DA
VIDA ETERNA
DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE»,
colaborando na segurança e protecção
das instalações e das
populações da
área, tendo integrado o dispositivo
do Batalhão de Caçadores 600
(BCac600) em substituição da
Companhia de
Caçadores 273
(CCac273); em 1 de Março de 1964,
por troca com a Companhia de
Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE
EXCELENTES E VALOROSOS», foi
colocada em Catió como subunidade
de
intervenção e reserva do sector e
ficando então integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão, tendo actuado em várias
operações realizadas nas regiões de
Ganjola, Cobumba, Cufar Nalú,
Cabolol e Catunco, entre outras; em
22 de
Setembro de 1965, por troca
com a Companhia de Caçadores 728
(CCac728) «OS PALMEIRINS», assumiu a
responsabilidade do
subsector de
Cachil, onde se manteve até ser
rendida pela Companhia de Caçadores
1424 (CCac1424) « A ÚNICA» -
«UNIPRESENTES» do Batalhão de
Caçadores 1858 (BCac1858) «FIRMES E
CONSTANTES» em 16 de Janeiro de
1966, após o que recolheu a Bissau,
a fim de aguardar o embarque de
regresso.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Província
Ultramarina da Guiné, publicado na
Ordem de de Serviço n.º 09, de 29 de
Janeiro de 1965, do Quartel-
General
do Comando Territorial Independente
da Guiné;
Em 9 de Fevereiro de 1966, embarca
no NTT ‘Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarca no dia 15
de Fevereiro de 1966;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, pela Portaria
de 8 de Março de 1966, publicada na
Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª
série, de 1966;
No dia 10 de Junho de 1969, é
condecorado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, perante as
Forças Armadas Portuguesas reunidas
em parada na Praça Gonçalo Velho, em
Ponta Delgada (Diário dos Açores,
n.º 7137, 10 de Junho de 1969).
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Furriel Miliciano de Infantaria
ILÍDIO FRANCISCO MONIZ RODRIGUES
CCac617/BCac619 - RI1
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 08 de Março de 1966:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O Furriel Miliciano de Infantaria,
Ilídio Francisco Moniz Rodrigues, da
Companhia de Caçadores n.º 617 do
Batalhão de Caçadores n.º 619 -
Regimento de Infantaria n.º 1.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
09, de 29 de Janeiro de 1965, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Furriel Miliciano de
Infantaria, Ilídio Francisco Moniz
Rodrigues, da Companhia de Caçadores
n.º 617 do Batalhão de Caçadores n.º
619, por, no dia 30 de Julho de
1964, comandando uma escolta a
barcos civis que transportavam
géneros e material para Unidades
militares e entidades civis, ao
serem intensamente flagelados pelo
fogo inimigo, visando especialmente
os elementos e órgãos de manobra,
tomou ele próprio conta do leme da
embarcação abandonado pelo timoneiro
civil, não obstante cair à sua volta
um autêntico chuveiro de projécteis.
Mantendo-se naquela posição e
dirigindo a manobra enquanto durou o
fogo inimigo, estabeleceu um exemplo
para os seus subordinados a quem
continuou a dar as ordens que o
momento extremamente critico
impunha.
Este Furriel, destacou-se pela sua
decisão oportuníssima, desembaraço,
sangue frio e desprezo pela própria
vida.
Sempre voluntarioso, quando não
entrevem em acções militares,
dedica-se ainda à organização de
pequenos espectáculos, cuidando do
bem-estar e moral do pessoal da sua
Unidade.
Por todas estas virtudes é digno de
ser apontado como exemplo, devendo
os seus serviços serem considerados
relevantes e distintos.
