
Leandro
Vieira Barcelos
2.º Sargento de Infantaria, n.º
1959/S/1035
Companhia de
Caçadores 763
«NOBRES NA PAZ E NA GUERRA»
Guiné: 17Fev a 19Jul1965 (data do
falecimento)
Cruz de Guerra de 2.ª classe
(Título
póstumo)
Louvor Individual
(Título
póstumo)
Leandro Vieira Barcelos, 2.º
Sargento de Infantaria, n.º
1959/S/1035,
natural
da freguesia de Porto da Cruz,
concelho de Machico, Ilha da
Madeira, filho de Pedro Vieira
Barcelos e de Maria S.
Pedro
de Freitas, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI
GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No
dia 11 de Fevereiro de 1965, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Timor’, integrado na Companhia de
Caçadores 763 (CCac763) «NOBRES NA
PAZ E NA GUERRA», rumo ao estuário
do Geba (Bissau), onde desembarca no
dia 17 de Fevereiro de 1965;
A
sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria
Carlos Alberto Wahnon Mourão da
Costa Campos, após curta permanência
em Bissau na dependência do Batalhão
de Caçadores 600 (BCac600),
cooperando na
segurança
e protecção das instalações e das
populações da área e efectuando
simultaneamente uma instrução de
adaptação
operacional na região de Prábis -
Antula com a Companhia de Caçadores
557 (CCac557), deslocou-se por
fracções, em 02, 09 e 17 de Março de
1965 para Cufar, a fim de efectuar a
sobreposição e rendição
da
Companhia de Cavalaria 703 (CCav703)
do Batalhão de Cavalaria 705
(BCav705) «CAVALEIROS MARINHOS» -
«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»;
em 19 de
Março
de 1965, assumiu a responsabilidade
do subsector de Cufar, ficando
integrada no dispositivo e manobra
do Batalhão de Caçadores 619
(BCac619) «SENTINELA DO SUL» e
depois
do
Batalhão de Caçadores 1858
(BCac1858) «FIRMES E CONSTANTES»;
para além da actividade operacional
realizada no seu subsector, tomou
parte em diversas operações
efectuadas na zona de acção de
vários batalhões, nomeadamente nas
regiões de Cabolol, na operação
"Saturno", em 10 de Junho de 1965,
em Caboxanque, na operação "Satan"
em 08 de Julho de 1965, entre
outras; utilizou em operações e na
segurança dos aquartelamentos uma
equipa de 8 cães;
Faleceu no dia 19 de Julho de 1965,
em Cufar, em consequência de
ferimentos em combate.
Paz à sua Alma
Está inumado no cemitério da
freguesia da sua naturalidade,
concelho de Machico, Ilha da
Madeira.
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 2.ª classe, a
título póstumo, pela Portaria de 20
de Setembro de 1966, publicado na
Ordem do Exército n.º 29 – 3.ª
série, de 1966:
Cruz de Guerra de 2.ª classe
(Título
póstumo)
2.º
Sargento de Infantaria
LEANDRO VIEIRA BARCELOS
CCac763 - RI1
GUINÉ
2.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 29 – 3.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 20 de Setembro de
1966:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O 2.º Sargento de Infantaria,
Leandro Vieira Barcelos, da
Companhia de Caçadores n.º 763
integrada no dispositivo de manobra
do Batalhão de Caçadores n.º 619 -
Regimento de Infantaria nº 1, a
título póstumo.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, adoptar a título póstumo,
para todos os efeitos legais, o
louvor conferido em Ordem de Serviço
n.º 87, de 22 de Outubro de 1965, do
Comando Territorial Independente da
Guiné, ao 2.º Sargento de
Infantaria, Leandro Vieira Barcelos,
da Companhia de Caçadores n.º 763
integrada no dispositivo de manobra
do Batalhão de Caçadores n.º 619 -
Regimento de Infantaria n.º 1, com a
seguinte redacção:
Pela forma como se comportou no
decorrer da Operação “Trovão” em
que, dando provas de sangue-frio,
decisão, bravura e desprezo pelo
perigo debaixo de fogo, soube, em
todas as situações, comandar a sua
Secção com inteligência e decisão, o
que, permitindo desmoralizar o
inimigo, o levou à debandada,
causando-lhe numerosas baixas.
Combatendo sempre em primeiro
escalão, acorrendo a todos os pontos
onde a sua presença era requerida, o
Sargento Barcelos soube impor-se aos
seus homens pelo exemplo pessoal de
valentia e espírito de sacrifício,
sobejamente demonstrados, apenas
cessando tão extraordinário
comportamento quando veio a ser
atingido mortalmente por um
projéctil do adversário.
Como graduado da Companhia, o
Sargento Barcelos sempre se
desempenhou de todos os serviços que
lhe foram cometidos com muito zelo e
dedicação, o que, aliado aos seus
inegáveis dotes de carácter,
lealdade e extrema correcção, o
tornam credor de todo o apreço e
estima dos seus superiores.
